Movimento vai à Fifa para que CBF explique ausência da camisa 24 na seleção

Entidade é alvo de uma representação por supostamente “ofender a comunidade LGBTQIA+”

Lucas Janone e Camile Couto, da CNN, no Rio de Janeiro
06 de julho de 2021 às 22:25 | Atualizado 06 de julho de 2021 às 22:34
Brasil disputou a semi-final da Copa América com a seleção do Peru
Brasil disputou a semifinal da Copa América com a seleção do Peru
Foto: Alexandre Brum/Estadão Conteúdo

Após ser intimada judicialmente sobre a ausência da camisa 24 na numeração da seleção brasileira durante a Copa América, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pode ser agora investigada pela Fifa.  

O Movimento Arco Íris de Cidadania LGBT apresentou nesta terça-feira (6) uma representação contra a CBF ao Comitê de Ética da Fifa para apurar a atuação da entidade no caso. A posição da Confederação Brasileira de Futebol é uma “clara ofensa a comunidade LGBTQIA+ e uma atitude homofóbica", ressalta o grupo que protocolou a ação.

“O representante vem perante o Comitê de Ética da FIFA apresentar Reclamação de Ética da FIFA relatando Situação Violação De Direitos Humanos e de Discriminação à comunidade LGBTQI+ praticada pela Confederação Brasileira de Futebol ao não utilizar o número 24 no elenco da seleção brasileira masculina de futebol na Copa América 2021”, diz um trecho do documento obtido pela CNN 

O pedido feito pelo Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT tem como base o artigo 4° do Estatuto da Fifa, que se opõem a qualquer tipo de discriminação. Qualquer distinção é “estritamente proibida e passível de punição”, destaca o regulamento.  

A representação cita ainda que a ação reflete uma cultura preconceituosa que está enraizada no futebol brasileiro. 

Questionada pela ausência da camisa 24 na seleção masculina de futebol, a CBF afirmou que a numeração é responsabilidade da comissão técnica. Procurada sobre a representação na Fifa, a confederação ainda não se pronunciou.