Como visitar os locais das Olimpíadas do Japão

A boa notícia é que muitas das estruturas especiais construídas para o Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 permanecerão de pé por muito tempo; confira

Lilit Marcus, da CNN

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Nada como assistir aos Jogos Olímpicos na TV para despertar uma vontade enorme de viajar.

Apesar dos estádios quase sempre vazios (já que espectadores foram proibidos em quase todos os locais), atletas de todo o mundo ainda conseguiram nos maravilhar, tendo como pano de fundo a bela paisagem do Japão.

A boa notícia é que muitas das estruturas especiais construídas para o Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 permanecerão de pé por muito tempo após o término do evento. Então, quando as fronteiras se abrirem, será possível visitar pessoalmente os locais onde seus atletas favoritos competiram pelo ouro.

Grande Tóquio

Grande tóquio
Foto: Tomohiro Ohsumi/Getty Images

A maioria dos eventos olímpicos e paralímpicos está sendo realizada na capital e nos arredores.

Parte do argumento de Tóquio para o Comitê Olímpico Internacional (COI) foi que a maioria das novas estruturas feitas especialmente para os Jogos permaneceria em uso depois para beneficiar o povo japonês.

Estádio Nacional do Japão

Estádio Nacional de Tóquio, visto do deque de observação do Shibuya Sky no prédi
Estádio Nacional de Tóquio, visto do deque de observação do Shibuya Sky no prédio da Shibuya Scramble Square.
Foto: Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images

Localizado na famosa região de Shinjuku, em Tóquio, o estádio sediou as cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, bem como da maioria dos eventos de atletismo. Ele substituiu um estádio nacional anterior, que foi demolido em 2016.

Mundialmente famoso, o arquiteto Kengo Kuma, que também é professor de arquitetura na Universidade de Tóquio, projetou o novo ícone, programado como peça central dos Jogos.

O estádio tem capacidade para 68 mil pessoas e é feito de madeira trazida de 46 das 47 prefeituras (distritos) japonesas.

Não faltaram momentos históricos no local, incluindo a final emocionante do salto em altura em que o italiano Gianmarco Tamberi e Mutaz Essa Barshim do Qatar optaram por compartilhar a medalha de ouro olímpica.

Para vistas fantásticas do estádio, visite o deque de observação do Shibuya Sky no prédio da Shibuya Scramble Square.

Ariake Arena

Vôlei feminino do Brasil na final dos Jogos Olímpicos
Vôlei feminino do Brasil na final dos Jogos Olímpicos
Foto: Frank Augstein/AP

Localizado no sudoeste de Tóquio, este edifício elegante sediou todas as partidas de vôlei durante os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

O Team EUA fez história no último dia dos jogos, ao vencer a seleção feminina de vôlei do Brasil e levar a medalha de ouro.

Assim que os Jogos terminarem, a arena servirá como um centro comunitário local e como um local de eventos com capacidade para mais de 12 mil pessoas.

Musashino Forest Sport Plaza

Indiana Pusarla Sindhu opta por competir de vestido e com short no badminton
Indiana Pusarla Sindhu opta por competir de vestido e com short no badminton
Foto: Andre Penner – 28.jul.2021/AP

A arena em Chofu, nos subúrbios do oeste de Tóquio, foi o primeiro local para os Jogos Olímpicos de Tóquio feito para esse fim a ser concluído.

Cobrindo uma área de 30 mil metros quadrados, o Musashino Forest Sport Plaza tem um telhado inclinado em prata e branco. Foi sede dos eventos de badminton e pentatlo moderno durante os Jogos.

A China dominou a quadra de badminton aqui, ganhando seis medalhas, incluindo dois ouros.

Após os Jogos, as autoridades de Tóquio dizem que servirá como um espaço multiuso para grandes competições esportivas e eventos de entretenimento.

Vantagem extra: o ginásio fica a uma curta caminhada do Museu Studio Ghibli.

Centro Aquático de Tóquio

Katie Ledecky, da natação dos Estados Unidos, nas Olimpíadas de Tóquio
A nadadora e medalhista de ouro olímpica Katie Ledecky
Foto: Matthias Schrader/AP

Construído especificamente para os Jogos de 2020, o Centro Aquático de Tóquio fica dentro do Parque à Beira-Mar Tatsumi-no-mori, um espaço verde popular onde os moradores podem jogar minigolfe ou simplesmente desfrutar das mudanças das folhas de outono.

