Comissão de Ética da CBF suspende Rogério Caboclo por mais 20 meses

Nova punição precisa ser aprovada em Assembleia Geral da confederação, ainda sem data para acontecer

Lucas JanonePedro Duranda CNN

no Rio de Janeiro

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A Comissão de Ética da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu suspender o presidente afastado da entidade Rogério Caboclo por mais 20 meses, por conta de uma acusação de assédio moral de um dos dirigentes da confederação.

Dessa forma, a tendência é que o ex-mandatário não retorne mais ao cargo. Isso porque Caboclo já soma mais de 40 meses de suspensão por conta de denúncias de assédio moral e sexual.

No entanto, para a suspensão de 20 meses ter validade, será necessária a aprovação da Assembleia Geral da CBF, que ainda não tem data para acontecer. Ao todo, o presidente afastado da entidade é investigado pela Comissão de Ética da confederação em quatro processos de assédio sexual e moral. As informações foram confirmadas à CNN por pessoas ligadas à comissão.

Procurado pela CNN para falar sobre a nova suspensão, Rogério Caboclo afirma que a decisão é “arbitrária e desproporcional”. De acordo com a nota oficial divulgada por Cabloco, ele não cometeu assédio moral contra o dirigente da entidade. Ele ainda garante que “tomará todas as medidas judiciais e extra-judiciais cabíveis” contra o cartola.

A reportagem da CNN confirmou que as eleições presidenciais na CBF podem ser antecipadas, caso Caboclo seja de fato punido com mais 20 meses de suspensão. Essa decisão abriria caminho para que um novo presidente fosse escolhido dentre oito vice-presidentes que estão aptos a disputar a cadeira ora ocupada pelo mandatário afastado.

O mandato do cartola, caso permaneça no cargo, se encerra em abril de 2023. Atualmente, a CBF é comandada por Ednaldo Rodrigues. A CBF ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Rogério Cabloco soma mais de 40 meses de suspensão por acusações de assédio moral e sexual / Leandro Lopes/CBF

À CNN, o diretor da entidade que acusa Caboclo de assédio moral afirmou que o presidente afastado o obrigou a espionar as funcionárias que acusam o mandatário suspenso de assédio sexual. O dirigente ressalta que foi chamado de “incompetente” por Rogerio Caboclo.

Somente o primeiro dos quatro processos contra Caboclo gerou ao presidente afastado uma suspensão de 15 meses. Neste caso, ele é acusado de ter cometido assédio moral e sexual contra uma funcionária que trabalha há mais de nove anos na entidade. As investigações usaram como base gravações entregues pela vítima, além de relatos de episódios em que ela teria sido assediada. Sobre esse caso e os outros processos de assédio, Caboclo diz que é inocente.

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