Copa América no Brasil terá quatro cidades-sede; veja estádios cotados

País anunciou nesta terça (1º) decisão de receber a competição internacional de seleções, com sedes no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Rio de Janeiro

Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, reinaugurado em 2013 para a Copa do Mundo do ano seguinte
Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, reinaugurado em 2013 para a Copa do Mundo do ano seguinte Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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O Brasil confirmou nesta terça-feira (1º) que vai sim aceitar o pedido da Conmebol e vai sediar a Copa América de 2021, que originalmente aconteceria na Colômbia e na Argentina. O primeiro país abdicou da competição diante de instabilidades políticas, enquanto o segundo alegou insegurança sanitária em razão da Covid-19.

Pelas redes sociais, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, divulgou que os jogos acontecerão no Distrito Federal, em Goiás, no Mato Grosso e no Rio de Janeiro, com partidas sem a presença de público.

A medida reaproveita estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014, sendo que no caso de Cuiabá e de Brasília, as arenas não são utilizadas com frequência em competições de alto nível dada a baixa expressividade futebolística dos times da região. 

Brasília (DF) – Estádio Mané Garrincha

Segundo a administração do estádio, em site oficial, trata-se do maior estádio do Brasil em área construída, com 218.798,09m². Inaugurado originalmente em 1974, o estádio passou por reformas estruturais a partir de 2009 para ser uma das sedes da Copa do Mundo da FIFA em 2014.

A nova construção possui números impressionantes. Segundo a administração, “contou com 177.096,46m³ de concreto, 22.243.151,03kg de aço, 170t de areia, 15.000m³ de madeira, 120t de prego e 105 mil parafusos”.

Com a reforma, a capacidade de público do estádio passou de 45 mil para pouco mais de 72 mil lugares. Na Copa América de 2021, no entanto, essa capacidade não poderá ser utilizada, diante da decisão de realizar os jogos entre as seleções sul-americanas sem a presença de público.

Com o custo estimado em R$ 1,5 bilhão, mais do que o dobrado do que o estimado inicialmente, o Mané Garrincha é considerado o estádio mais caro entre os construídos ou adaptados para a Copa de 2014. A diferença levou a um processo contra os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PL), que corre na Justiça. Ambos negam irregularidades.

Cuiabá (MT) – Arena Pantanal

A Arena Pantanal foi inaugurada em 2014, também construída para a Copa do Mundo sediada pelo Brasil. Ao custo estimado de R$ 630 milhões, o estádio recebeu quatro partidas da competição daquele ano.

Desde a manhã de segunda-feira (31), quando surgiu a hipótese de o Brasil sediar a Copa América, o governo estadual atuou ativamente para que a arena recebesse jogos da competição. Segundo o site da CBF, tem capacidade “para cerca de 40 mil torcedores”.

Em seu site oficial, o estado comemora que o estádio “deixou de ser elefante branco” neste ano com o acesso inédito do Cuiabá Esporte Clube à primeira divisão do futebol brasileiro. Os times do Mato Grosso estavam fora da elite há mais de 30 anos.

Goiânia (GO) – Estádio Olímpico ou Estádio Antônio Accioly

Confirmada como sede, a cidade de Goiânia tem dois estádios cotados para serem utilizados para a Copa América de 2021. Um é o Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira, administrado pelo Governo de Goiás, e o outro é o Estádio Antônio Accioly, oferecido para a competição pelo Atlético-GO.

As arenas comportam pouco mais de 10 mil pessoas. O maior estádio de Goiás é o Serra Dourada, também em Goiânia e com capacidade para 50 mil pessoas. O Serra Dourada, também do governo goiano, tem sido pouco utilizado desde o início da pandemia por custos altos e baixo custo-benefício quando utilizado sem a possibilidade de público.

Rio de Janeiro (RJ) – Maracanã

Palco clássico do futebol brasileiro, o Estádio do Maracanã deve receber novamente uma final de Copa América, assim como foi em 2019, quando o Brasil foi campeão batendo o Peru na decisão.

O estádio foi construído pouco antes da primeira Copa do Mundo que o país sediou, em 1950. Na época, foi palco de uma grande frustração nacional, com a derrota da Seleção Brasileira para o Uruguai na grande decisão, que ficou conhecida como “Maracanazzo”.

O Maracanã é o nome popular do Estádio Jornalista Mário Filho. Recentemente, deputados estaduais do Rio de Janeiro tentaram alterar o nome para Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé, mas a medida foi vetada pelo governador Cláudio Castro (PL). O estádio possui capacidade para 78.838 torcedores.

O estádio passou por grandes reformas estruturais, em um custo total de mais de R$ 1,2 bilhão. Suspeitas de irregularidades na construção da obra motivaram condenação criminal contra o ex-governador Sérgio Cabral (MDB).

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