Ex-treinador da Seleção Brasileira de Ginástica, Oleg Ostapenko morre na Ucrânia

Oleg tinha 76 anos e estava hospitalizado desde o dia 6 de maio

Oleg Ostapenko
Oleg Ostapenko Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo

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O ex-treinador da Seleção de Ginástica Artística Feminina do Brasil Oleg Ostapenko morreu neste sábado (3) aos 76 anos, em Kiev, na Ucrânia.

Hospitalizado desde o dia 6 de maio, Ostapenko lutava contra diversos problemas. Recentemente, exames identificaram a presença de coágulos nos pulmões, o que acabou demandando duas cirurgias na tentativa de eliminá-los.

De acordo com o site International Gymnast Media, o ex-treinador — que tinha apenas um rim — precisou ser submetido a diálise. Oleg também apresentava um inchaço no cérebro.

Passagem pela Seleção Brasileira de Ginástica

A primeira passagem de Oleg Ostapenko pela Ginástica Brasileira foi em 2001. O treinador chegou tarimbado após trabalhar com Tatyana Lyssenko, que conquistou dois ouros olímpicos em Barcelona-92, Taiana Gutsu (dois ouros na mesma edição dos Jogos) e Lilian Podkopayeva (dois ouros e uma prata em Atlanta-96).

Acompanhado da esposa, Nadija, que era professora de balé e se incumbia das coreografias, e pela treinadora Iryna Ilyashenko, Oleg foi contratado para trabalhar a Seleção de Ginástica Artística Feminina do Brasil.

Oleg era o treinador de Daiane dos Santos no Mundial de Anaheim, em 2003, quando a atleta levou o ouro. Ele também comandou Jade Barbosa no Mundial de Stuttgart, em 2007. Na ocasião. a atleta ficou com o bronze. Além disso, Ostapenko foi treinador de Laís Souza em diversas etapas da Copa do Mundo.

Jade Barbosa e Oleg Ostapenko na final individual geral
Jade Barbosa e Oleg Ostapenko na final individual geral
Foto: Satiro Sodré/Agif Fotojornalismo

Após a Olimpíada de Pequim, Oleg e Nadija encerraram sua primeira passagem, e ele foi trabalhar com jovens ginastas na Rússia.

Em 2011, no entanto, o treinador voltou para trabalhar em Curitiba, no CEGIN (Centro de Excelência de Ginástica), onde comandou as ginastas Lorrane Oliveira, Daniele Hypolito e Lorena Rocha. Lá, ficou até 2015.

“É com muita tristeza que recebemos a notícia da morte de Oleg, que acrescentou tanto à Ginástica Brasileira, com seus conhecimentos e enorme carga de trabalho. Devemos parte de uma longa lista de conquistas a esse treinador, cuja influência se faz sentir até hoje no nosso esporte”, disse Luciene Resende, presidente da CBG.

Iryna também fez questão de destacar os méritos do treinador. “Um grande mestre, que marcou presença na nossa alma, no nosso coração. Lutou muito para colocar a Ginástica Brasileira num altíssimo nível”.

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