Hebert Conceição vence e garante Brasil na 2ª final do boxe nas Olimpíadas

No sábado, a partir das 2h45, brasileiro vai enfrentar o ucraniano Oleksandr Khyzhniak

Leandro Silveira, colaboração para a CNN

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O boxe brasileiro terá duas chances de conquistar medalhas de ouro nas Olimpíadas de 2020, um desempenho que já é inédito para a modalidade na história dos Jogos. Depois de Beatriz Ferreira (até 60kg) vencer sua luta pelas semifinais, Hebert Conceição Sousa fez o mesmo ao superar Gleb Bakshi, que compete pelo Comitê Olímpico Russo, pelo peso médio (até 75kg). O seu triunfo, nesta quinta-feira, foi por decisão dividida. Ele ganhou por 30 a 27 para dois juízes e 29 a 28 para outros dois, com apenas um apontando derrota, por 29 a 28. 

Antes desta edição do evento, o país havia disputado duas finais no boxe: em 2012, com Esquiva Falcão, que foi prata, e em 2016, com Robson Conceição, que conquistou o ouro. Além disso, o boxe brasileiro já assegurou outra medalha em Tóquio. Foi com o pesado Abner Teixeira (91kg), bronze depois de perder a sua luta nas semifinais. E só em Londres-2012 o boxe nacional havia ido três vezes ao pódio.

Em outras edições das Olimpíadas, Servílio de Oliveira foi bronze na Cidade do México-1968. Depois, Esquiva, Yamaguchi Falcão e Adriana subiram no pódio em Londres-2012. E Robson foi campeão no Rio-2016. Bia Ferreira e agora Hebert Conceição poderão igualá-lo no domingo.

O rival de Hebert na decisão vai ser o ucraniano Oleksandr Khyzhniak, que derrotou o filipino Eumir Marcial por decisão dividida (3 a 2) na outra semifinal. A luta decisiva pelo ouro está marcada para as 2h45 (horário de Brasilia) do próximo sábado. 

A luta de Hebert

O combate desta quinta foi uma revanche para Hebert, pois em 2019 ele perdeu nas semifinais do Mundial para Gleb Bakshi, que compete pelo Comitê Olímpico Russo e acabou sendo campeão há dois anos. 

O primeiro round foi muito disputado, com o adversário tendo mais iniciativa no começo, mas com Hebert buscando conectar golpes, também sendo advertido pelo árbitro por um golpe em cima da cabeça do russo. Ainda assim, quatro jurados apontaram sua vitória, contra apenas um entendendo que ele foi derrotado. 

O triunfo para quatro juízes se repetiu no segundo round, quando o brasileiro se esquivou bem dos golpes do russo. E ele também foi superior no terceiro assalto, especialmente em contra-ataques. Foi também essa a avaliação de três jurados, o que acabou sendo suficiente pars garantir o seu triunfo e a vaga na final olímpica. 

Em sua participação nas Olimpíadas, Hebert, de 23 anos, havia conseguido duas vitórias por decisão dividida dos jurados (3 a 2) nas duas fases anteriores. Elas foram diante do chinês Erbieke Tuoheta e do cazaque Abilkhan Amankul, resultado que já havia lhe assegurado ao menos o bronze. 

A medalha olímpica confirma uma ascensão na carreira, iniciada em 2019. Há dois anos, ele foi prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima. Além disso, levou o bronze no Mundial, realizado na Rússia. Agora, então, tentará ser campeão nas Olimpíadas de Tóquio

 

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