Olimpíadas 2020 dia #12: Rebeca é 1ª campeã olímpica brasileira na ginástica

Além do ouro da ginasta na prova do salto, Brasil também garantiu mais uma medalha no boxe, com a vitória de Hebert Souza nas quartas de final

Douglas Vieira, Leandro Silveira, Marcelo Tuvuca, Paulo Junior, colaboração para a CNN; Daniel Fernandes, Murillo Ferrari e Wellington Ramalhoso, da C

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Rebeca Andrade conseguiu neste domingo (1º) a primeira medalha de ouro da história da ginástica artística feminina do Brasil. Ela venceu a disputa do salto das Olimpíadas 2020, com média de 15.166 em suas duas tentativas.

No primeiro salto, Rebeca cometeu um pequeno erro, pisando fora da linha na aterrissagem. Mesmo assim, conseguiu cravar 15.166. No segundo, obteve a nota de 15.000, ficando com a média de 15.083.

Outra principal adversária da brasileira na luta pelo ouro, a norte-americana Jade Carey acabou errando o primeiro salto, com 11.933, e ficou fora do pódio. Sua média foi 12.416.

Na última quinta-feira (29) Rebeca Andrade havia se tornado a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha na ginástica artística dos Jogos Olímpicos. Foi, também, o primeiro pódio de um atleta do país, entre homens e mulheres, na prova do individual geral, que premia o ginasta mais completo em quatro aparelhos.

O feito de hoje também celebra a primeira vez que um ginasta brasileiro conquista mais de uma medalha nos Jogos jamais conseguiram subir ao pódio na prova do salto.

Rebeca Andrade é ouro no salto
Rebeca Andrade é ouro no salto
Foto: Lisi Niesner – 1.ago.2021/Reuters

Brasil fora da final dos 100m rasos entre os homens

Uma das principais provas do atletismo, os 100m rasos conheceu no começo da manhã domingo (1º) seus oito finalistas, que disputarão a medalha de ouro – e o título de homem mais rápido do mundo – a partir das 9h50.

A primeira semifinal foi vencida pelo norte-americano Fred Kerley, com a marca de 9s96. O canadense Andre de Grasse também foi para a final com 9s98. Na segunda disputa do dia, a vitória e o melhor tempo (9s98) foram do britânico Zharnel Hughes; segundo colocado, o nigeriano Enoch Adegoke cravou a marca de 10s e também se classificou.

Chinês Su Bingtian (C) fez melhor tempo nas semisfinais dos 100m
Chinês Su Bingtian (C) fez melhor tempo nas semisfinais dos 100m; Paulo André (D) ficou fora da final
Foto: Petr David Josek – 1.ago.2021/AP

O brasileiro Paulo André competiu na terceira e última semifinal dos 100m. Ele terminou a prova em 10s31 e ficou na 8º posição. Nessa bateria, se classificaram para a final o chinês Su Bingtian e o norte-americano Ronnie Baker, ambos com 9s83.

Além deles, o italiano Lamont Marcell Jacobs (9s84) e o sul-africano Akani Simbine (9s90) disputarão o ouro após se classificarem pelos tempos obtidos nas semifinais.

Eu sei do meu potencial, tenho 22 anos e posso fazer isso a vida toda, até meus 80 anos, mas eu não paro sem um dia brigar por essa medalha – por alguma delas. Eu vim sabendo que os 100m é muito complicado.

Brasil termina 3º dia do atletismo sem finais

Os quatro brasileiros que competiram na primeira sessão do dia do atletismo não conseguiram se classificar em suas provas. Nos 3.000 metros com obstáculos, Tatiane Raquel da Silva até bateu o recorde brasileiro ao cravar 9min36s43, mas ficou em sétimo lugar em sua bateria. Já Simone Ferraz ficou em último lugar na série, com 10min00s92.

No salto em distância, Eliane Martins não foi além dos 6,43 metros, ficando em 18º lugar nas eliminatórias — os 12 primeiros avançavam à final. Já Lucas Carvalho foi apenas o sétimo colocado das eliminatórias dos 400m rasos, com 46s12.

Os medalhistas de ouro neste domingo

Vaga no tênis de mesa por equipe

O Brasil avançou para as quartas de final por equipe entre os homens, neste domingo (1º), no tênis de mesa ao derrotar a Sérvia por 3 a 2.

Hugo Calderano vibra com os braços erguidos após vitória no tênis de mesa
Hugo Calderano vence Zsolt Peto em duelo entre Brasil e Sérvia pelo tênis de mesa
Foto: AP Photo/Kin Cheung

A terceira e decisiva vitória dos brasileiros foi conquistada pelo mesa-tenista Vitor Ishiy, que fez 3 a 0 em Dimitrije Levajac e deu números finais ao confronto.

