Caboclo protocola nesta quarta defesa sobre acusação de assédio moral e sexual

Presidente afastado da CBF é investigado, desde o mês passado, pela Comissão de Ética da entidade por assédio moral e sexual contra uma funcionária

Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro
06 de julho de 2021 às 22:34
Presidente da CBF, Rogério Caboclo
Presidente da CBF, Rogério Caboclo
Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Os advogados de Rogério Caboclo afirmaram à CNN que vão protocolar, ainda nesta quarta-feira (7), a defesa sobre acusação de assédio moral e sexual por parte de uma funcionária que ocupa cargo de confiança e trabalha há cerca de nove anos na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).  
Na última segunda-feira (5), o Conselho Fiscal da instituição também se manifestou a favor do afastamento de Caboclo do cargo por mais 30 dias. Em nota enviada via assessoria de imprensa, Rogério Caboclo, diz que “estranha o fato de que integrantes do Conselho Fiscal venham a se manifestar em assunto que não faz parte de suas atribuições.

O mesmo órgão aprovou sem ressalvas, recentemente, as contas do ano passado, assim como auditores independentes. O presidente Caboclo não quer crer que a manifestação tenha sido motivada por pressões políticas.” 

As investigações do caso começaram há pouco mais de um mês, após denúncia formal de uma funcionária da Confederação à Comissão de Ética da CBF e à Diretoria de Governança e Conformidade. Alguns dias após a notícia ser divulgada pela imprensa, Caboclo foi afastado do cargo por 30 dias, tendo o prazo prolongado posteriormente para 60 dias.  

A defesa de Rogério Caboclo chegou a pedir que o presidente afastado fosse reconduzido ao cargo, mesmo com as investigações em curso, porém, o pedido foi negado na sexta-feira (2). Caboclo recebeu a resposta do Conselho de Ética com “Inconformismo e indignação” e atribuiu os acontecimentos a relação os integrantes do órgão com ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.

"Este é mais um episódio do inédito golpe orquestrado e comandado pelo ex-presidente Marco Polo Del Nero, banido do futebol, por meio de aliados na confederação", diz a nota enviada à imprensa neste domingo (4). Del Nero foi presidente da CBF e, segundo Caboclo, tem interesse em voltar ao comando da entidade.”  

A CNN vem tentando contato com Del Nero, que ainda não se pronunciou sobre as acusações. A CBF ressaltou que não vai se pronunciar, pois o caso está sendo investigado pelo Conselho de Ética.  

O Conselho de Ética reafirmou que não dará informações até o fim das investigações "em respeito ao inviolável sigilo".