FBI pede que atletas deixem celulares em casa na ida para a Olimpíada em Pequim

Apelo tem origem nas preocupações dos norte-americanos sobre a possível espionagem chinesa

Homem em coletiva de imprensa das Olimpíadas de Inverno, em Pequim
Homem em coletiva de imprensa das Olimpíadas de Inverno, em Pequim Carl Court/Getty Images

Paul LeBlancKatie Bo Lillisda CNN

Em Washington

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O FBI (Federal Bureau of Investigation, órgão de investigação norte-americano) está pedindo que atletas olímpicos deixem seus telefones celulares pessoais em casa e levem aparelhos provisórios para a Olimpíada de Inverno de Pequim neste mês, citando potenciais “ciberatividades maliciosas”.

“O FBI insiste que todos os atletas deixem seus telefones celulares pessoais em casa e usem um telefone temporário enquanto estiverem nos Jogos. Os Comitês Olímpicos Nacionais de alguns países do Ocidente também estão aconselhando que os atletas deixem seus dispositivos pessoais em casa ou usem celulares provisórios, devido às preocupações relacionadas à cibersegurança na Olimpíada”, disse a agência em nota.

Apesar de não haver “nenhuma ciberameaça específica contra as Olimpíadas” identificada, o FBI acrescentou que é importante que aqueles nas competições estejam “atentos e mantenham práticas adequadas nas redes e nos ambientes digitais”.

O aviso vem em meio a preocupações crescentes de oficiais de segurança nacional dos EUA sobre espionagem chinesa e roubo de propriedade intelectual – oficiais da inteligencia alertaram publicamente ao fato de que a China criou um estado de tecnovigilância avançado dentro de suas fronteiras, equipado com câmeras, reconhecimento facial e outras tecnologias.

Oficiais de contrainteligência avisam há tempos que funcionários do estado americano e locais, assim como pessoas envolvidas com negócios ou com a academia, que viajam à China, encaram o perigo de terem seus dispositivos pessoais hackeados. O FBI oferece corriqueiramente “atualizações de defesa” para americanos que consideram estar em alto risco de se tornarem vítimas dos esforços de espionagem chinesa.

O FBI já abriu mais de 2.000 investigações de contrainteligência sobre supostos esforços de Pequim para roubar informações americanas de tecnologia, de acordo com o diretor do escritório, Chris Wray.

“Quando levamos em conta o que vemos em nossas investigações, não há outro país que apresente uma ameaça tão grande a nossas ideias, inovações e segurança econômica do que a China”, disse Way em um evento na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan, na Califórnia, nesta segunda-feira (31).

Apesar de os atletas americanos poderem competir, o governo Biden não enviará oficiais do governo para os Jogos Olímpicos. A mesma política será aplicada nos Jogos Paralímpicos, que também ocorrerão em Pequim. A Casa Branca quer “mandar um recado claro” de que os abusos aos direitos humanos na China significam que não pode haver “negociações normalmente”, disse Psaki a jornalistas no ano passado.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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