Brasil retira candidatura para sediar Copa do Mundo de futebol feminino de 2023

Segundo a CBF, a pandemia impede o país de cumprir as garantias financeiras pedidas pela Fifa

Reuters
08 de junho de 2020 às 21:16
Partida entre Brasil e Inglaterra durante a Copa do Mundo de futebol feminino em 2019
Foto: Lee Smith/BAction Images/Reuters (5.out.2019)

O Brasil retirou sua candidatura para sediar a Copa do Mundo feminina de 2023 por não conseguir cumprir as garantias financeiras necessárias requisitadas pela Fifa por conta da pandemia de coronavírus, informou a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) nesta segunda-feira (8).

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"A CBF compreende a necessidade da Fifa de obter tais garantias e sabe que elas fazem parte do protocolo padrão da entidade internacional, sendo elemento fundamental para conferir a segurança necessária para efetiva realização de eventos deste porte", afirmou a entidade máxima do futebol brasileiro.

Mas a CBF alegou que "por conta do cenário de austeridade econômica e fiscal, fomentado pelos impactos da pandemia da Covid-19, [o governo brasileiro entendeu que] não seria recomendável, neste momento, a assinatura das garantias solicitadas pela Fifa.

A retirada deixa Austrália, Nova Zelândia, Colômbia e Japão como os países remanescentes na disputa para receber a competição.