Filmes e séries de romance para assistir em tempos de distanciamento social


Da CNN
27 de março de 2020 às 13:39
Casal senta próximo à Torre de Londres

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Foto: Dylan Martinez - 20.mar.2020/ Reuters

Daqui a um tempo, haverá filmes sobre o amor na época da pandemia do novo coronavírus. No momento, enquanto as pessoas procuram o que assistir, temos que nos contentar com o que está disponível.

Diversos gêneros de filmes já trataram de distanciamento social, parecido com este que vivemos hoje, como os da categoria “último homem na Terra” (e tem sido sempre homens). A ficção científica Eu sou a lenda, baseada no livro de Richard Matheson, foi a terceira adaptação da obra: a primeira foi com Vincent Price (1964), a segunda com Charlton Heston (1971) e a terceira com Will Smith (2007).

Mas esse tipo de filme pode ser um tanto estressante, então romances sem esperança - e a ideia de duas pessoas feitas uma para a outra, mas, por algum motivo extraordinário, não podem ficar juntas - podem ser uma opção melhor.

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Em termos de romance, separação ou distância forçada se popularizaram nas ficções voltadas para jovens adultos, algumas das quais já foram até adaptadas para o cinema. Normalmente, é uma doença que impede o casal apaixonado de ficar junto, ou mesmo se tocar, um conceito carregado de aspectos metafóricos.

Apesar do aumento recente de produções desse gênero, elas existem há décadas. Veja algumas delas abaixo.

Pushing daisies (2007-2009)

A peculiar série da emissora norte-americana ABC, criada por Bryan Fuller, durou apenas algumas temporadas, mas permanece entre as preciosidades da TV que se foram. Em Pushing Daisies, Lee Pace interpreta Ned, um homem cujo toque pode trazer uma pessoa de volta à vida por um tempo, com a condição de que ele as toque novamente para que fiquem mortas para sempre. Ned quebra essa regra por causa de Chuck, interpretada por Anna Friel. Ele quer mantê-la viva, mas, para isso, não pode tocá-la de novo. 

Engraçada, obscura e romântica, vale a pena assistir a essa série apenas pela química entre os protagonistas, e as formas criativas que eles encontram para poderem interagir entre si, como segurar as mãos com luvas grossas ou usar roupas de apicultores para manter uma certa distância.

A cinco passos de você (2009)

Perfeita para ver na crise atual, esse romance adolescente mostra Haley Lu Richardson e Cole Sprouse no papel de dois adolescentes com fibrose cística, uma condição que faz deles especialmente perigosos um para o outro, e requer que eles mantenham uma distância de quase dois metros entre si.

Naturalmente, eles se apaixonam e encontram uma forma de “burlar” essa distância. Dirigida por Justin Baldoni, A cinco passos de você é inspirada em um documentário que ele produziu focado em jovens que possuem essa condição médica.

A casa do lago (2006)

Sandra Bullock e Keanu Reeves se apaixonam a partir de cartas que escrevem um para o outro. Esta é a única maneira que eles conseguem interagir, pois vivem na mesma casa, mas em anos diferentes. O crítico do jornal New York Times A.O. Scott descreveu a obra como um “romance maravilhosamente irreal de viagem no tempo”.

O menino da bolha de plástico (1976)

Vagamente inspirado na história real de um menino nascido com uma grande deficiência imunológica, esse filme feito para a TV mostra John Travolta como protagonista e Glynnis O'Connor como a vizinha pela qual ele se apaixona. A história acabou ganhando uma adaptação anos depois chamada Jimmy Bolha (2001), uma sátira obscura com Jake Gyllenhaal.

Tudo e todas as coisas (2017)

Amandla Stenberg interpreta a jovem de 18 anos Maddy, que não ter permissão para deixar o ambiente protetor de sua casa em função de sua condição de saúde. Ela tenta manter um relacionamento com o vizinho, interpretado por Nick Robinson, que tem acesso a ferramentas (como mensagens de texto no celular) que o menino da bolha de plástico não podia sequer imaginar.

Além da imaginação (1959-1964)

Apesar de não ser o foco da série, alguns dos melhores episódios da ficção científica de Rod Serling são românticos. De todos esses, dois - ambos roteirizados por Serling - se merecem destaque. 

Um é “O grande amanhã” (1964), com Robert Lansing no papel de um astronauta que se apaixona na hora errada pela personagem interpretada por Mariette Hartley, bem antes de ele embarcar em uma viagem que o manterá longe dela por décadas.

O outro é “As trocas” (1962), com Joseph Schildkraut e Alma Platt como um casal que, no futuro, pode comprar corpos novos e saudáveis para substituir os seus ao ficaram mais velhos. O problema é que eles só têm dinheiro para adquirir um.