Como o nome indica, muitos esportes centrados na água, como mergulho e natação, foram realizados aqui durante os Jogos, com vários momentos históricos.

A equipe dos EUA deixou sua marca no Centro Aquático de Tóquio, ganhando uma medalha de ouro e quebrando o recorde mundial na Final de Revezamento Medley 4x100m Masculino.

Além disso, a nadadora norte-americana Katie Ledecky reafirmou seu status como um atleta capaz de competir em provas de curta e longa distância. Ledecky ganhou medalhas de ouro nos 1500m e 800m livre em Tóquio e pratas nos 400m livre e revezamento 4x200m livre.

Ela já ganhou 10 medalhas em três Jogos Olímpicos.

Após as Olimpíadas, o Centro Aquático de Tóquio continuará a sediar eventos e também funcionará como uma piscina para os residentes de Tóquio.

Sea Forest Waterway

Isaquias Queiroz, campeão olímpico na canoagem
Isaquias Queiroz, campeão olímpico na canoagem
Foto: Miriam Jeske/COB

Lar de eventos de remo e canoagem, este espaço foi especialmente construído nos canais entre duas ilhas artificiais na Baía de Tóquio. Foi aqui que o brasileiro Isaquias Queiroz conquistou o ouro no remo de 1.000 metros.

Após os Jogos, continuará a receber competições internacionais de remo e canoa e será aberta ao público como área de lazer.

Os visitantes saberão que estão chegando perto quando avistarem a imponente ponte Tokyo Gate no final do percurso, uma visão constante nas telas durante os Jogos deste ano.

Oi Hockey Stadium

Hoquei
Foto: Kiyoshi Ota/Getty Images

O local impressionante e cheio de ângulos para o hóquei de grama – a grama artificial azul-elétrico parece tão legal na vida real quanto na TV – fica dentro do Oi Central Seaside Park Sports Forest, ao longo do rio Sumida.

Os moradores adoram este parque por suas vistas do pôr do sol. Segundo as autoridades, o local – construído especificamente para a Olimpíadas – será usado para hóquei, futsal e outros esportes após os Jogos de 2020.

Nippon Budokan

Equipe brasileira na disputa do judô nas Olimpíadas
Equipe brasileira na disputa do judô nas Olimpíadas
Foto: Jogos Olímpicos/Divulgação

A sede do judô no bairro de Chiyoda foi construído sob medida para a Olimpíadas de Tóquio, mas não só para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Normalmente conhecido apenas como Budokan (que significa Salão de Artes Marciais), ele foi construído em 1964, a primeira vez que Tóquio sediou os Jogos.

Desde então, também se tornou um lugar popular para músicos se apresentarem quando vêm ao Japão.

Nos Jogos deste ano, o espaço tem a honra de ser o local da estreia olímpica do caratê.

O japonês Ryo Kiyuna gravou seu nome na história olímpica aqui em 6 de agosto, tornando-se o primeiro medalhista de ouro no evento de kata masculino.

Vila dos Atletas Olímpicos e Paraolímpicos

Vila dos Atletas
Foto: Takashi Aoyama/Getty Images

Construída em uma área de 13 hectares no distrito de Harumi, em Tóquio, a Vila dos Atletas terá uma nova vida assim que os eventos esportivos terminarem.

As muito discutidas camas de papelão serão removidas e todo o complexo será convertido em apartamentos, algo sempre necessário em uma cidade densamente povoada como Tóquio.

De acordo com um porta-voz da Olimpíadas, serão 5.650 unidades residenciais à venda.

Além de Tóquio

Praia de surfe de Tsurigasaki

O surfe fez sua primeira aparição nos Jogos Olímpicos de Tóquio, com Tsurigasaki, na vizinha prefeitura de Chiba, escolhido como anfitrião devido às suas ondas naturais e proximidade com Tóquio.

Foi aqui que o brasileiro Ítalo Ferreira fez história como primeiro campeão olímpico de surfe masculino. E a norte-americana Carissa Moore fez o mesmo tornando-se a primeira campeã do feminino.

Tsurigasaki já é muito popular entre os surfistas do Japão e de todo o mundo e tem muitos hotéis, restaurantes e lojas de surfe para quem deseja planejar suas próprias férias com ondas quando o Japão reabrir suas fronteiras para o turismo.

