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    Brasil perde duas seguidas e se despede do judô sem medalha por equipes

    Delegação brasileira deixa as Olimpíadas com dois bronzes na modalidade, conquistados por Mayra Aguiar e Daniel Cargnin

    Equipe brasileira no último evento do judô nos Jogos Olímpicos
    Equipe brasileira no último evento do judô nos Jogos Olímpicos Foto: Jogos Olímpicos/Divulgação

    Paulo Junior, colaboração para a CNN

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    Na estreia da disputa por equipes mistas no judô, o time brasileiro perdeu na estreia e na repescagem, respectivamente para Holanda e Israel, e acabou eliminado sem chegar na disputa por medalha na madrugada deste sábado (31), em torneio que encerrou a modalidade nas Olimpíadas de 2020.

    O Brasil deixa Tóquio com duas medalhas no judô, os bronzes de Mayra Aguiar e Daniel Cargnin. A equipe tinha conquistado três pódios no Rio, quatro em Londres e três em Pequim, e tem portanto uma edição mais tímida que as últimas. Também não conseguiu disputar nenhuma semifinal, o que não acontecia desde Atenas, em 2004.

    A disputa por equipes é formada por seis lutas, três masculinas e três femininas – em caso de empate, é sorteada uma luta extra. Por conta de lesão, o Brasil teve um desfalque importante: com Maria Suelen fora dos Jogos depois de contusão grave no joelho na disputa individual, Mayra, bronze na categoria até 78kg, foi a representante brasileira na categoria mais pesada. E foi bem, vencendo seus dois duelos.

    No último Mundial, em junho, o time do Brasil havia conquistado a medalha de bronze e, ainda que a escalação da equipe não seja a mesma, a delegação tinha uma expectativa de disputar as primeiras posições nessa competição mista.

    “A gente tem atleta muito bom, a gente se esforçou muito. Mas é ruim, o gosto da derrota é sempre ruim. Tem menina nova, eu falei para a Larissa, ela deu tudo, não é a categoria ali, e tem muita coisa pela frente”, comentou Mayra. “É uma transformação como pessoa, como atleta, e vou voltar diferente”, acrescentou Larissa sobre a experiência nas Olimpíadas.

    As lutas

    O Brasil estreou já nas quartas de final contra a Holanda, e Larissa Pimenta começou com derrota para Sanne Verhagen depois de um falso ataque no golden score que significou sua terceira punição. Na sequência, Daniel Cargnin também foi até o golden score contra Tornike Tsjakadoea, mas venceu com um wazari e deixou tudo igual.

    As coisas ficaram complicadas para a equipe brasileira quando Maria Portela encontrou Sanne van Dijke e perdeu por ippon, no golden score, para a holandesa que foi medalhista de bronze no torneio individual. E Rafael Macedo caiu em ippon por imobilização para Noel van T. End, com a Holanda abrindo 3 a 1.

    Mas surgiu Mayra Aguiar. Numa luta dura, em que ela já carregava duas punições, definiu com um ippon perto do fim e garantiu a sobrevida para a equipe brasileira. Até que na luta decisiva, em que o Brasil precisava de uma vitória de Rafael Silva sobre Henk Grol, o “Baby” foi derrotado após três punições. Com a vitória holandesa por 4 a 2, restou a repescagem.

    Larissa Pimenta (de azul) na disputa por equipes do judô nas Olimpíadas
    Larissa Pimenta (de azul) na disputa contra a equipe de Israel
    Foto: Vincent Thian/AP

    Pouco tempo depois, contra Israel, que também havia perdido para a Holanda, o Brasil fez três mudanças na equipe, trocando todo o trio masculino. Entraram Eduardo Barbosa, Eduardo Yudi e Rafael Buzacarini.

    Barbosa começou com derrota para Tohar Butbul após levar três punições por falta de competitividade, e Maria Portela empatou o confronto com um ippon por imobilização sobre Gili Sharir. Na terceira luta, deu Israel, com Li Kochman vencendo Yudi por ippon.

    O time brasileiro empatou novamente com Mayra Aguiar, que mais uma vez ganhou por ippon para manter o país com chances no duelo. Mas Rafael Buzacarini caiu para Peter Paltichik, por ippon, e Larissa Pimenta perdeu na imobilização para Timma Nelson Levy, com Israel fechando o encontro em 4 a 2.

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