Agora, os atletas brasileiros se preparam para enfrentar a Coreia do Sul, na segunda-feira, a partir das 2h30 (horário de Brasília).

Medalha garantida no boxe

O pugilista brasileiro Hebert Sousa garantiu, neste domingo (1º), a segunda medalha para o boxe brasileiro nas Olimpíadas de 2020 ao derrotar Abilkhan Amankul, do Cazaquistão, e avançar para a semifinal da categoria até 75kg.

Hebert Sousa garantiu, ao menos, a medalha de bronze para o boxe brasileiro
Hebert Sousa garantiu, ao menos, a medalha de bronze para o boxe brasileiro nas Olimpíadas de 2020 ao derrotar Abilkhan Amankul, do Cazaquistão
Foto: Júlio César Guimarães – 1.ago.2021/COB

A luta, disputada em três rounds, foi vencida por Sousa por 3 a 2 em decisão dos juízes – com destaque para o último round, em que 4 dos 5 juízes consideraram o brasileiro vencedor.

Na semifinal, ele enfrentará o vencedor do combate entre o haitiano Darrelle Valsaint e o russo Gleb Bakshi. Como no boxe não ha disputa de terceiro lugar, mesmo que perca esse combate Sousa já garante a medalha de bronze.

Se vencer, avançará para a disputa do ouro na categoria.

O dia do Brasil nas Olimpíadas

 

Ana Patrícia e Rebecca avançam no vôlei de praia

Depois de uma primeira fase ruim, em que venceram apenas um de três jogos, as brasileiras Ana Patrícia e Rebecca eliminaram, nas oitavas de final, as chinesas Wang e Xia por 2 sets a 0, com parciais de 21 a 14 e 23 a 21.

Nas quartas de final, elas enfrentam a dupla suiça Anouk Vergé-Dépré, que bateram as compatriotas Huberli e Betschart.

A vitória é boa pra cabeça, dá uma afirmação de que estamos crescendo numa fase importante do torneio

Ana Patrícia, ao Olimpíada Todo Dia
Rebecca e Ana Patrícia, do vôlei de praia
Rebecca e Ana Patrícia vibram em vitória contra chineses Wang e Xia no vôlei de praia nas Olimpíadas
Foto: Felipe Dana/AP

Ágatha e Duda caem nas oitavas 

As brasileiras perderam para as alemãs Laura Ludwig e Margareta Kozuch por 2 sets a 1, neste domingo, e se despediram nas oitavas de final. Um aniversário indigesto para Duda, a propósito, no mesmo dia em que completou 23 anos de idade.

A gente sabe que nossa jornada até aqui foi muito bonita e a gente deu tudo o que a gente podia dar. A gente entregou nossa vida para o esporte. Infelizmente a vitória não veio. A gente queria muito medalhar aqui

Agatha, ao Olimpíada Todo Dia

Fratus supera depressão e conquista o bronze

Bruno Fratus, finalmente, é medalhista olímpico. Depois de duas finais – quarto em Londres, sexto no Rio – e três pódios em Mundiais, o brasileiro de 32 anos levou a medalha de bronze na final dos 50m livre na noite deste sábado (31), atrás apenas do americano Caeleb Dressel, novo recordista olímpico, e do francês Florent Manaudou.

Fratus havia saído muito decepcionado da piscina há cinco anos, quando tinha a expectativa de chegar ao pódio em casa. Ele sofreu com depressão, teve sua esposa Michelle Lenhardt se tornando sua treinadora e depois de uma década na elite da prova conseguiu terminar entre os três primeiros nos Jogos. “Eu precisei estar cercado de pessoas construtivas. Nas redes sociais, eu recebo muita abobrinha e precisei me afastar.”

A gente vai e faz. Os caras são muito fortes, mas nós somos ruins. Se é para deixar uma mensagem é de que o Brasil é o melhor povo, o melhor país do mundo. Todos 'pagam pau' para nós, somos muito capazes. Se permitam. Estamos entre os melhores do mundo


Maior atleta olímpico do Brasil termina sem medalha

Robert Scheidt encerrou sua sétima participação olímpica fora do pódio. O velejador brasileiro foi o nono colocado na medal race, a regata decisiva, da classe Laser. Assim, fechou a competição apenas na oitava colocação.

