Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Chelsea bate o City em final inglesa e conquista sua segunda Liga dos Campeões

    Gol da vitória do time de Londres saiu em uma bela jogada no final da primeira etapa, com o jovem alemão Havertz

    Capitão do Chelsea, Azpilicueta mostra a taça da Champions aos torcedores dos Blues
    Capitão do Chelsea, Azpilicueta mostra a taça da Champions aos torcedores dos Blues Foto: Alex Caparros/Gettyimages

    Daniel Fernandes, da CNN, em São Paulo

    Ouvir notícia

    Na disputa de dois “novos ricos” do futebol europeu, o Chelsea venceu o Manchester City neste sábado (29) por 1 a 0, na grande final da Liga dos Campeões, realizada no Estádio do Dragão, no Porto, em Portugal, e, com isso, levou para Londres o bicampeonato da principal competição do futebol europeu.

    Com a conquista deste sábado, os Blues chegam a sua segunda taça de Liga dos Campeões, depois de vencer a competição na temporada 2011/2012, e mantém o tabu do City, que ainda não foi campeão da Champions em toda sua história.

    Veja imagens da grande final da Liga dos Campeões neste sábado (29):

     

    Disputa decidida no detalhe

    A primeira etapa foi bastante movimentada e com boas oportunidades para ambas as equipes. A primeira chance clara de gol surgiu logo aos 13 minutos, quando, aproveitando uma falha do zagueiro Stones, o alemão Timo Werner ficou de frente para o goleiro Ederson e desperdiçou uma chance clara de colocar os Blues em vantagem.

    A resposta do City veio 14 minutos depois, com o jovem Foden, que recebeu um lindo passe do belga De Bruyne dentro da área, mas acabou travado no momento da finalização pelo zagueiro alemão Rüdiger.

    Com o jogo equilibrado, aos 37 minutos o Chelsea, que apostava na sua solidez defensiva e nos seus rápidos contra-ataques, sofreu uma baixa relevante. O brasileiro Thiago Silva sentiu uma lesão e precisou ser substituído pelo zagueiro Christensen.

    Apesar da baixa, cinco minutos depois o torcedor da equipe londrina teve um motivo e tanto para comemorar. O jovem Mount deu um belíssimo passe, que passou por toda a defesa do City e encontrou Havertz livre, de frente para o goleiro Ederson. O alemão tirou o brasileiro da jogada e, com o gol aberto, colocou o Chelsea à frente na grande final.

    No retorno do segundo tempo foi a vez do City perder um de seus principais jogadores. Após um choque com o zagueiro Rüdiger, De Bruyne machucou seu rosto e, abalado pelo impacto contra o corpo do adversário, não teve condições de seguir no jogo e foi substituído pelo brasileiro Gabriel Jesus.

    Em uma etapa com menos oportunidades, foi somente aos 27 do segundo tempo que surgiu uma nova chance clara de gol. Havertz encontrou um belo passe para Pulisic dentro da área, mas o norte-americano, na disputa com o defensor, acabou chutando para fora.

    Pressionando o Chelsea atrás do gol de empate, o City demorou a criar uma boa oportunidade. Somente aos 44 do segundo tempo o time de Manchester chegou com perigo ao gol dos Blues, mas, travado, Foden novamente desperdiçou uma boa chance.

    Aos seis minutos dos acréscimos, Mahrez arriscou de fora da área e a bola passou raspando o gol do Chelsea. O time de Londres, porém, resistiu à pressão da equipe de Guardiola e, após o apito final, pôde celebrar, então, sua segunda Liga dos Campeões.

    Desempenho parecido na Liga dos Campeões

    Os dois times ingleses tiveram campanhas parecidas na competição e se classificaram em primeiro lugar e invictos em seus grupos.

    Com o melhor aproveitamento na fase de grupos (88,9%) ao lado do Bayern de Munique, o City terminou a primeira etapa da competição com 16 pontos, com cinco vitórias e um empate no bloco que tinha como adversários o Porto, de Portugal, o Olympiacos, da Grécia, e o Olympique de Marselha, da França. 

    Na sequência, a equipe de Pep Guardiola bateu nas oitavas o Borussia Mönchengladbach, da Alemanha, o também alemão Borussia Dortmund nas quartas e o PSG nas semifinais da competição. 

    Com dois pontos a menos, o Chelsea teve um aproveitamento de 77,8% na fase de grupos desta Liga dos Campeões, na qual enfrentou o Sevilla, da Espanha, o Krasnodar, da Rússia, e o francês Rennes, e terminou com quatro vitórias e dois empates. 

    Na fase eliminatória, o time de Thomas Tuchel derrotou o atual campeão espanhol, Atlético de Madri, nas oitavas; o Porto nas quartas e o maior campeão da Liga dos Campeões, o Real Madrid, na semifinal. 

    Duelo de ‘novos ricos’

    A terceira final entre dois times ingleses na Liga dos Campeões teve um atrativo além da rivalidade local e das estrelas do futebol mundial que vestem as camisas dos clubes, e colocou em disputa dois times geridos de maneira semelhante: como empresas e abastecidos por altos investimentos de bilionários.

    Tanto o time de Manchester como a equipe londrina têm um histórico recente semelhante. Tradicionais mas pouco vitoriosos no futebol inglês, ambos viveram décadas sem grandes conquistas e sem conseguir fazer frente a seus rivais até serem comprados por donos bilionários e, após uma grande injeção de dinheiro, se projetarem no cenário nacional para depois buscar conquistar o continente. 

    Além disso, ambas as equipes se envolveram recentemente em uma polêmica justamente contra a Liga dos Campeões, ao apoiarem a criação, junto de outros 10 times europeus, da Superliga, que competiria exatamente com o torneio organizado pela Uefa que agora disputam. Após a grande pressão, porém, os times abandonaram o projeto dias depois de seu anúncio.

    Mais Recentes da CNN