Comitê Paraolímpico e OMS fecham parceria para apoiar pessoas com deficiência

Entidades prometem promover acesso global à reabilitação de qualidade e à tecnologia assistiva

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Foto: Fabrice Coffrini - 3.jul.2020/Pool via Reuters

Da CNN, em São Paulo

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A OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Comitê Paraolímpico Internacional assinaram nesta quinta-feira (22), em Tóquio, um acordo para trabalhar pela diversidade e a equidade por meio de iniciativas globais de promoção da saúde e do esporte no mundo.

As entidades falam em colaborar para melhorar o acesso global à reabilitação de qualidade e à tecnologia assistiva como parte da cobertura universal de saúde e também para mitigar as desigualdades existentes em relação ao acesso a esses serviços.

“Esporte e saúde são aliados naturais, com benefícios que se reforçam mutuamente”, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS. “Mais do que isso, os Jogos Paraolímpicos são uma demonstração inspiradora do que as pessoas com deficiência podem alcançar. Esperamos que esta parceria forneça uma plataforma para que mais pessoas com deficiência participem do esporte, mas também para demonstrar por que a cobertura universal de saúde é tão importante, garantindo que todas as pessoas tenham os cuidados e as tecnologias de que precisam para realizar seu potencial.”

“Esta nova parceria beneficiará muito a sociedade, pois o esporte é uma ferramenta tremenda para garantir que as pessoas tenham estilos de vida ativos e saudáveis. A parceria vai além da promoção de estilos de vida físicos e saudáveis ??e também se concentrará em destacar o papel que a tecnologia assistiva desempenha na criação de um mundo inclusivo, especialmente para mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência”, declarou Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico.

Os Jogos Paralímpicos serão realizados entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro.

Questão de saúde pública

A deficiência é um problema de saúde pública global, mas com maior prevalência em países de baixa renda, com ainda menos acesso a cuidados de saúde e tecnologia assistiva.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 15% da população mundial viva com deficiências — e esse número está crescendo devido às mudanças demográficas, incluindo o envelhecimento da população e o aumento global das condições crônicas de saúde.

Apenas uma em cada duas pessoas com deficiência pode pagar os cuidados de saúde, incluindo serviços de reabilitação; e um em cada dez tem acesso à tecnologia assistiva que muda vidas.

De acordo com a OMS, a pandemia de Covid-19 expôs pessoas com deficiência a riscos aumentados de contrair a doença e ter problemas de saúde.

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