Olimpíadas 2020: Cai o diretor da abertura, sobe a tag #SimoneBiles

Enquanto comitê organizador lida com novo escândalo, a ginasta Simone Biles começa a ocupar o lugar de grande estrela das Olimpíadas de Tóquio

Ginasta Simone Biles, dos EUA, pratica na trave durante treino em Tóquio para as Olimpíadas
Ginasta Simone Biles, dos EUA, pratica na trave durante treino em Tóquio para as Olimpíadas Foto: Gregory Bull - 21.jul.2021/AP

Paulo Junior e Leandro Iamin, colaboração para a CNN

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O diretor da cerimônia de abertura das Olimpíadas caiu na véspera do evento, marcado para a noite desta sexta-feira em Tóquio, manhã (8h) no horário do Brasil. Kentaro Kobayashi teve sua demissão anunciada pelo comitê organizador dos Jogos por conta da repercussão de uma piada que ele fez sobre o Holocausto num show de comédia em 1998.

Dias antes, o músico Keigo Oyamada já havia deixado o evento após relatos de bullying e comportamento abusivo virem à tona. Mais atrás, em fevereiro, o então presidente da Tóquio 2020, Yoshiro Mori, renunciou após fazer um comentário depreciativo sobre uma popular artista do país.
Diante desse cenário, o presidente dos Jogos, Seiko Hashimoto, admitiu que essa série de escândalos envolvendo membros da cerimônia pode ter desencorajado parte do público que acompanharia a abertura.

Conhecida por ser uma noite festiva e de encontro entre as delegações, o momento desta vez será bem mais tímido por conta da pandemia. Apenas cerca de 950 pessoas, incluindo staff e jornalistas, devem estar presentes para assistir de perto performances e atletas no estádio.

#SimoneBiles

Tuiteiras e tuiteiros do mundo, uma das grandes atrações das Olimpíadas ganhou um emoji especial para ser citada na rede social. Sempre que alguém usar #SimoneBiles ou mesmo apenas #Simone, surgirá um bode vestido com roupas de ginasta e levando uma medalha de ouro. Em inglês, o termo “greatest of all time” vira a sigla GOAT, que tem a mesma grafia que a palavra bode na língua inglesa.

Passados os longos reinados de Michael Phelps e Usain Bolt, a norte-americana é uma grande candidata a protagonizar a performance mais marcante desta edição dos Jogos. Em 2019, ela se tornou a ginasta com mais medalhas da história do Campeonato Mundial da modalidade; em sua primeira participação olímpica, no Rio de Janeiro, ela ganhou cinco, sendo quatro de ouro e uma de bronze. Vem mais em Tóquio.

Frustração europeia no futebol

O time francês, com Gignac e Thauvin no ataque, não foi superior ao mexicano em quase nenhum momento do confronto em Tóquio. O México, campeão olímpico de 2012, mostrou um time leve e muito disposto na marcação. Gignac, veterano, personagem do jogo pela relação que tem com os mexicanos, pouco pegou na bola, pois os seus companheiros não conseguiram acioná-lo devidamente.

O jogo foi para o intervalo 0x0, mas o México já estava mais próximo do gol que seu adversário. E os gols chegaram na etapa final: Vega, recebendo passe de Lainez, e Córdova, que aproveitou uma falha na saída de bola francesa, fizeram 2×0, mas, aos 25, um pênalti convertido em gol por Gignac, deu uma breve esperança para Les Bleus. Mas nove minutos depois, Antuna fez o terceiro gol e, aos 44, Aguirre transformou a vitória em goleada.  Um resultado que chacoalha o time francês e, pelo nível da atuação, coloca o México em um lugar mais respeitável aos olhos do público. 

A Espanha também decepcionou seus torcedores. Das grandes seleções, a espanhola é a que conta com as mais qualificadas e experimentadas opções, várias delas presentes inclusive na última Euro, na qual foram semifinalistas. O time olímpico espanhol foi a campo com jogadores do gabarito de Dani Olmo, Oyarzabal, Mikel Merino, Pau Torres e Marco Asensio, todos com experiência em clubes grandes e até na seleção principal. Mas isso não foi suficiente para evitar o empate em 0x0 com o Egito, na manhã desta quinta (22), abrindo o Grupo C do torneio de futebol masculino.

