Olimpíadas 2020 dia #13: Seleção feminina de vôlei encara russas nas quartas

Time do Brasil jogou contra o Quênia hoje e fechou campanha 100% na primeira fase. Mais cedo, Rebeca se despediu de Tóquio com um 5º lugar na final do solo

Fernanda Garay foi destaque da seleção brasileira feminina de vôlei na primeira fase das Olimpíadas de Tóquio
Fernanda Garay foi destaque da seleção brasileira feminina de vôlei na primeira fase das Olimpíadas de Tóquio Foto: AP Photo/Manu Fernandez

Douglas Vieira, Leandro Silveira, Marcelo Tuvuca e Paulo Junior, colaboração para a CNN;

Daniel Fernandes, Murillo Ferrari e Wellington Ramalhoso, da CNN

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A seleção feminina de vôlei terminou sua participação na fase de grupos das Olimpíadas 2020 com 100% de aproveitamento nesta segunda-feira (2). Em pouco mais de uma hora, a equipe venceu o Quênia por 3 sets a 0, com parciais de 25/10, 25/16 e 25/8, e se classificou para as quartas de final com a primeira colocação no Grupo A. As adversárias serão as russas, tradicionais adversárias das brasileiras nos Jogos Olímpicos.

Foi a quinta vitória do time de José Roberto Guimarães em Tóquio. A seleção também superou a Coréia do Sul, República Dominicana, Japão e Sérvia rumo à primeira colocação do Grupo A. No Grupo B, apontado como ‘da morte’, os Estados Unidos venceram a Itália por 3 sets a 2 e garantiram o primeiro lugar.

A supresa ficou para a eliminação da China: mesmo com uma vitória por 3 sets a 0 sobre a Argentina na despedida, a atual campeã olímpica caiu ainda na fase de grupos.7

Vôlei de praia nas quartas

Alison e Álvaro venceram os mexicanos Gaxiola e Rubio nas oitavas de final por 2 sets a 0, parciais de 21/14 e 21/13, e terão pela frente Plavins e Tocs, da Letônia, os algozes de Evandro e Bruno Schmidt em Tóquio. O duelo será na quarta-feira (4), às 22h (horário de Brasília).

Além da dupla masculina, Ana Patrícia e Rebecca também estão classificadas para as quartas de final. Elas jogarão contra na terça-feira (3), às 22h, contra as suíças Verge-Depre e Heidrich.

Alison (D) e Álvaro venceram dupla mexicana nas oitavas do vôlei de praia
Alison (D) e Álvaro venceram dupla mexicana com facilidade nas oitavas do vôlei de praia
Foto: Felipe Dana – 2.ago.2021/AP

Evandro e Bruno Schmidt caem para dupla da Letônia

A dupla foi eliminada nas oitavas de final das Olimpíadas por Plavins e Tocs por 2 sets a 0, com parciais de 21/19 e 21/18. A dupla tinha obtido 100% de aproveitamento na fase de grupos, mas vem de uma temporada 2021 afetada pela pandemia. Bruno, campeão olímpico em 2016 ao lado de Alison, contraiu o coronavírus e chegou a ficar internado na UTI por quatro dias.

Queria jogar mais. Eu saio daqui com a sensação de que gostaria de ter ido além, mas quando olho pra trás, eu falo que fui meu máximo

Bruno Schimdt, após a partida
Bruno Schmidt ataca durante partida contra dupla da Letônia nas Olimpíadas
Bruno Schmidt ataca durante partida contra dupla da Letônia nas Olimpíadas
Foto: Petros Giannakouris / AP

Izabela fica em 10º no lançamento de disco

O décimo lugar na final olímpica do lançamento de disco foi um presente e tanto para Izabela da Silva. Campeã mundial júnior em 2014, ela demorou para ultrapassar a marca de 60 m. O resultado só veio em março de 2020, quando ela fez 60,15 m numa competição em São Bernardo do Campo. A melhor marca da vida saiu em maio de 2021, quando ela ganhou o Campeonato Sul-Americano com 62,18 m. Para se classificar para a decisão da medalha em Tóquio, ela fez 61,52 m e pretendia fazer a melhor marca da vida no dia do aniversário, mas não foi possível.

