Brasil iguala recorde de medalhas nas Olimpíadas de 2020; país garante 19 pódios

Delegação brasileira já tem o mesmo número de conquistas alcançado nos Jogos do Rio em 2016

Ginasta Rebeca Andrade conquistou uma medalha de ouro e outra de prata em Tóquio
Ginasta Rebeca Andrade conquistou uma medalha de ouro e outra de prata em Tóquio Foto: Ashley Landis

Wellington Ramalhoso, da CNN

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O Brasil igualou o recorde de medalhas em uma edição dos Jogos Olímpicos. Com a prata de Pedro Barros no skate park na madrugada desta quinta-feira (5), a delegação do país soma agora 19 medalhas garantidas nas Olimpíadas de 2020, mesma marca alcançada no Rio-2016.

O Brasil possui quatro ouros, quatro pratas e oito bronzes. Além disso, tem outros três pódios garantidos – um no futebol e dois no boxe. A seleção brasileira está na final do futebol masculino, o que assegura ao menos a prata, mesma situação de Beatriz Ferreira e de Hebert Conceição no boxe.

O desempenho já é o melhor de uma delegação do país em Olimpíadas disputadas no exterior. E pode se tornar o melhor da história se novas medalhas forem obtidas em Tóquio até o fim da semana, quando os Jogos se encerram.

Em relação às medalhas de ouro, falta uma para igualar a quantidade de Atenas-2004 e restam três para se equiparar às sete do Rio.

Novidades, surfe e skate impulsionam o Brasil

Disputados pela primeira vez nas Olimpíadas, o surfe e o skate ajudaram o Brasil a engordar seu quadro de medalhas. Apesar de alguns resultados ruins, as duas modalidades renderam quatro pódios à delegação brasileira.

Ítalo Ferreira ficou com o ouro no surfe. No skate, além de Pedro Barros, Rayssa Leal levou a prata na modalidade street e se tornou, aos 13 anos, a medalhista mais jovem da história do país. Na mesma modalidade, Kelvin Hoefler também faturou a prata.

Os dois novos esportes ajudaram a compensar desempenhos ruins como o do vôlei de praia do Brasil, que ficou sem medalha pela primeira vez na história.

Recorde de medalhas das mulheres

O desempenho das mulheres também impulsionou as conquistas do Brasil em Tóquio. As atletas do país somam oito pódios, o que representa um recorde histórico. Até então, as sete medalhas trazidas de Pequim-2008 eram o número mais alto em disputas femininas.

A ginasta Rebeca Andrade se tornou a primeira brasileira a conquistar duas medalhas em uma edição só dos Jogos. Ela foi ouro no salto e prata no individual geral da ginástica artística.

Martine Grael e Kahena Kunze se tornaram bicampeãs olímpicas na classe 49erFX da vela. Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de ouro inédita na maratona aquática.

A judoca Mayra Aguiar também conseguiu um feito em Tóquio: tornou-se a primeira brasileira a conquistar três medalhas olímpicas. Ela foi bronze na categoria até 78 kg, mesma medalha que faturou em Londres-2012 e no Rio-2016.

As mulheres também foram responsáveis pela maior surpresa brasileira nas Olimpíadas de 2020. Inscritas em cima da hora na competição, Laura Pigossi e Luisa Stefani levaram o bronze nas duplas de tênis, com uma virada no final do jogo que valia o terceiro lugar.

Medalhas em esportes tradicionais

O Brasil manteve a tradição de trazer medalhas em esportes como judô, natação e atletismo. Além de Mayra, Daniel Cargnin foi bronze no tatame.

O bronze também saiu para os nadadores Fernando Scheffer e Bruno Fratus e para dois representantes do atletismo: Alison dos Santos e Thiago Braz.

No boxe, o Brasil assegurou três medalhas, igualando a quantidade de Londres-2012. Além dos  finalistas Bia Ferreira e Hebert Conceição, o peso-pesado Abner Teixeira ficou com o bronze.

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