Beatriz Ferreira vai à semifinal e garante 3ª medalha para o boxe brasileiro

Atual campeã mundial do peso médio buscará a vaga na decisão na quinta-feira

Bia Ferreira (D) golpeia Raykhona Kodirova, do Uzbequistão, em luta vencida de forma unânime pela brasileira
Bia Ferreira (D) golpeia Raykhona Kodirova, do Uzbequistão, em luta vencida de forma unânime pela brasileira Foto: Dan Mullan - 3.ago.2021/Getty Images

Leandro Silveira, colaboração para a CNN

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Beatriz Ferreira garantiu mais uma medalha para o boxe brasileiro nas Olimpíadas de 2020. Nesta terça-feira (3), ela dominou a luta contra a uzbeque Raykhona Kodirova e a derrotou pelas quartas de final do peso leve (até 60kg). Com isso, assegurou ao menos o bronze, pois se classificou às semifinais em uma modalidade que não conta com disputa do terceiro lugar. 

Antes de Bia Ferreira, outros dois brasileiros já haviam avançado às semifinais nas Olimpíadas e garantido ao menos uma medalha: Abner Teixeira (até 91kg) e Hebert Sousa (até 75kg). 

Os cinco árbitros da luta deram vitória para Bia Ferreira por 30 a 27, confirmando o domínio visto na luta entre a brasileira e a uzbeque. Em busca de uma vaga na decisão, a brasileira voltará ao ringue na quinta-feira, às 2h15 (horário de Brasília).

‘Ninguém pode estar satisfeito com bronze’, diz Bia

A sua adversária será a finlandesa Mira Marjut Johanna Potkonen, que venceu, por decisão dividida – 3 a 2 – a turca Esra Yildiz. “A gente está treinado para o ouro, ninguém pode estar satisfeito com o bronze. Mas é claro que estou feliz”, disse Bia Ferreira em entrevista ao SporTV.  

Bia Ferreira dominou a luta desde o início, tendo chegado a encurralar Kodirova no primeiro round, em que todos os árbitros deram a vitória a ela. O cenário se repetiu nos dois rounds seguintes. No segundo, a uzbeque tentou atacar, mas acabou sendo castigada pela brasileira. 

No terceiro, só restava à uzbeque buscar a vitória, Mas ela chegou a se desequilibrar ao acertada por um golpe de Bia Ferreira, que pareceu buscar o nocaute, mesmo com a vantagem obtida nos rounds anteriores. “A luta foi como eu esperava, deu certo o planejamento. Eu tinha que me impor mais. Tenho que estar preparada, foram cinco anos de treinos”, concluiu a pugilista baiana. 

Na sua estreia nas Olimpíadas de Tóquio, Bia Ferreira havia derrotado a taiwanesa Shih-Yi Wu por decisão unânime dos árbitros.  Ela é considerada o principal nome do boxe amador brasileiro na atualidade, sendo a atual campeã mundial do peso leve. 

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