Nova York construirá hospital de campanha nas quadras de tênis do US Open

Complexo provavelmente receberá pessoas que não estão infectadas com COVID-19 para liberar leitos em hospitais regulares para pacientes em estado grave

Evan Simko-Bednarski e Eric Levenson, da CNN
31 de março de 2020 às 15:14
Imagem aérea do Centro Nacional de Tênis Billie Jean King, em NY, que receberá hospital de campanha durante pandemia de coronavírus nos EUA
Foto: Debbie Egan-Chin/NY Daily News Archive/Getty Images

O complexo de quadras em Nova York usadas para sediar o US Open, um dos quatro Grand Slams de tênis disputados anualmente, será transformado em um hospital de campanha para receber pacientes durante a pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos.

O Centro Nacional de Tênis Billie Jean King, no Queens, será transformado em um complexo hospitalar, disse Chris Widmaier, porta-voz da Associação de Tênis dos EUA. A conversão está sendo feita a pedido do Escritório de Gerenciamento de Emergências (OEM, em inglês) da cidade de Nova York.

O porta-voz da OEM, Omar Bourne, disse à CNN que o plano é construir uma instalação médica com 350 leitos no local. "É provável que esse local receba pessoas que não estão com COVID-19 [a doença causada pelo novo coronavírus], mas avaliaremos o uso com base na necessidade", explicou. Bourne não detalhou quando a transformação das quadras em hospital começará.

O Centro Nacional de Tênis Billie Jean King é uma das maiores instalações públicas de tênis do mundo e abriga o Estádio Arthur Ashe, o Estádio Louis Armstrong e uma série de quadras de tênis menores. O US Open ainda está previsto para o final de agosto.

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A transformação do centro de tênis ocorrerá em um momento em que o estado e a cidade de Nova York lutam para expandir rapidamente sua capacidade de cuidar do aumento de pacientes com coronavírus. Uma área verde no Central Park foi transformada em hospital e um navio-hospital da Marinha chegou ao porto de Nova York para expandir o número de leitos hospitalares disponíveis.

Nova York é o atual epicentro da pandemia de coronavírus nos EUA e lidera o número de casos e mortes no país. O governador Andrew Cuomo enfatizou a necessidade de uma solução dupla para o surto: aumentar a capacidade de cuidar de pessoas que adoecem e reduzir a disseminação de novos casos a um nível gerenciável.

Assim como o navio da Marinha USNS Comfort, transformar o Centro Nacional de Tênis em um hospital de campanha ajudará a liberar leitos nos principais hospitais para cuidar de pessoas infectadas.

Até esta terça-feira (31), 1.550 pessoas haviam morrido por contágio do novo coronavírus no estado de Nova York. Ao todo, mais de 75 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença no estado.