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    Justiça do Trabalho afasta Caboclo por denuncia de assédio sexual

    Rogério Caboclo deve ficar afastado por um ano da entidade e pagar uma multa de R$ 500 mil por dia, caso descumpra a determinação judicial

    Isabelle Resendeda CNN

    no Rio de Janeiro

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    O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT/RJ) afastou Rogério Caboclo, por um ano, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A decisão em caráter liminar impede o ingresso e a permanência do dirigente afastado na entidade até setembro de 2022.

    O pedido de afastamento foi feito pelo Ministério Público do Trabalho, que apura denúncias de assédio moral e sexual contra Caboclo. A CNN procurou Rogério Caboclo e ainda aguarda um posicionamento.

    A juíza Aline Maria Leporaci Lopes, do TRT do Rio, também determinou uma multa de R$ 500 mil por dia, caso a CBF ou Caboclo descumpram a decisão. As investigações usaram como base gravações entregues pela vítima, além de relatos de episódios em que ela teria sido assediada. A denúncia contra o presidente afastado foi protocolada no início de junho de 2021.

    Em agosto, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) também proibiu Caboclo de manter contato com todas as testemunhas que fazem parte do caso e de entrar na sede da entidade.

    O presidente afastado da CBF acumula quatro acusações envolvendo assédio moral e sexual. Pelo menos, três já foram formalizadas na Comissão de Ética da entidade. Além de três funcionárias, um dirigente acusa Caboclo de assédio moral. O presidente afastado nega as acusações. Sobre o caso, a CBF informou que não vai se pronunciar.

    A vítima mais recente a denunciar Caboclo afirma ter sofrido agressões físicas e psicológicas. E relatou que o presidente afastado tentou “por inúmeras vezes” beijar e agarrá-la à força. A CNN teve acesso à íntegra do documento de seis páginas, que foi protocolado na última semana pela defesa da funcionária. Caboclo nega todas as acusações.

    A CNN procurou a CBF e ainda aguarda um posicionamento.

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