Futebol feminino: Suécia atropela EUA e quebra invencibilidade de 44 jogos

Medalhista de prata em 2016, seleção europeia faz 3 a 0 nas atuais campeãs mundiais e sai na frente na busca pelo título olímpico no Japão

Leandro Iamin, colaboração para a CNN
21 de julho de 2021 às 08:21 | Atualizado 21 de julho de 2021 às 08:24
Stina Blackstenius, da Suécia, vence disputa aérea e abre placar em jogo contra
Stina Blackstenius, da Suécia, vence disputa aérea e abre placar em jogo contra os EUA
Foto: Dan Mullan - 21.jul.2021/Getty Images

A Suécia levou a melhor no confronto contra os Estados Unidos, nesta quarta-feira (21), na estreia das duas seleções, cotadas entre as favoritas para a conquista da medalha de ouro no futebol feminino na Olimpíada de Tóquio.

Sem dificuldades, as suecas venceram por 3 a 0 na abertura do Grupo G, um resultado que pode ser descrito como histórico. Não por ser uma surpresa ou uma zebra, já que se trata de um encontro de duas equipes qualificadas, mas sobretudo pela forma como a partida se desenvolveu. 

Desde a derrota por 4x0 sofrida para o Brasil em 2007 o mundo não via uma derrota semelhante do time norte-americano em uma grande competição.

São raríssimas as vezes na história que a seleção feminina dos Estados Unidos se viu tão dominada do primeiro ao último minuto. Na manhã desta quarta (21), de quebra, perdeu a chance de uma revanche, já que perdeu, em Brasília, para a Suécia nas quartas de final dos Jogos de 2016 – única vez que esta seleção não conseguiu uma medalha olímpica desde a entrada do esporte nos Jogos.

A Suécia mostrou, além dos atributos técnicos que explicam uma vitória deste tamanho, muita força física e organização coletiva. Quando Blackstenius abriu o placar, aos 25 minutos do 1º tempo, as suecas já tinham criado ao menos três boas oportunidades de gol e abafavam a saída de bola adversária. Até o intervalo as atuais campeãs do mundo não conseguiram respirar à vontade em campo. 

Na etapa final, o time norte-americano tampouco encontrou uma solução e voltou a ser amassado no seu campo de defesa até sofrer o segundo gol, aos 9 minutos, de novo marcado por Blackstenius. 

Mesmo com as entradas das experientes Lloyd e Rapinoe nos EUA, o técnico Vlatko Andonovski – que perdeu pela primeira vez como comandante da equipe – não conseguiu equilibrar o jogo, embora tenha conseguido agredir um pouco mais. 

Aos 27 do segunto tempo, porém, Hurtig ampliou e finalizou o placar. Todos os gols foram de cabeça. 

Jogadoras suecas (ao fundo) comemoram 3º gol na vitória sobre os EUA, derrubando invencibilidade de 44 jogos das norte-americanas
Foto: Ricardo Mazalan - 21.jul.2021/AP

Com a derrota, a seleção dos Estados Unidos perde uma invencibilidade de 44 jogos – desde janeiro de 2019 –, e já tem uma profunda análise para fazer após a impactante derrota. 

Se a classificação vier como segunda do grupo, o cruzamento nas quartas será com as vencedoras do grupo que tem Brasil, Holanda, China e Zâmbia.

No sábado (24), a chance de reação das americanas acontece contra a Nova Zelândia, às 8h30 (horário de Brasília).

Antes, às 5h30, a Suécia enfrenta a Austrália. Será a oportunidade de confirmar a potência do time de Peter Gerhadsson, certamente a grande notícia desta primeira rodada olímpica.