Fifa: Pandemia de Covid-19 custará ao futebol US$ 14 bilhões em 2020

Segundo Olli Rehn, dirigente da entidade, futuro das academias de juniores e das divisões de base preocupa

Sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa), na Suíça
Sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa), na Suíça Foto: Arnd Wiegmann - 05.ago.2020 / Reuters

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Em 2020, a pandemia de Covid-19 deve custar aos clubes de futebol US$ 14 bilhões em todo o mundo, cerca de um terço de seu valor estimado, disse nessa quarta-feira (16) um importante dirigente da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Olli Rehn, que chefia o comitê da Fifa criado para lidar com os efeitos da pandemia, afirmou que a federação, juntamente com consultores financeiros, estimou o valor de mercado do futebol dos clubes entre US$ 40 bilhões e US$ 45 bilhões em todo o mundo.

Segundo Rehn, a cifra de US$ 14 bilhões foi baseada no cenário atual, em que o futebol está sendo retomado lentamente após um hiato de três meses, mas será um “jogo diferente” se a pandemia não diminuir.

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“O futebol foi duramente atingido pela pandemia do novo coronavírus”, disse Rehn, ex-comissário da União Europeia e agora governador do Banco da Finlândia. “Isso criou muita turbulência em diferentes níveis, com alguns clubes profissionais enfrentando sérias dificuldades. Também estou muito preocupado com as academias de juniores e as divisões de base.”

Ele afirmou também que o futebol na América do Sul foi especialmente atingido, e a África e a Ásia também são motivo de preocupação.

A Fifa alocou US$ 1,5 bilhão para ajudar a combater os efeitos da pandemia, e Rehn disse que 150 das 211 associações solicitaram recursos até agora.

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