‘Esporte me reinventou’, diz Renê Pereira, medalhista de bronze no remo individual

Em Tóquio, Brasil busca a melhor campanha na história dos Jogos Paralímpicos

Produzido por Renata Souzada CNN

em São Paulo

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O Brasil segue em busca da melhor campanha na história dos Jogos Paralímpicos. Para isso, está contando com medalhas até em modalidades em que não tem tantas conquistas.

No remo individual de dois mil metros, para atletas com redução de mobilidade nos troncos, Renê Campos Pereira ficou com a medalha de bronze. Foi apenas a segunda medalha paralímpica do país na modalidade.

“Estou bastante feliz. Faz 13 anos que a gente não conquistava uma medalha no remo paralímpico, e fico feliz de conseguir representar a modalidade, levando essa inédita medalha. Fui para a final bem confiante que estaria com um tempo competitivo para brigar por medalha, visto que nas eliminatórias eu consegui passar na minha bateria em primeiro, e eu fiz o segundo melhor tempo nas eliminatórias”, disse Renê à CNN.

Formado em medicina, o medalhista paralímpico falou ainda que sempre teve talento para o esporte: antes da lesão, foi faixa preta no karatê e teve a oportunidade de jogar bola profissionalmente. 

“Logo que comecei a minha carreira médica, acabei tendo essa injúria medular, o que mudou meus planos, e eu acho que sou grato hoje pela lesão, por ter me reaproximado do meu grande amor [o esporte]. E o esporte entrou dessa forma, uma ferramenta para que eu pudesse me reinventar, melhorando e lapidando a questão da resiliência.”

(*Supervisão de Elis Franco)

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