Silvio Santos comemora 90 anos neste sábado

Pesquisador conta trajetória do "homem do baú" que trabalhou como camelô, paraquedista e locutor na barca Rio-Niterói antes de estrear na TV brasileira

Da CNN, em São Paulo
12 de dezembro de 2020 às 13:23

O empresário e apresentador, dono do canal de televisão SBT, Silvio Santos, completa 90 anos neste sábado (12).

A CNN conversou com Levy Fioriti que pesquisa há mais de 20 anos a trajetória do comunicador. Ele foi um dos curadores da exposição "Silvio Santos vem aí!", inaugurada em 2016 no Museu de Imagem e Som de São Paulo. 

Silvio Santos nasceu em 12 de dezembro de 1930, e é considerado por Fioriti como um visionário. 

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“Ele começou, por necessidade, como camelô, vendendo carteirinha de título de eleitor. Daí, ele foi pego pelo 'rapa'. Ao invés de prendê-lo, ele ainda era uma criança, indicaram: você tem uma voz muito boa. Por que você não tenta ir para a rádio? Eu tenho um amigo que trabalha em rádio. Está aqui o cartão dele”, conta o pesquisador.

Silvio Santos, dono do SBT, completa 90 anos neste sábado (12 dez. 2020)
Foto: Reprodução/CNN

Aos 18 anos, ele se tornou paraquedista do exército. Experiência que ele atribui, até hoje, ao fato de ser disciplinado e ter uma vida regrada.

Foi nessa época também que ele começou a trabalhar como locutor em um serviço de alto-falante na travessia das barcas Rio-Niterói. Ele promovia bingos e outras brincadeiras para a população e, com isso, conseguiu um patrocínio da Antártica.

Assim ele juntou uma quantia suficiente para se mudar para São Paulo. Na capital paulista, conheceu o radialista, empresário e jornalista Manoel de Nóbrega e, com a ajuda dele, despontou.

Segundo Fioriti, o carisma de Silvio Santos é o que garante que ele continue sendo assistido pelos telespectadores décadas depois de sua estreia na televisão brasileira. Ele também incorpora a espontaneidade e a emoção do público em sua performance — que é um de seus grandes trunfos.

“Ele gosta de fazer um programa, mas se ele ver que o programa já está ficando cansativo, ou se ele mesmo está perdendo o interesse, ele prefere mudar e criar uma coisa nova”, diz Fioriti.