Orquestra Sinfônica de SP estreia ópera em apresentação virtual


Da CNN, em São Paulo
29 de agosto de 2020 às 12:48

A Orquestra Sinfônica de São Paulo (Osesp) estreou a ópera "Cartas Portuguesas" diretamente da famosa casa de concertos Sala São Paulo. Neste ano, sem a presença de plateia ao vivo. A apresentação, primeira dos músicos desde o início da pandemia, foi transmitida pela internet.

A peça escolhida conta a história de uma freira que ficou trancada quase a vida toda dentro de um convento, sem poder ter contato com ninguém.

"De certa forma, é o mesmo tipo de clausura que muitos de nós vivemos nesse momento de pandemia, vivendo nossas emoções, trancados nas quatro paredes da nossa alma", afirmou o compositor da ópera, João Guilherme Ripper.

A estreia mundial do espetáculo "Cartas Portuguesas" foi transmitida ao vivo pelas redes sociais da Osesp, mas não ter o público presente foi um grande desafio para os artistas.

"A arte não é feita para esse foco, o ideal é ter essa troca de energia entre o público e os artistas que estão no palco. Mas acredito que é muito importante este momento na história do espetáculo, pois podemos conquistar novos públicos para este estilo musical que, às vezes, é tão pouco explorado no nosso país", avaliou a soprano Camila Titinger.

O conteúdo gravado está disponível nas redes sociais da Osesp, que vai organizar, sempre às sextas-feiras, outros eventos online.

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"Pode ser o novo normal, e espero que não substitua o normal, mas que venha a acrescentar essa possibilidade de acesso a um público maior", disse o diretor de cena Jorge Takla.

A orquestra da Osesp tem 104 músicos e precisou se adaptar para o retorno deles a um ambiente fechado.

O uso de máscaras é obrigatório, mas os músicos que tocam instrumentos de sopro tiveram placas acrilícas instalas no palco para garantir o distanciamento social.

A prefeitura de São Paulo prevê a reabertura de sala de espetáculos apenas na Fase Verde do Plano de Flexibilização.