Olimpíadas 2020 dia #13: Jade Carey é ouro no solo, Rebeca termina em 5º

Simone Biles confirma participação na final da trave. Nas argolas, Zanetti se despede de Tóquio sem medalhas. Na canoagem, Isaquias Queiroz avança à semifinal

Douglas Vieira, Leandro Silveira, Marcelo Tuvuca e Paulo Junior, colaboração para CNN;

Daniel Fernandes, Murillo Ferrari e Wellington Ramalhoso, da CNN

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A brasileira Rebeca Andrade foi a quinta colocada na final do solo nesta segunda-feira (2), em sua terceira e última participação nas Olimpíadas 2020, onde havia conquistado as medalhas de prata na prova do individual geral e ouro no salto.

Rebeca chegou à final do solo como uma das candidatas ao pódio após a desistência de Simone Biles. Mas ela viu suas adversárias mais fortes do que no classificatório e recebeu a nota de 14.033, sofrendo uma penalização de 0.1 por pisar fora do tablado. Mesmo se não tivesse cometido a falha, a brasileira não teria subido ao pódio.

O ouro ficou com a norte-americana Jade Carey, que fez uma apresentação mais difícil do que as adversárias, com nota de partida – o grau de dificuldade da série – de 6.300. Ela conseguiu 14.366 e conseguiu o ouro, um dia após cometer um erro na final do salto e perder a chance do pódio em uma prova onde era considerada favorita.

Quando eu vi a série dela, pensei que ela merecia. Eu conheci a Jade em algumas Copas do Mundo e é uma menina incrível, o pai dela também. Ela merecia muito. Todas que estavam aqui mereciam

Rebeca Andrade, ao canal SporTV, sobre a vitória da norte-americana Jade Carey
Redenção: após erro na final do salto, Jade Carey (EUA) ficou com o ouro no solo
Redenção: após erro na final do salto, Jade Carey (EUA) ficou com o ouro no solo
Foto: Adam Pretty – 2.ago.2021/Getty Images

Arthur Zanetti falha e termina final em oitavo

O ginasta brasileiro Arthur Zanetti, de 31 anos, completou sua participação nas Olimpíadas de 2020 sem medalha ao terminar a final das argolas na 8ª e última posição.

Zanetti, que conquistou o ouro em Londres-2012 e a prata na Rio-2016, poderia se tornar o primeiro atleta do mundo a conquistar uma medalha nas argolas em três edições consecutivas dos Jogos Olímpicos.

Para isso, uma das mudanças foi exatamente no movimento de saída das argolas, em que ele tentou um giro triplo, mas não conseguiu executar totalmente as rotações e chegou ao solo encostando os joelhos e as mãos.

No pódio, Liu Yang e You Hao, ambos da China, ficaram respectivamente com ouro e prata, com as notas 15.500 e 15.300. O bronze foi para o grego Eleftherios Petrounias, com 15.200.

Não chega a ser frustração, mas essa saída aí, você não sabe o quanto a gente sofreu fazendo ela. Machuquei meu pé três vezes antes das Olimpíadas, tive uma ruptura parcial só para fazer essa bendita saída

Arthur Zanetti, em entrevista ao canal Bandsports, sobre a falha na saída de sua série que lhe deixou em oitavo lugar na final olímpica das argolas
Ginasta brasileiro pendurado nas argolas de braços abertos
Arthur Zanetti durante sua apresentação na final das argolas na ginástica artística
Foto: Laurence Griffiths / Equipe

Os medalhistas desta segunda

Simone Biles estará na final da trave

A ginasta norte-americana Simone Biles, uma das estrelas das Olimpíadas de 2020, foi inscrita na final individual da trave, com disputa marcada para a terça-feira (3), às 5h50 (horário de Brasília).

Essa deve ser a primeira final em que Biles competirá em Tóquio depois de se retirar da final por equipes e de abrir mão de participar da final individual geral, do salto, das barras assimétricas e do solo para preservar sua saúde mental.