Vai ser um aniversário incrível. Só ter conseguido a qualificação para Tóquio já foi um sonho realizado. É muito difícil chegar até aqui e disputar a final, então

Izabela da Silva, ao Olimpíada Todo Dia

Rebeca fecha em 5º no solo

A brasileira Rebeca Andrade foi a quinta colocada na final do solo nesta segunda-feira (2), em sua terceira e última participação nas Olimpíadas 2020, onde havia conquistado as medalhas de prata na prova do individual geral e ouro no salto.

Rebeca chegou à final do solo como uma das candidatas ao pódio após a desistência de Simone Biles. Mas ela viu suas adversárias mais fortes do que no classificatório e recebeu a nota de 14.033, sofrendo uma penalização de 0.1 por pisar fora do tablado. Mesmo se não tivesse cometido a falha, a brasileira não teria subido ao pódio

Quando eu vi a série dela, pensei que ela merecia. Eu conheci a Jade em algumas Copas do Mundo e é uma menina incrível, o pai dela também. Ela merecia muito. Todas que estavam aqui mereciam

Rebeca Andrade, sobre a vitória de Jade Carey no solo
Rebeca Andrade
Rebeca Andrade
Foto: Ashley Landis

O ouro ficou com a norte-americana Jade Carey, que fez uma apresentação mais difícil do que as adversárias, com nota de partida – o grau de dificuldade da série – de 6.300. Ela conseguiu 14.366 e conseguiu o ouro, um dia após cometer um erro na final do salto e perder a chance do pódio em uma prova onde era considerada favorita.

Arthur Zanetti fica sem medalha nas argolas

O ginasta brasileiro Arthur Zanetti, de 31 anos, completou sua participação nas Olimpíadas de 2020 sem medalha ao terminar a final das argolas na 8ª e última posição. Zanetti, que conquistou o ouro em Londres-2012 e a prata na Rio-2016, poderia se tornar o primeiro atleta do mundo a conquistar uma medalha nas argolas em três edições consecutivas dos Jogos Olímpicos.

No pódio, Liu Yang e You Hao, ambos da China, ficaram respectivamente com ouro e prata, com as notas 15.500 e 15.300. O bronze foi para o grego Eleftherios Petrounias, com 15.200.

Não chega a ser frustração, mas essa saída aí, você não sabe o quanto a gente sofreu fazendo ela. Machuquei meu pé três vezes antes das Olimpíadas, tive uma ruptura parcial só para fazer essa bendita saída

Arthur Zanetti, sobre o movimento que escolheu para encerrar sua série
Ginasta brasileiro pendurado nas argolas de braços abertos
Arthur Zanetti durante sua apresentação na final das argolas na ginástica artística
Foto: Laurence Griffiths / Equipe

Futebol feminino terá campeã inédita

As semifinais do futebol feminino foram decididas nesta segunda-feira (2) e saíram vitoriosas duas seleções que nunca conquistaram o ouro antes: Canadá e Suécia.

Ambas disputarão a inédita medalha na quinta-feira (5), às 23h (horário de Brasília), no Estádio Olímpico de Tóquio. Nos jogos do Rio, em 2016, as suecas ficaram com a prata e as canadenses com o bronze.

Derrotados nesta segunda, EUA e Austrália fazem na madrugada de quinta, às 5h (de Brasília), a disputa do bronze nos Jogos de Tóquio.

Com jogo pragmático e gol de pênalti, Canadá está na final do futebol feminino
Com jogo pragmático e gol de pênalti, Canadá está na final do futebol feminino
Foto: Martin Mejia – 2.ago.2021/AP

1ª medalha para atleta trans

A vitória canadense no futebol feminino também valeu um feito inédito para a meio-campista Quinn.

Isso porque, mesmo que sua seleção seja derrotada na final, ela ficará com a medalha de prata, o que significa que ela será a primeira atleta trans e não binária – não se identifica como homem nem mulher – medalhista em Jogos Olímpicos.

Meio-campista Quinn, do Canadá, é 1ª atleta trans a garantir medalha nos Jogos
Meio-campista Quinn, do Canadá, é primeira atleta trans a garantir medalha nas Olimpíadas
Foto: Andre Penner – 2.ago.2021/AP

“Esporte para todos”

Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, se tornou na manhã de hoje a primeira mulher abertamente transgênero a competir nas Olimpíadas. Ela disputou as eliminatórias do levantamento de peso. 

