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    Visão de bioeconomia é a única possível para Amazônia, diz representante da ONU

    À CNN Rádio, Mario Lubetkin, representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe comentou as discussões esperadas para a Cúpula da Amazônia, que será realizada nos próximos dias 8 e 9, em Belém (PA)

    Começou nesta sexta-feira (4), também em Belém (PA) o “Diálogos Amazônicos”, evento que vai até domingo (6)
    Começou nesta sexta-feira (4), também em Belém (PA) o “Diálogos Amazônicos”, evento que vai até domingo (6) Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real

    Ricardo Gouveiada CNN

    São Paulo

    A conciliação entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável da região amazônica deve ser a principal discussão entre os líderes de 15 países na capital paraense na semana que vem.

    A avaliação é de um dos representantes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura que participará da Cúpula da Amazônia na próxima terça-feira (8) e quarta-feira (9), Mario Lubetkin.

    Em entrevista à CNN Rádio, o representante regional da FAO para América Latina e Caribe apontou uma relação entre a pobreza na região amazônica e a falta de preservação da floresta.

    “Não se falará só da Amazônia como um elemento ambiental e climático. Terá que se falar da Amazônia numa dimensão mais ampla, quando se discute sobre os conceitos de bioeconomia, desenvolvimento interno. É a única visão possível”, afirmou.

    A garantia de empregos e acesso seguro à alimentação à população dos países amazônicos é apontada como aliada a um dos interesses globais, que é a redução da emissão de gases do efeito estufa por queimadas e outras atividades poluentes.

    “Tem níveis de insegurança alimentar e de pobreza muito grande, e somente resolvendo isso dá para garantir uma estabilidade na Amazônia futura”, avaliou Mario Lubetkin. 

    O representante da ONU considera que os líderes dos 15 países que participarão da cúpula vão chegar a acordos para a construção de políticas e estratégias para o desenvolvimento sustentável, uma vez que sofrem pressões internas e externas por soluções ambientais.

    Depende da vontade dos presidentes, mas acredito todos que vêm até Belém, vêm com a responsabilidade de enfrentar o tema não só para discutir, mas para procurar soluções”, sugereAs pressões externas são muito grandes. Há entre os presidentes hoje uma atitude muito mais proativa sobre este tema. Se a Amazônia não tiver um desenvolvimento futuro, haverá instabilidade a aumento da pobreza da região.

    Começou nesta sexta-feira (4), também em Belém (PA) o “Diálogos Amazônicos”, evento que vai até domingo (6).

    Mais de 10 mil pessoas, entre representantes de entidades, de movimentos sociais e acadêmicos, vão participar de discussões que devem ser transformadas em relatórios que serão entregues aos chefes de Estado e governo que participarão da Cúpula da Amazônia.

    Veja também: Incêndios no Canadá geram emissões recordes na atmosfera