Ginasta dos EUA Simone Biles com os braços para o alto após finalizar exercício
Simone Biles confirma retorno à competição na final da trave na ginástica artística
Foto: Laurence Griffiths/Getty Images

A americana de 24 anos, que conquistou quatro medalhas de ouro nos Jogos Rio 2016, já tem uma medalha de prata nos Jogos de 2020, conquista na final por equipes – em que ela se apresentou apenas no salto. 

Biles é o atual campeão mundial na trave e conquistou a medalha de bronze olímpica no aparelho no Rio.

Medalha de brasileiras na vela é adiada

Ficou para esta terça-feira (3) a regata que pode dar às velejadoras brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze a segunda medalha olímpica. Marcada inicialmente para esta segunda, a medal race da classe 49erFX precisou ser adiada em função da falta de ventos na Baía de Enoshima. A disputa começará à 0h33 (no horário de Brasília).

Martine Grael e Kahena Kunze competem na classe 49erFX da vela no Japão
Ouro em 2016, Martine Grael e Kahena Kunze competem em regata da classe 49erFX da vela no Japão
Foto: Phil Walter – 27.jul.2021/Getty Images

A medal race estava agendada para as 2h33 desta segunda-feira (2), mas a falta de boas condições climáticas desde o início do dia já havia provocado o adiamento de regatas de outras classes da vela. E, posteriormente, com os ventos não superando os seis nós, se entendeu que não haveria condições para velejar. Com duas vitórias nas 12 regatas realizadas até agora, Martine e Kahena chegaram à regata decisiva das Olimpíadas de Tóquio em ótimas condições, pois ocupam a segunda posição na classificação geral.

Atleta reage a ordem de deixar o Japão

A velocista de Belarus Krystsina Tsimanouskaya se recusou a embarcar em um voo em Tóquio após ser levada ao aeroporto contra sua vontade e coagida a voltar para casa. Ela havia criticado publicamente os treinadores da seleção de atletismo do seu país. 

A velocista de Belarus Krytsina Tsimanouskaya corre na raia olímpica
A velocista de Belarus Krystina Tsimanouskaya se recusou a embarcar em um voo em Tóquio após ser levada ao aeroporto contra sua vontade e coagida a voltar para casa
Foto: Associatd Press

A atleta buscou proteção da polícia japonesa no aeroporto. O COI declarou que havia falado com a velocista e que ela estava sendo acompanhada por um integrante da organização de Tóquio-2020. 

A Fundação de Solidariedade Esportiva de Belarus relatou que Tsimanouskaya planejava pedir asilo na Alemanha ou na Áustria nesta segunda-feira. A chefe da fundação, a ex-nadadora olímpica Aliaksandra Herasimenia, disse à Reuters que Tsimanouskaya também pode estar recebendo ajuda da Polônia. 

COI analisa gesto de americana no pódio

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta segunda-feira (2) que está analisando o gesto que a atleta norte-americana Raven Saunders fez depois de receber a medalha de prata do arremesso de peso no domingo (1º)

Raven Saunders
Raven Saunders
Foto: David J. Phillip/AP

Ao receber a premiação, Saunders fez com os braços um “X” acima da cabeça, uma potencial violação das regras que proíbem protestos em pódios de medalhas. Segundo ela, o ato representava a “interseção onde todas as pessoas oprimidas se encontram”.

Isaquias vai às semifinais da canoagem

Isaquias Queiroz, uma das grandes figuras dos Jogos do Rio de Janeiro quando se tornou o único brasileiro a conquistar três medalhas numa só edição olímpica, estreou em Tóquio e avançou às semifinais da categoria C-2 1000m da canoagem.

Jacky Godmann e Isaquias Queiroz nas eliminatórias da canoagem em Tóquio
Jacky Godmann e Isaquias Queiroz nas eliminatórias da canoagem em Tóquio
Foto: Lee Jin-man/AP

Nessa competição por duplas, Isaquias está competindo ao lado de um estreante, Jacky Godmann, que substitui Erlon Silva, medalhista em 2016. A semifinal e a final estão marcadas para a noite desta segunda-feira (no horário de Brasília). 