Makuhari Messe

Tae kwon do, luta olímpica e esgrima estiveram entre os eventos realizados em Makuhari Messe durante os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

O centro de conferências na prefeitura de Chiba hospeda regularmente eventos globais, seja um show de Lady Gaga ou um encontro gigante para troca de cards Pokémon.

O lutador Gable Steveson, do Team USA, definitivamente olhará para trás com carinho em seu tempo em Makuhari Messe – ele derrotou Geno Petriashvil, da Geórgia, e levou a medalha de ouro na final de luta olímpica dos 125kg masculinos aqui no dia 6 de agosto.

Enoshima Yacht Harbor

Construído pela primeira vez para os eventos de vela nos Jogos de Tóquio de 1964, o Enoshima Yacht Harbor, na prefeitura de Kanagawa, recebeu as honras novamente este ano.

É também onde a pira olímpica foi colocada antes das cerimônias de abertura. As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze levaram o ouro aqui na categoria 49er FX.

Após os Jogos, continuará servindo como destino para os entusiastas dos esportes aquáticos.

Saitama Super Arena

Com uma cúpula conversível, a impressionante Saitama Super Arena é um dos maiores locais polivalentes do Japão, recebendo concertos, conferências e muitos outros eventos, além de esportes.

Ao norte de Tóquio, na vizinha prefeitura de Saitama, é o local onde a equipe dos EUA venceu o time francês de basquete masculino, ganhando a medalha de ouro no sábado (7).

Mulheres da equipe dos EUA ganharam sua própria medalha de ouro aqui no último dia dos Jogos, vencendo o Japão na final.

A vitória faz com que as estrelas da WNBA Sue Bird do Seattle Storm e Diana Taurasi do Phoenix Mercury virassem as primeiros atletas a ganhar cinco medalhas de ouro em qualquer esporte coletivo na história olímpica.

Saitama Stadium

Como o maior estádio de futebol do Japão, o Saitama Stadium foi o local lógico para sediar os jogos olímpicos de futebol, já que sediou a Copa do Mundo de 2002.

Os canadenses podem querer vir aqui para reviver o momento em que seu país conquistou o ouro no futebol feminino em uma final dramática contra a Suécia. Depois de dois períodos de prorrogação e pênaltis cheios de drama, a canadense Julia Grosso encerrou o jogo contra a Suécia para capturar a primeira medalha de ouro para o país no futebol feminino. No masculino, a seleção do Brasil venceu a Espanha na prorrogação, em uma das últimas finais dos Jogos.

Após os Jogos, o Saitama continuará a sediar grandes jogos de futebol.

Yokohama Baseball Stadium

O beisebol é um grande negócio no Japão e a Olimpíadas de 2020 marcou o retorno do softball e do beisebol como eventos oficiais.

Concluído em 1978, o estádio de Yokohama sediou as partidas, que terminaram na noite de sábado (7), quando os EUA enfrentaram o Japão pela medalha de ouro no beisebol. No final, a equipe anfitriã venceu os EUA por 2-0.

Durante o resto do ano, este enorme estádio ao sul de Tóquio é o local onde o time do Yokohama DeNa Baystars joga para dezenas de milhares de fãs.

Centro Nacional de Treinamento J-Village (Fukushima)

O tema da Olimpíadas de Tóquio foi “os Jogos de recuperação”.

Para homenagear isso, o revezamento da tocha olímpica começou no Centro Nacional de Treinamento J-Village, no leste de Fukushima, que foi a base de operações para os primeiros socorristas que vieram para cá após o terremoto e tsunami devastadores em 2011.

Localizado na região de Tohoku, no nordeste do Japão, foi convertido em um centro comunitário e local de treinamento esportivo.

Parque Sapporo Odori

Na ilha de Hokkaido, no extremo norte do Japão, o Parque Sapporo Odori é um destino popular graças ao seu festival anual de inverno.

Em 2021, ele sediou as provas de marcha atlética e maratona. No último dia dos Jogos, o lendário Eliud Kipchoge, do Quênia, ganhou ouro na maratona masculina, cruzando a linha de chegada no Parque Sapporo Odori com o tempo de 2h08min38s e conquistando sua quarta medalha olímpica.

Um fato curioso: Sapporo sediou os Jogos Olímpicos de Inverno em 1972 – e espera repetir a dose em 2030.

(Texto traduzido. Clique aqui para ler o original em inglês).

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