Messi, Federer e estrelas do esporte doam milhões para combate ao coronavírus


Adalberto Leister e Anna Satie da CNN, em São Paulo
26 de março de 2020 às 17:05 | Atualizado 27 de março de 2020 às 20:05
Messi comemora gol em jogo do Barcelona contra o Real Sociedad

Messi comemora gol em jogo do Barcelona contra o Real Sociedad

Foto: Albert gea/Reuters (7.mar.2020)

Com campeonatos suspensos ou adiados em todo o mundo, atletas e clubes têm doado quantias significativas para ajudarem na luta contra o novo coronavírus (COVID-19).

No futebol, Lionel Messi anunciou uma doação de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,4 milhões) para dois hospitais, um na Espanha e outro na Argentina. O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, doará a mesma quantia para a compra equipamentos médicos para hospitais.

Cristiano Ronaldo e seu agente, Jorge Mendes, também se uniram para doar equipamentos a hospitais portugueses.

O Real Madrid transformou seu estádio, o Santiago Bernabéu, na capital espanhola, em um armazém para doações de produtos de higiene.


Na Itália, o Bologna teve uma iniciativa diferente. A equipe convocou os jogadores Angelo Da Costa, Riccardo Orsolini e DiVaio para ligarem para torcedores que moram sozinhos, cedendo um pouco de calor humano frente ao cenário atual.

Na Alemanha, Lewandowski, Kimmich e Goretzka, do Bayern de Munique, doaram 1 milhão de euros cada a um fundo de combate ao coronavírus.

O time deles se uniu às outras três equipes de maior faturamento do campeonato alemão —Borussia Dortmund, RB Leipzig e Bayer Leverkusen— para criar um fundo de 20 milhões de euros (R$ 110,5 milhões). O dinheiro será direcionado a times menores das duas principais divisões do país para evitar uma crise financeira durante a pandemia.

Com a mesma motivação, os atletas do Union Berlim, que disputam o mesmo torneio, concordaram em não receber salários enquanto a temporada estiver paralisada.

Na Inglaterra, os jogadores da Premier League lançaram a campanha #FootballUnited, que quer arrecadar 100 mil libras (R$ 608 mil) para ajudar comunidades pobres da Inglaterra. Hector Bellerin (Arsenal), Aaron Wan-Bissaka (Manchester United), Reece James (Chelsea), Andros Townsend (Crystal Palace) e Callum Wilson (Bournemouth) são alguns dos jogadores que apoiam a iniciativa.


Tênis solidário

O tenista Roger Federer comemora em jogo na Cidade do Cabo, África do Sul

O tenista Roger Federer comemora em jogo na Cidade do Cabo, África do Sul

Foto: Mike Hutchings/Reuters (7.fev.2020)

Nesta quinta (26), o tenista Rafael Nadal e o jogador de basquete Pau Gasol, do time americano Portland Trail Blazers, lançaram uma campanha entre atletas para arrecadar 11 milhões de euros (R$ 61 milhões) para a Cruz Vermelha. Segundo os espanhóis, o montante ajudaria mais de um milhão de pessoas afetadas pelo vírus.

Roger Federer também disse que apoiará famílias vulneráveis, com uma doação de  1 milhão de francos suíços (aproximadamente R$ 5,1 milhões).

Atleta da NBA que testou positivo anuncia doação

O jogador Rudy Gobert, do Utah Jazz

O jogador Rudy Gobert, do Utah Jazz 

Foto: Andy Marlin/USA TODAY/Reuters (4.mar.2020)

Rudy Gobert, jogador do Utah Jazz que foi diagnosticado com o vírus, anunciou uma doação de US$ 500 mil para os funcionários da arena do time e outras famílias impactadas pela COVID-19 nos EUA e na França, seu país natal.

"Essas doações são uma pequena demonstração do meu apoio e apreço por todos os que foram afetados, e também são o primeiro dos muitos passos que darei para tentar fazer uma diferença positiva", declarou em nota.

Outros jogadores da liga também doaram milhares de dólares para os funcionários que mantêm as quadras de seus times, como Kevin Love, do Cleveland Cavaliers, e Giannis Antetokounmpo, do Milwaukee Bucks.

Zion Williamson, do New Orleans Pelicans, prometeu que pagará os salários de todos os funcionários da arena do time por 30 dias.

Com informações da Reuters