Jogos de Tóquio devem custar R$ 81,6 bi com desafios extras em meio à pandemia

Olímpiada deve ser uma das mais caras da história; atletas só poderão sair da vila olímpica para competições

Da CNN, em São Paulo
23 de fevereiro de 2021 às 22:06
Olimpíada de Tóquio seria realizada de 24 de julho a 9 de agosto
Adiada em 2020, Olimpíada é um desafio para os organizadores no Japão
Foto: Denis Balibouse - 24.mar.2020/ Reuters

A cinco meses da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados no ano passado e remarcados para 23 de julho deste ano, o clima é de confiança no Japão de que a Olimpíada será realizada.

A queda no número de infecções por Covid-19 no país e os procedimentos que serão adotados com os atletas dão o clima de otimismo. O custo, no entanto, será alto: US$ 15 bilhões (cerca de R$ 81,6 bilhões) - e ainda pode subir. 

"A situação está mudando dia a dia, mas tenho certeza que teremos os jogos como planejado. Claro que em um ambiente com segurança para todos", disse o diretor do comitê organizador olímpico, Hidemasa Nakamura, com exclusividade à CNN.

Ainda não se sabe se as arquibancadas poderão receber público, embora milhares de ingressos tenham sido vendidos. "Não acredito que o público será vetado, mas haverá um limite a ser definido", afirmou Nakamura.

Pesquisa feita no início do ano, porém, revelou que quase 45% da população defende um novo adiamento e 35% o cancelamento dos Jogos.

"Não é que os japoneses não apoiem os Jogos, mas agora a população está preocupada em como estará o coronavírus até julho. A situação está melhorando e sei que as expectativas vão melhorar"

Hidemasa Nakamura, diretor do comitê organizador olímpico

Testes

Nenhum atleta será obrigado a se vacinar, mas todas as equipes do mundo passarão por testes: antes do embarque, chegando ao aeroporto de Tóquio e antes de entrar na Vila Olímpica, repetindo o procedimento a cada quatro dias. Os atletas só poderão sair da vila para competir.

(Publicado por Daniel Fernandes)