Com a bola a maior parte do tempo, precisou de criatividade para furar a defesa numerosa dos egípcios, mas, embora tenha ficado no campo de ataque quase sempre, não conseguiu mais do que apenas um chute na direção do gol até o intervalo. No segundo tempo, a Espanha até conseguiu partir para o abafa e pressionar os egípicios e o gol até ficou próximo, mas não saiu. Os egípcios festejaram o empate após o apito final. 

Vega comemora gol que abriu goleada do México sobre a França em Tóquio
Alexis Vega comemora gol que abriu goleada do México sobre a França na rodada inaugural do futebol masculino em Tóquio
Foto: AP Photo/Shuji Kajiyama

Covid-19

A atualização diária publicada pelo Comitê Olímpico Internacional somou mais 12 casos positivos de Covid-19, chegando ao número total de 91 registros na Vila Olímpica. Entre os novos contaminados registrados nesta quinta-feira (22) estão dois atletas.
Softbol: favoritas, mas no aperto

Estados Unidos e Japão venceram pela segunda vez no softbol, mas sem sobrar diante de suas adversárias. As norte-americanas, donas de três ouros olímpicos, fizeram 1 a 0 no Canadá, e as japonesas, campeãs na última edição, foram surpreendidas pelas mexicanas e ganharam com dificuldades por 3 a 2, precisando de entrada-extra. No jogo que fechou a rodada, a Austrália ganhou da Itália por 1 a 0.

Disputada, a partida terminou com vitória japonesa por 3 a 2
Disputada, a partida terminou com vitória japonesa por 3 a 2
Foto: Jae C. Hong/AP

Riner só na semifinal

O sorteio dos confrontos no judô colocou Rafael Silva, o Baby, para começar de folga (chamada de “bye”), aguardando a primeira rodada. Na expectativa para saber o cruzamento com a lenda Teddy Riner, atual bicampeão da categoria +100kg, o brasileiro já sabe que só encontra o grande favorito numa futura semifinal. O francês não foi cabeça de chave porque lutou pouco no atual ciclo e não chegou numa grande posição.

Entre os homens, os confrontos são os seguintes: Eric Takabatake (-60kg) x Soukphaxay Sithisane (LAO); Daniel Cargnin (-66kg) x Mohamed Abdelmawgoud (EGI); Eduardo Barbosa (-73kg) x Guillaume Chaine (FRA); Eduardo Yudy (-81kg) x Sagi Muki (ISR); Rafael Macedo (-90kg) x Islam Bozbayev (KAZ); Rafael Buzacarini (-100kg) x Toma Nikiforov (BEL); Rafael Silva (+100kg) bye.
Entras as mulheres, as lutas iniciais são: Gabriela Chibana (-48kg) x Harriet Bonface (MAW); Larissa Pimenta (-52kg) x Agata Perenc (POL); Ketleyn Quadros (-63kg) x Cergia David (HON); Maria Portela (-70kg) x Nigara Shaheen (Refugiados); Mayra Aguiar (-78kg) bye; Maria Suelen (+78kg) bye. O time brasileiro também estreia na segunda rodada (começa de bye) da disputa por equipes

Novak Djokovic treina em Tóquio antes de sua estreia nos Jogos Olímpicos
Sérvio Novak Djokovic treina em Tóquio antes de sua estreia nos Jogos Olímpicos
Foto: Patrick Semansky – 22.jul.2021/AP

Djokovic no caminho

Saíram as chaves dos torneios de tênis dos Jogos Olímpicos. O sorteio deixou a equipe brasileira com confrontos e caminhos complicados na competição.

No masculino, Thiago Monteiro (95º) pega o alemão Jan-Lennard Struff (48º) e tem numa possível segunda rodada um encontro com o sérvio Novak Djokovic, líder do ranking mundial. Já João Menezes (217º) enfrenta outro nome importante do circuito, o croata Marin Cilic (36º).
Nas duplas, Marcelo Demoliner (58º) e Marcelo Melo (18º), nova formação após a saída de Bruno Soares, que passou por uma cirurgia por conta de uma apendicite, pegam uma das melhores equipes do mundo na atualidade, os croatas Mate Pavic e Nicola Mektic.

A dupla feminina formada por Luisa Stefani (23º) e Laura Pigossi (189º) enfrenta as canadenses Gabriela Dabrowski e Sharon Fichman, enquanto o chaveamento das duplas mistas ainda não foi definido – o Brasil deve inscrever Luisa e Melo.

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