CBF marca assembleia geral para decidir destino de Caboclo na entidade

Presidente afastado é investigado por denúncias de assédio moral e sexual; assembleia geral deve contar com 27 dirigentes de federações estaduais

Sede da CBF
Sede da CBF Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Camille CoutoLucas Janoneda CNN

No Rio

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) marcou uma assembleia geral extraordinária para o dia 29 de setembro com o objetivo de analisar a última decisão da Comissão de Ética sobre o afastamento de Rogério Caboclo pelo prazo de 21 meses, após investigações de denúncias de assédio moral e sexual por parte do presidente afastado. Com a decisão, o dirigente passou a ser enquadrado no artigo de ‘conduta inapropriada’ e passa a responder por “assédio, de qualquer natureza, inclusive moral ou sexual”.

A assembleia geral deve contar com a presença dos 27 dirigentes de federações estaduais do futebol brasileiro. Para ter validade, o aumento na punição precisa ser aprovado por pelo menos 21 dos dirigentes, ou 2/3 dos cartolas presentes no encontro que vai acontecer de forma presencial da sede da CBF. Segundo o estatuto da instituição, a comissão pode manter o afastamento por definitivo ou inocentar Caboclo, de acordo com o voto das federações. Em nota publicada no site da CBF, o presidente interino Ednaldo Rodrigues Gomes, ressalta a importância do evento e convoca os presidentes filiados. “Levando em conta a relevância do assunto a ser tratado, contamos com a indispensável presença de todas as Federações filiadas.”

O presidente afastado é acusado de ter cometido assédio moral e sexual contra uma funcionária que trabalhava há mais de nove anos na entidade. As investigações usaram como base gravações feitas pela vítima, além de relatos de episódios em que ela teria sido assediada. Os advogados protocolaram a denúncia no início do mês de junho, dois dias depois ele foi afastado.

Além dessa funcionária, o presidente afastado foi denunciado por outras três pessoas dentro da CBF, sendo duas mulheres e um homem. Todas as vítimas acusam caboclo de assédio. Em um dos casos confirmados pela CNN, uma ex-funcionária da entidade admitiu ter sofrido diversas agressões físicas e psicológicas. Ela ainda relatou que o presidente afastado tentou “por inúmeras vezes” beijar e agarrá-la à força.

Desde então, Rogério Caboclo foi afastado do cargo e teve o prazo prolongado para que as investigações fossem concluídas. Procurado pela CNN, Caboclo não se pronunciou sobre a convocação para esta Assembleia. Sobre o aumento de punição pela comissão de ética, o presidente afastado diz existir uma parcialidade dos integrantes da Comissão de Ética da CBF, e afirma que as decisões dos juízes fazem parte de “mais um episódio da armação construída por adversários para retirar Caboclo da presidência”. De acordo com ele, “a mudança de opinião da comissão de ética da CBF não existe no mundo jurídico”.

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