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    Olimpíadas: no judô, brasileira Maria Portela é eliminada após decisão polêmica

    Judoca foi às lágrimas depois da derrota no mais longo combate desta edição das Olimpíadas

    Judoca Maria Portela chora após ser eliminada nas oitavas de final das Olimpíadas de Tóquio
    Judoca Maria Portela chora após ser eliminada nas oitavas de final das Olimpíadas de Tóquio Foto: Gaspar Nóbrega/COB/Divulgação

    Leandro Silveira, colaboração para a CNN

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    A participação de Maria Portela nas Olimpíadas de 2020 se encerrou após uma longa luta, de quase 15 minutos. A judoca brasileira, da categoria até 70kg, foi eliminada nas oitavas de final, com derrota para a russa Madina Taimazova, depois de 10min58 de golden score, por decisão dos árbitros. E deixou o tatame do Nippon Budokan às lágrimas.

    Houve reclamações por um wazari não computado a favor dela momentos antes, mas a lutadora gaúcha evitou criticar a decisão do juiz. “O árbitro, se a gente não define, ele tem que definir. E quem tiver um pouco mais de iniciativa, vai levar. Não foi culpa dele. Eu tinha que ter sido mais agressiva, imposto mais o ritmo, por mais que não fosse efetiva. Isso foi o que ela fez e acabou levando”, disse a décima colocada no ranking mundial. 

    A luta entre Portela e Madina foi muito travada. E após os quatro minutos regulamentares sem a aplicação de golpes, seguiu para o golden score. No tempo extra, ambas receberam dois shidôs — uma advertência — por falta de competitividade. E um suposto golpe aplicado pela brasileira foi avaliado pelo vídeo. Mas o wazari não foi validado.

    Portela, então, recebeu uma terceira punição pouco depois e acabou sendo eliminada na, até agora, mais longa luta desta edição dos Jogos de Tóquio. Acabou, assim, encerrando a sua terceira participação individual nas Olimpíadas.

    “Eu queria muito vencer, eu treinei muito, eu estava me sentindo muito bem preparada. Eu ainda não acredito que isso aconteceu. Eu me entreguei, quem desse a primeira entrada ali nos 10 minutos eles iam dar. Tive muitos desafios, quero agradecer a todos que me ajudaram e acreditaram em mim. Me desculpa, eu sei que tinha que ter ganhado, mas dei tudo ali em cima. Eu não estava nervosa, estava bem consciente, eu sabia o que fazer, a gente estudou muito ela. Tem coisa que a gente não controla, faltou um pouco”, disse ao canal SporTV.  

    A participação de Portela nas Olimpíadas, porém, ainda não chegou ao fim, pois ainda haverá a disputa por equipes no próximo sábado. Será nova chance, portanto, para a brasileira se tornar uma medalhista olímpica, como ela projetou após a sua eliminação em Tóquio. 

    “Com certeza vou me doar bastante para minha equipe para a gente conseguir uma medalha. Eu ainda tenho a chance de sair daqui medalhista olímpica, vou me doar para lutar melhor do que lutei agora”, concluiu a brasileira. 

    Lutas rápidas

    Se a luta de Portela nas oitavas de final durou quase 15 minutos, a sua estreia foi relâmpago. Em 28 segundos, a brasileira aplicou um ippon na afegã Nigara Shaheen, da equipe de refugiados, e avançou, mas depois acabou sendo eliminada. 

    O outro brasileiro que lutou nesta quarta-feira também permaneceu muito pouco tempo no tatame. Foram apenas 31 segundos de participação de Rafael Macedo (até 90kg) nas Olimpíadas. O brasileiro levou um ippon do cazaque Izlam Bozbayev logo em sua luta de estreia, sendo rapidamente eliminado do evento. 

    Mais brasileiros do judô

    Após cinco dias de disputa do judô nas Olimpíadas, o Brasil faturou uma medalha, a prata de Daniel Cargnin (até 66kg). No sexto dia, na madrugada de quarta para quinta-feira, o país será representado por Mayra Aguiar (até 78kg) e Rafael Buzacarini (até 100kg).

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