Ramírez, do Bahia, apresenta versão após acusação de Gerson: 'Não fui racista'

Em vídeo, meia colombiano Juan Pablo "Índio" Ramírez, do Bahia, contou sua versão após Gerson, do Flamengo, acusá-lo de racismo

Por Diego Freire, da CNN, em São Paulo
22 de dezembro de 2020 às 03:22 | Atualizado 22 de dezembro de 2020 às 09:01
Bahia divulgou vídeo de Ramírez se defendendo de acusações de racismo
Bahia divulgou vídeo de Ramírez se defendendo de acusações de racismo
Foto: Bahia/ Instagram/ Reprodução


O Esporte Clube Bahia divulgou, na noite desta segunda-feira (21), vídeo no qual o meia colombiano Juan Pablo "Índio" Ramírez apresenta sua versão após ser acusado de injúria racial contra o também meia Gerson, do Flamengo, em partida entre os dois clubes no último domingo.

O colombiano nega ter dito a frase "cala a boca, negro", relatada por Gerson e condena o racismo no vídeo. Ele alega não compreender bem o português e que não teria dito frases no idioma durante o jogo, vencido pelo Flamengo por 4 a 3. 

Ramírez diz ter se dirigido aos jogadores flamenguistas com frases como "joga rápido, irmão", para apressar a saída de bola do clube carioca em momento no qual o Bahia empatou a partida. 

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"Em nenhum momento fui racista com nenhum dos jogadores, nem com Gerson e nem com qualquer outra pessoa", afirma Ramírez, falando em espanhol no vídeo.

"Acontece que, quando fizemos o segundo gol [empatando o jogo em 2x2], botamos a bola no meio do campo para sair rapidamente. Eu arranquei a correr e disse ao Bruno Henrique [atleta do Flamengo] que "jogue rápido, por favor”, "vamos, irmão, jogue sério”. Aí ele jogou a bola para trás e o Gerson, não sei o se me falou algo, mas eu não compreendo muito o português. Então, não compreendi o que me disse e falei 1joga rápido, irmão'", conta o meia colombiano do Bahia.

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"Aí passei por ele e segui a bola. Não sei o que ele entendeu, o que ouviu. Ele jogou a bola e passou a me perseguir, sem eu entender o que aconteceu Dei a volta por trás porque não queria entrar em briga com ninguém e depois ele saiu falando que disse a ele 'cale a boca, negro', falando português, quando eu realmente não falo português", acrescenta Ramírez.

"Estou há apenas alguns meses no Brasil e sobre isso de ser racista não estou de acordo, porque isso não é bem-visto em nenhuma parte do mundo. Sabemos que todos somos iguais e em nenhum momento falei isso. Menos ainda usei palavras tão ruins quanto essas."