Moro nega interferência em prisão de Ronaldinho e Assis no Paraguai

Embratur, que escolheu Ronaldinho Gaúcho como embaixador do turismo brasileiro, disse que posição é simbólica e honorária

João Vianey Da CNN Brasil, em Brasília
10 de março de 2020 às 21:51
Ronaldinho e Assis são levados por policiais na Suprema Corte do Paraguai
Foto: Jorge Adorno - 7.mar.2020/Reuters

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, confirmou nesta terça-feira (10) que manteve contato telefônico hoje com autoridades paraguaias para conhecer os fatos envolvendo a prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e do irmão dele, Assis. Moro negou que houve interferência na apuração, e disse prezar pela soberania dos Estados e pela independência dos órgãos judiciários.

A Embratur, que escolheu Ronaldinho Gaúcho como embaixador do turismo brasileiro, também comentou o caso. Segundo a estatal, a indicação do ex-jogador para a posição "é simbólica, honorária, e o trabalho desenvolvido é totalmente voluntário, sem ônus para a Embratur, que segue promovendo o turismo brasileiro no exterior por meio de campanhas e ações promocionais.”

Ainda segundo a Embratur, a responsabilidade de "apurar e esclarecer" a investigação sobre o ex-jogador é do governo paraguaio. 

Ronaldinho e Assis cumprem prisão preventiva enquanto são investigados pelo uso de passaportes adulterados. Eles estão detidos em Assunção desde sexta-feira (6).

Mais cedo nesta terça, a Justiça paraguaia negou um pedido de liberdade condicional ou prisão domiciliar. A decisão falava em risco de fuga.

Procurado pela CNN Brasil para comentar o caso, o advogado Adolfo Marin, que defende Ronaldinho e Assis no Paraguai, disse estar impedido de falar por conta de uma cláusula de confidencialidade.

Colaboraram José Brito e André Rosa, da CNN Brasil em São Paulo