EUA atropelam Sérvia no basquete feminino e jogam final pelo hepta consecutivo

As atuais campeãs europeias não foram páreo para as americanas, invictas há 53 jogos nas Olimpíadas

Seleção feminina de basquete dos Estados Unidos segue a luta pelo hepta olímpico consecutivo
Seleção feminina de basquete dos Estados Unidos segue a luta pelo hepta olímpico consecutivo Foto: Charlie Neibergall/AP

Leandro Iamin, colaboração para a CNN

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O basquete feminino dos Estados Unidos chegou da melhor forma possível à final do torneio olímpico em Tóquio. Enfrentou uma adversária do tamanho da Sérvia, campeã europeia, e não tomou conhecimento das rivais: vitória por 79 a 59 e vaga garantida na disputa pelo ouro. 

Se a espera é por ver espetáculo quando os Estados Unidos estão em quadra, o time das mulheres entregou ritmo alto de competitividade e seriedade desde o primeiro minuto. 

São 53 jogos consecutivos da seleção americana em Olimpíadas. Desde a semifinal de 1992, quando foram derrotadas pela Comunidade dos Estados Independentes (CEI), são só vitórias. Agora, em mais uma final, as americanas, atuais hexacampeãs consecutivas da competição, esperam o Japão, as anfitriãs, ou a França, no que seria uma coincidência olímpica, já que o torneio masculino será entre os franceses e o Dream Team. 

Destaque do jogo

A pivô Brittney Griner, com 15 pontos e 12 rebotes, foi o destaque do jogo (e da campanha) e a atleta capaz de sintetizar este time dos Estados Unidos: muita força no garrafão e aplicação defensiva. Um time que cansa e frustra as adversárias com uma performance dominante sem a bola. Breanna Stewart, 12 pontos e 10 rebotes, completou o setor mais forte da equipe. 

Pivô americana Brittney Griner
Pivô americana Brittney Griner se destacou na partida
Foto: Charlie Neibergall/AP

Não tão destacadas pelo jogo, mas sim pela trajetória, estão Sue Bird, 40 anos, e Diana Taurasi, de 39. Elas jogarão pelo quinto ouro olímpico de suas carreiras. Uma marca inédita para o país e para o esporte. Bird jogou 25 minutos, fazendo oito pontos, enquanto Taurasi, 12 minutos em quadra, saiu zerada, mas deu quatro assistências. A final promete ser especialmente emocionante para a dupla de veteranas, que se despedirá dos palcos olímpicos. 

Já não é possível apostar em grandes emoções no que tange o desafio técnico da final. Seja contra a França, seja contra o Japão, é difícil acreditar que os Estados Unidos não conquistem a medalha de ouro com alguma margem de segurança a partir das 23h30, horário brasileiro, do sábado (7).

Curiosamente, os Estados Unidos enfrentaram a França e o Japão na primeira fase, e venceram ambas, por 93 a 82 e 86 a 69, respectivamente. 

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