Ela tentou levantar 120kg na primeira oportunidade, e 125kg na segunda e terceira, na prova do arranco. Como não concluiu o exercício, sequer participou do arremesso e se despediu de Tóquio. Mas, independentemente do resultado, entrou para a história.

O esporte é algo para todas as pessoas, é inclusivo, acessível
Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, primeira mulher abertamente transgênero a competir nas Olimpíadas

Laurel Hubbard, após sua performance
Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, competiu no halterofilismo nos Jogos de Tóquio
Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, competiu na categoria superpesada feminina (acima de 87 kg) do levantamento de peso
Foto: Luca Bruno – 2.ago.2021/AP

COI analisa gesto de americana no pódio

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta segunda-feira (2) que está analisando o gesto que a atleta norte-americana Raven Saunders fez depois de receber a medalha de prata do arremesso de peso no domingo (1º). Ao receber a premiação, Saunders fez com os braços um “X” acima da cabeça, uma potencial violação das regras que proíbem protestos em pódios de medalhas.

X é um lugar, é a intersecção onde todas as pessoas que são oprimidas se encontram. Eu represento algumas dessas comunidades, por isso queria muito utilizar a minha plataforma para defender toda a gente

Raven Saunders, disse, após a premiação
Raven Saunders
Raven Saunders
Foto: David J. Phillip/AP

Isaquias vai às semifinais da canoagem

Isaquias Queiroz, uma das grandes figuras dos Jogos do Rio de Janeiro quando se tornou o único brasileiro a conquistar três medalhas numa só edição olímpica, estreou em Tóquio e avançou às semifinais da categoria C-2 1000m da canoagem. Nessa competição por duplas, Isaquias está competindo ao lado de um estreante, Jacky Godmann, que substitui Erlon Silva, medalhista em 2016. A semifinal e a final estão marcadas para a noite desta segunda-feira (no horário de Brasília). 

Vamos dar o nosso máximo. A gente não quer chegar na final, só. Foi um trabalho doído, de quase cinco anos, e a gente quer brigar por medalha

Isaquias Queiroz, ao Olimpíada Todo Dia
Jacky Godmann e Isaquias Queiroz nas eliminatórias da canoagem em Tóquio
Jacky Godmann e Isaquias Queiroz nas eliminatórias da canoagem em Tóquio
Foto: Lee Jin-man/AP

Campeã mundial encerra ciclo na seleção

A seleção brasileira feminina de handebol está fora das Olimpíadas. A equipe perdeu para a França por 29 a 22 na última rodada da primeira fase e não conseguiu uma vaga nas quartas de final. As brasileiras não ficavam fora das oito melhores desde os Jogos de Pequim, em 2008.

A ponta Alê, jogadora mais experiente da seleção, remanescente do título mundial conquistado em 2013, anunciou o fim de sua história olímpica. 

Estou com 39 anos, já foi um presente participar destes Jogos junto com essa geração. Há cinco anos eu falo que vou parar de jogar e não consegui, só que agora chegou o momento

Alê Nascimento, ao Olimpíada Todo Dia
Alexandra Nascimento, do handebol
Alexandra Nascimento, da seleção de handebol, vibra em lance do empate com as russas na estreia olímpica
Foto: Pavel Golovkin/AP

Fim da melhor campanha do tênis de mesa

O Brasil encerrou na madrugada desta segunda-feira (2) uma participação histórica nos Jogos Olímpicos. A equipe masculina, que jamais havia vencido um duelo neste formato por times, avançou às quartas de final, mas não resistiu à forte equipe da Coreia do Sul, que venceu por 3 a 0. Na primeira semana das Olimpíadas, a campanha de Hugo Calderano também se tornou a melhor individual já feita por um brasileiro. O atual número 7 do mundo chegou às quartas de final. Em 2016, ele havia parada nas oitavas, assim como Hugo Hoyama, em 1996.

Viemos com o sonho e vontade de conquistar uma medalha mas acho que saímos de cabeça erguida porque foi um resultado histórico pra nós. Chegamos entre as 8 melhores equipes do mundo e é uma conquista muito forte. Temos que sair de cabeça erguida

Hugo Calderano, ao Olimpíada Todo Dia, após eliminação para a Coreia do Sul
Hugo Calderano na disputa por equipes do tênis de mesa, contra a Coreia do Sul
Hugo Calderano na disputa por equipes do tênis de mesa, contra a Coreia do Sul
Foto: Gaspar Nóbrega/AP

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