Clubes decidem continuar Paulistão, mas não têm data para retomar competição

Decisão foi tomada em videoconferência entre os clubes que participam do campeonato; jogos restantes seriam disputados antes do início do Brasileirão

Adalberto Leister Filho da CNN, em São Paulo
15 de abril de 2020 às 18:03

Campeonato Paulista foi paralisado em 16 de março pela crise do novo coronavírus; jogos da última rodada, como a partida entre São Paulo e Santos, já foram realizados a portões fechados  
Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo (14.mar.2020)


Os clubes que disputam o Paulistão decidiram em reunião via teleconferência com a diretoria da FPF (Federação Paulista de Futebol), nesta quarta-feira (15), que o campeonato chegará ao fim, mesmo com a paralisação pela pandemia do novo coronavírus.

Ainda não se sabe, porém, quando o torneio será retomado. Os dirigentes vão aguardar uma sinalização positiva das autoridades de saúde do Brasil. Mas é provável que, no retorno do Paulistão, os jogos sejam disputados com portões fechados.

“Diante do cenário de pandemia, não há data para a retomada, que somente será definida em nova videoconferência a ser agendada, seguindo as determinações das autoridades públicas de saúde”, afirmou a FPF, através de comunicado oficial.

A federação também defendeu que os estaduais sejam concluídos antes do início do Brasileirão, que originalmente deveria começar em maio.

“A ordem de retorno do futebol priorizará a preservação da saúde de todos os envolvidos e, portanto, o bom senso indica que as competições com menor deslocamento de todos os envolvidos (estaduais) aconteçam primeiro, avançando em seguida para aquelas que exigem viagens mais longas (nacionais e continentais)”, defendeu a federação.

Para que não haja problema no retorno do campeonato, a Comissão Médica da FPF está desenvolvendo um protocolo de segurança para proteger a saúde dos envolvidos nos jogos. Entre os participantes da reunião estavam Reinaldo Carneiro Bastos (presidente da FPF), José Carlos Peres (presidente do Santos), Carlos Augusto de Barros e Silva (presidente do São Paulo), Maurício Galiotte (presidente do Palmeiras) e Andrés Sanchez (presidente do Corinthians).