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Defesa de Sean "Diddy" Combs pede pena de 14 meses por prostituição

Promotores acreditam que pena do rapper não será maior do que 5 anos e 3 meses; sentença deve ser dada no dia 3 de outubro

Luc Cohen, da CNN, Nova York
Julgamento de Sean "Diddy" Combs durou mais de seis semanas  • MEGA/GC Images
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Os advogados de Sean "Diddy" Combs, 55, pediram a um juiz americano na noite de segunda-feira que impusesse uma sentença de prisão de 14 meses ao magnata do hip-hop, após ele ter sido condenado por crimes relacionados à prostituição, mas absolvido das acusações mais graves de tráfico sexual e extorsão.

Combs enfrenta uma pena máxima legal de 20 anos de prisão depois que um júri de Manhattan o considerou culpado de duas acusações de transporte para se envolver em prostituição, em julho. Ele se declarou inocente e deve recorrer da condenação.

Em um documento judicial, a equipe jurídica de Combs pediu ao juiz que impusesse a sentença menor, seguida de liberdade supervisionada com tratamento obrigatório contra drogas, terapia e aconselhamento em grupo, argumentando que seria "suficiente, mas não maior do que o necessário" sob a lei federal de sentenças.

 

 

Os promotores têm até 29 de setembro para recomendar uma sentença e disseram que uma pena de prisão "substancial" é justificada, mas reconheceram que as diretrizes federais de sentenças parecem recomendar não mais do que 5 anos e 3 meses.

O juiz distrital dos EUA, Arun Subramanian, deve sentenciar Combs em 3 de outubro. Subramanian também agendou uma audiência para quinta-feira (25) para considerar a moção de Combs para anular a condenação.

Combs fundou a Bad Boy Records e é creditado por popularizar o hip-hop na cultura americana.

Como foi o julgamento de Diddy?

Durante um julgamento de dois meses, os promotores disseram que Combs coagiu duas ex-namoradas a participarem de maratonas sexuais de vários dias, alimentadas por drogas, conhecidas como "Freak Offs", com garotos de programa.

Ambas as mulheres — a cantora de rhythm and blues Casandra Ventura, conhecida como Cassie, e uma mulher conhecida pelo pseudônimo Jane - testemunharam que Combs as atacou fisicamente e ameaçou cortar o apoio financeiro se elas resistissem aos seus encontros sexuais.

Os advogados de Combs não negaram que houve abuso, mas argumentaram que não havia uma ligação direta entre o que chamaram de violência doméstica e a participação das mulheres nos "Freak Offs". Eles argumentaram que Ventura e Jane consentiram com os encontros porque amavam Combs e queriam fazê-lo feliz.

Os advogados de Combs disseram que o voyeurismo, ou pagar para ver outros fazerem sexo, não constitui envolvimento em prostituição.

Os promotores rebateram que o envolvimento direto de Combs na atividade sexual não era exigido. Eles disseram que a condenação foi apoiada por evidências de que Combs se masturbava durante as performances e direcionava as vítimas sobre o que fazer.

Combs foi preso em setembro de 2024 e permanece sob custódia no Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn desde então.

Veja também: Vídeo flagra rapper Sean "Diddy" Combs agredindo mulher

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