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    Juiz cita risco de fuga e mantém Ronaldinho e Assis presos no Paraguai

    "Liberdade de Ronaldinho poderia ocasionar obstrução ou fuga", afirmou magistrado

    Ronaldinho e Assis presos e algemados na Suprema Corte do Paraguai
    Ronaldinho e Assis presos e algemados na Suprema Corte do Paraguai Foto: Jorge Adorno - 7.mar.2020/Reuters

    Leonardo Lopes

    Da CNN Brasil, em São Paulo

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    Ronaldinho Gaúcho e Assis, seu irmão, continuarão em prisão preventiva no Paraguai enquanto são investigados pela Justiça por terem utilizado passaportes adulterados no país. O juiz Gustavo Amarilla rejeitou nesta terça-feira (10) um pedido da defesa para que ambos fossem beneficiados com liberdade condicional ou prisão domiciliar, e falou inclusive em risco de fuga.

    “A resolução é manter a medida cautelar de prisão na Agrupação Especializada, em livre comunicação e à disposição do tribunal”, disse o magistrado. “Existem numerosas diligências que ainda são necessárias… A liberdade de Ronaldinho poderia ocasionar obstrução ou fuga. A necessidade é que esteja presente no país.”

    Segundo o promotor Marcelo Pecci, estão sendo investigadas “condutas” que podem ter ligação com a adulteração dos passaportes, e por isso é necessário manter Ronaldinho e Assis no Paraguai.

    “Se estas pessoas partem neste momento, já não poderão ser submetidas a um processo, porque o Brasil não extradita seus cidadãos”, disse Pecci.

    De acordo com o promotor Omar Legal, a defesa dos irmãos ofereceu um imóvel avaliado em US$ 765 mil (cerca de R$ 3,5 milhões, pelo câmbio atual) como fiança, em troca da liberdade de ambos ou de prisão domiciliar. A Procuradoria-Geral o considerou insuficiente e se opôs à liberdade condicional.

    Ronaldinho e Assis foram detidos na noite de sexta-feira (6) em um hotel da capital paraguaia e transferidos para a Agrupação Especializada, um quartel da polícia que abriga presos de renome.

    A Procuradoria-Geral os acusou de usar documentos públicos de conteúdo falso, um crime que pode acarretar uma pena de até cinco anos de prisão.

    Com Reuters

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