De volta ao Brasil, medalhistas olímpicos comemoram os resultados em Tóquio

“Você precisa de sorte, mas acho que a sorte acompanha os bem treinados”, disse a medalhista Martine Grael

Bruna Carvalho, da CNN, no Rio de Janeiro

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Os medalhistas nas Olimpíadas de 2020 Alison dos Santos, Martine Grael e Kahena Kunze desembarcaram no Rio de Janeiro, na manhã dessa sexta-feira (6). Durante a tarde eles participaram de uma entrevista coletiva e comentaram as conquistas em Tóquio.

Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram o bicampeonato olímpico. A dupla foi medalha de ouro na prova de vela classe 49er FX. Há cinco anos, na Rio 2016, elas também conseguiram a medalha de ouro.

“Pra gente o último ano foi bem decisivo. Estávamos com uma equipe maravilhosa 
Tivemos que mudar alguns planos, nossa meta, não foi um campeonato fácil. A gente nunca desistiu a gente sabia que todas elas iam errar e nossa hora ia chegar”, disse Kahena. 

O resultado representa o oitavo ouro da vela na história das Olimpíadas para o Brasil, mantendo a modalidade como a mais dourada do país.

“Você lida com fatores externos, você precisa ter um pouco de sorte, mas acho que a sorte também acompanha os bem treinados”, afirmou Martine. 

Já Alison dos Santos, o Piu, levou a medalha de bronze no atletismo na prova de 400m com barreiras. O paulista, de 21 anos, quebrou um recorde e fez o terceiro melhor tempo da história dos 400 metros com barreiras. O brasileiro fez a prova em 46s72 — menos de um segundo atrás do campeão da prova, o norueguês Karsten Warholm, que fez em 45s94.

Alison dos Santos, o Piu, levou a medalha de bronze no atletismo
Alison dos Santos, o Piu, levou a medalha de bronze no atletismo na prova de 400m
Foto: Bruna Carvalho/CNN

“A gente tem treinado muito bem. A gente tava focado. A gente sabia que poderia quebrar a barreira dos 47 segundos. Eu cheguei com esse pensamento de correr 46. Olhei pro telão, vi meu tempo. Fiquei muito feliz. Depois que me avisaram que eu quebrei o recorde olímpico”, contou Alison.

Até domingo o atleta pretende descansar e ficar com a família, mas depois já volta a focar na próximas provas.

“A gente sonha alto. Eu tenho pessoas ao meu lado que confiam muito em mim. A gente queria correr esses 46. Queremos agora continuar melhorando, quebrar recorde, fazer história. Eu tenho sonho de ser recordista mundial”, revelou o atleta.

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