Robert Scheidt veleja durante regata das Olimpíadas de Tóquio
Robert Schedit fechou as Olimpíadas em oitavo lugar na classe Laser
Foto: Gaspar Nóbrega / COB

Nestas Olimpíadas, Scheidt, de 48 anos, tentava faturar sua sexta medalha. Ele foi ouro nos Jogos de Atlanta-1996 e Atenas-2004, prata em Sidney-2000 e Pequim-2008, e bronze em Londres-2012. Nos Jogos do Rio-2016, foi o quarto colocado na classe Laser, na primeira edição das Olimpíadas em que não havia ido ao pódio. 

Scheidt chegou à medal race, que dá pontuação dobrada em comparação às demais regatas, na sexta colocação geral. E perdeu duas posições ao fim da regata decisiva. O australiano Matt Wearn só precisava concluir a última regata para ser campeão olímpico. Foi o que aconteceu. Ele terminou em segundo lugar e assegurou a medalha de ouro.

Vôlei masculino vence jogo com maior pontuação da história

A seleção brasileira masculina de vôlei vai embalada para as quartas de final das Olimpíadas. Classificada antecipadamente, fez um jogo de alto nível contra a França e a derrotou por 3 sets a 2, com parciais de 25/22, 37/39, 25/17, 21/25 e 20/18.

O duelo entrou para a história dos Jogos Olímpicos como a partida com a maior pontuação em uma partida de vôlei masculino. Foram 249, sendo 128 do Brasil e 121 da França. O recorde anterior pertencia ao jogo entre Itália e Iugoslávia, das Olimpíadas de Sydney, em 2000, com 241.

Lucarelli ataca durante o confronto entre Brasil e França
Com Lucarelli, seleção brasileira venceu a França pela rodada final da fase de grupos das Olimpíadas
Foto: Frank Augstein / AP

Longo e marcado pelo equilíbrio, o jogo teve 2 horas e 38 minutos de duração e um set — o segundo — que teve quase uma hora. Ngapeth impressionou com 29 pontos pela França. E o Brasil teve boa distribuição dos pontos. Foram 23 de Wallace, 21 de Lucarelli, 20 de Leal e 19 de Lucão.

O Brasil, assim, encerrou a sua participação na primeira fase do vôlei nas Olimpíadas com quatro vitórias e uma derrota. Nas rodadas anteriores, venceu a Tunísia por 3 a 0, derrotou a Argentina, de virada, por 3 a 2, levou 3 a 0 dos russos, mas na sequência derrotou os Estados Unidos por 3 a 1. Assim, chegou à rodada final da fase de grupos já classificado às quartas de final. 

Nova desistência de Simones Biles

E a equipe de ginástica artística dos Estados Unidos anunciou neste domingo (1º) que Simone Biles desistiu de participar de mais uma final — a do solo, que será disputada nesta segunda-feira (2). 

O time americano afirmou que Biles ainda definirá se disputa ou não a final na trave, marcada para terça-feira (3) — a última para a qual se classificou nas Olimpíadas de 2020 — e que apoia a decisão da estrela do esporte.

Simone Biles em Tóquio
A ginasta americana Simone Biles, favorita ao ouro em todas as categorias de ginástica artística, escolheu deixar de competir no geral por equipes para preservar sua saúde mental
Foto: Tom Weller/Getty Images

Natação: Emma McKeon faz história

A australiana Emma McKeon viveu uma noite história na piscina de Tóquio. Ela conquistou duas medalhas de ouro na sua última noite nos Jogos e chegou a sete pódios nesta edição das Olimpíadas. Com isso, ela igualou o recorde geral entre as mulheres e se tornou a nadadora mais vitoriosa de uma competição nos Jogos.

Emma McKeon, nadadora da Austrália, ouro nos 100m livre nos Jogos
Emma McKeon, nadadora da Austrália, ouro nos 100m livre nos Jogos
Foto: David Goldman/AP

A ginasta Maria Gorokhovskaya, da União Soviética, era até então a única mulher a levar sete medalhas numa só edição, em 1952. Na modalidade, a melhor marca era da alemã Kristin Otto, que tinha conquistado seis na natação dos Jogos de 1988. Entre os homens, só Michael Phelps fez mais, ganhando oito tanto em 2004 quanto em 2008.

Atletas investigados por consumir bebida alcoólica

Os organizadores das Olimpíadas abriram uma investigação depois que um grupo de atletas consumiu bebida alcoólica na Vila Olímpica, violando medidas para prevenir a disseminação da Covid-19.

Os atletas foram pegos bebendo em um parque na vila na noite de sexta-feira (30), disse o CEO da Tóquio 2020, Toshiro Muto, que não deu detalhes sobre o número de atletas envolvidos ou suas nacionalidades.

 

 

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