Candidato a medalha, Alison dos Santos avança na abertura do atletismo

Brasileiro é atualmente um dos melhores do mundo nos 400m com barreiras e passou fácil rumo às semifinais das Olimpíadas

Alisson dos Santos nas eliminatórias dos 400m com barreiras
Alisson dos Santos nas eliminatórias dos 400m com barreiras Foto: Morry Gash/AP

Paulo Junior, colaboração para a CNN

Ouvir notícia

Alison dos Santos, estreante olímpico aos 21 anos, passou por seu primeiro desafio nas Olimpíadas de 2020. Na noite desta quinta-feira (29), início da disputa do atletismo, ele superou as eliminatórias dos 400m com barreiras e avançou às semifinais, marcadas para domingo.

O brasileiro é um dos candidatos a figurar entre os melhores da prova, chegando ao Japão no top-3 do ranking. Sétimo colocado no Mundial de 2019, ele também foi campeão do Pan-Americano naquela temporada e vem quebrando o recorde sul-americano ao longo do ano, chegando até sua marca atual de 47s34.

Nas eliminatórias, correu para 48s42 e chegou tranquilo, com a prova controlada, um pouquinho atrás de Abderrahman Samba, do Catar, outro postulante ao pódio. Os quatro primeiros de cada bateria se classificavam, e o brasileiro passou sem riscos.

“Uma estreia muito boa. O objetivo era passar com tranquilidade, ser rápido com eficiência para poupar para os próximos tiros. É uma prova muito forte, todo mundo está bem, o nível técnico vai ser altíssimo”, comentou o brasileiro.

Alison venceu uma etapa da Diamond League neste ano, em Estocolmo, e tem também três segundos lugares em outras etapas de 2021. Com bons resultados recentes, ele se credenciou a tentar quebrar o longo jejum do Brasil em medalhas individuais na pista do atletismo, um hiato de mais de três décadas que remete aos Jogos de Seul, em 1988, quando o país levou a prata com Joaquim Cruz (800m) e o bronze com Robson Caetano (200m).

O outro brasileiro na disputa, Marcio Teles, chegou em sexto em sua bateria e foi eliminado.

Mais Brasil

A participação brasileira no atletismo em Tóquio começou com o salto em altura. Fernando Ferreira e Thiago Moura passaram pelas duas primeiras marcas estabelecidas para a classificação, mas pararam na terceira, de 2m25. Ambos são estreantes olímpicos e acabaram eliminados ainda numa zona intermediária da tabela de classificação, onde os 12 primeiros seguiam para a final.

No salto em altura, brasileiro Thiago Moura foi o décimo em sua etapa
Thiago Moura acabou eliminado ainda na fase de classificação
Foto: Morry Gash/AP

Nos 3000m com obstáculos, Altobeli Silva chegou no décimo lugar em sua bateria e não conseguiu avançar à final. Passavam os três prmeiros de cada uma das três disputas e os seis melhores tempos além disso. O brasileiro tinha conseguido ficar entre os dez melhores do mundo no Rio de Janeiro, há cinco anos, quando terminou no nono lugar.

“Me sentindo muito mal, chateado. Eu sei o quanto eu treinei, quanto batalhei, abri mão, me empenhei. É uma frustração muito grande. Quando você dá ‘migué’, vai para festinha, é uma coisa. Problema é quando você se priva de tudo isso, se isola… Eu fico sem entender. Eu treinei muito para estar aqui, fiz os melhores treinos da minha vida. No Rio-2016 eu fui finalista e não treinei tanto quanto eu treinei agora. A ponto de você analisar: será que vale a pena? Se der certo de fazer um camp, ficar um período lá na Europa, seria excelente. Chegar aqui e entender que esses caras estão sempre acertando as provas, o que eles fazem? Eles são vencedores, beleza, mas por que eu preciso ser um perdedor aqui?”, desabafou ao fim da prova.

Fechando a manhã japonesa, já no início da madrugada de sexta (30) no Brasil, Rosângela Santos terminou no quinto lugar em sua bateria dos 100m rasos e acabou eliminada da disputa individual. Vitória Rosa, que deveria competir na quarta bateria, desistiu da prova para focar nos 200m rasos e no revezamento 4x100m.

Mais Recentes da CNN