Vagner Souta competiu no caiaque individual, a categoria K-1 1000m, mas não passou pelas quartas de final.

Dupla brasileira se despede no vôlei de praia

Evandro e Bruno Schmidt foram eliminados nas oitavas de final das Olimpíadas com a derrota para Plavins e Tocs, da Letônia, por 2 sets a 0, com parciais de 21/19 e 21/18. Eles tiveram 100% de aproveitamento na fase de grupos, mas caíram no primeiro jogo eliminatório. 

Bruno Schmidt ataca durante partida contra dupla da Letônia nas Olimpíadas
Bruno Schmidt ataca durante partida contra dupla da Letônia nas Olimpíadas
Foto: Petros Giannakouris / AP

A dupla vem tendo a temporada 2021 afetada pela pandemia. Bruno, que foi campeão olímpico em 2016 ao lado de Alison, contraiu o coronavírus e chegou a ficar internado na UTI por quatro dias, algo que atrapalhou sua preparação física e o desempenho nos torneios. Já Evandro foi bastante criticado por ser flagrado em uma festa clandestina e sem máscara.

Brasil cai no handebol

A seleção brasileira feminina de handebol está fora das Olimpíadas. A equipe perdeu para a França por 29 a 22 na última rodada da primeira fase e não conseguiu uma vaga nas quartas de final. As brasileiras não ficavam fora das oito melhores desde os Jogos de Pequim, em 2008.

Ponta Alê, da seleção brasileira feminina de handebol
Ponta Alê, da seleção brasileira feminina de handebol, em jogo contra a França, nas Olimpíadas de 2020
Foto: Gaspar Nóbrega/COB

A chave do Brasil em Tóquio era chamada de “grupo da morte” em razão do alto nível das equipes. O time começou bem a campanha, com um empate com as russas, atuais campeãs olímpicas, e uma vitória sobre a Hungria. Depois, se complicou com derrotas para Espanha e Suécia, além da França.

A ponta Alê, jogadora mais experiente da seleção, confirmou que terminou sua participação em Olimpíadas depois de disputar sua quinta edição dos Jogos. “Minha caminhada se encerra por aqui”, disse a atleta, campeã mundial pelo Brasil em 2013.

Tênis de mesa fecha sua melhor Olimpíada 

O tênis de mesa brasileiro encerrou na madrugada desta segunda-feira (2) uma participação histórica nos Jogos Olímpicos. A equipe masculina, que jamais havia vencido um duelo neste formato por times, desta vez avançou às quartas de final, mas não resistiu à forte equipe da Coreia do Sul e acabou eliminada do torneio ao perder por 3 a 0.

Hugo Calderano na disputa por equipes do tênis de mesa, contra a Coreia do Sul
Hugo Calderano na disputa por equipes do tênis de mesa, contra a Coreia do Sul
Foto: Gaspar Nóbrega/AP

Na primeira semana das Olimpíadas, a campanha individual também se tornou a melhor já feita por um brasileiro. Hugo Calderano, o número 7 do mundo, chegou às quartas de final e pela primeira vez o país figurou entre os oito finalistas. A trajetória superou a do próprio Calderano, em 2016, e de Hugo Hoyama, em 1996, que pararam nas oitavas de final.

Eliminadas e campeões no atletismo

As duas brasileiras nas eliminatórias dos 200m rasos não se classificaram para a sequência da prova. Ana Carolina Azevedo fez seu melhor tempo no ano, mas foi apenas a quinta colocada em sua bateria; Vitoria Rosa também não conseguiu terminar nas três primeiras posições, fechando no sexto lugar.

As conquistas da noite de domingo (1) no atletismo em Tóquio foram para o grego Miltiadis Tentoglou, que impediu uma dobradinha cubana no salto em distância, e para a porto-riquenha Jasmine Camacho-Quinn, vencedora dos 100m com barreiras.

 

 

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