"Tom & Jerry: O Filme" tem estreia forte nos EUA e traz esperança para indústria

A animação familiar da Warner Bros estreou com US$ 13,7 milhões (R$ 76,79 milhões) nas bilheterias norte-americanas

Rebecca Rubin, da Reuters
28 de fevereiro de 2021 às 21:35 | Atualizado 28 de fevereiro de 2021 às 21:47
Tom & Jerry: O Filme
Tom & Jerry: O Filme
Foto: Reprodução / Warner Bross

A animação familiar da Warner Bros "Tom & Jerry: O Filme" estreou com US$ 13,7 milhões (R$ 76,79 milhões, na conversão atual) nas bilheterias norte-americanas, um dos melhores desempenhos de fim de semana de estreia da era do coronavírus e um sinal de que a ida ao cinema pode estar melhorando.

Certamente levará algum tempo para que as vendas de ingressos atinjam níveis pré-pandemia, mas, depois de "Mulher-Maravilha 1984" -- lançado em dezembro passado com US$ 16,7 milhões (R$ 93,60 milhões) arrecadados nos primeiros dias--, "Tom e Jerry" teve o maior total de três dias desde a reabertura dos cinemas no ano passado.

Nada mais lançado nos últimos dez meses foi capaz de superar a marca de US$ 10 milhões. "Os Croods 2: Uma Nova Era" (US$ 9,7 milhões / R$ 54,37 milhões) e "Tenet" (US$ 9,35 milhões / R$ 52,41 milhões) foram os únicos que chegaram perto desse valor.

Notavelmente, "Tom and Jerry" também estreou no serviço de streaming HBO Max, onde estará disponível para assinantes por 31 dias. Começando com a sequência de "Mulher-Maravilha", a Warner Bros selecionou 18 filmes para estreia simultânea nos cinemas e na HBO Max, devido à pandemia.

No exterior, a aventura, que mistura live-action e animação, arrecadou US$ 25 milhões (R$ 140,12 milhões), totalizando US$ 38,8 milhões (217,47 milhões). Dadas as condições atuais, "Tom e Jerry" teve um começo considerado bom, levando-se em conta o orçamento do filme (US$ 79 milhões / R$ 442,79 milhões).

Analistas de bilheteria parecem estar animados com os números.

"Com metade dos cinemas ainda fechada, a pandemia ainda uma ameaça e 'Tom e Jerry' disponível em casa, esta é uma ótima estreia", disse David A. Gross, que dirige a consultoria de cinema Franchise Entertainment Research. "(É) um sinal positivo para os negócios e para o apelo do cinema em relação ao entretenimento doméstico."