Olimpíadas 2020 dia #17: José Roberto Guimarães busca quarto título olímpico

Campeão com time masculino em 1992 e, em 2008 e 2012, com o feminino, ele está na final de novo. Brasil também vai à final dos saltos ornamentais e no hipismo

Douglas Vieira, Leandro Silveira, Marcelo Tuvuca e Paulo Junior, colaboração para CNN; Daniel Fernandes e Wellington Ramalhoso, da CNN

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Nenhum brasileiro conquistou mais títulos olímpicos do que José Roberto Guimarães. Com três campeonatos no currículo, o treinador de vôlei vai em busca do tetra, no comando da seleção feminina, na decisão contra os Estados Unidos neste domingo (8). A vaga na final foi consolidada em uma vitória tranquila contra a Coreia do Sul por 3 sets a 0 nesta quinta (6).

Zé Roberto foi o técnico no primeiro ouro do Brasil no vôlei olímpico, em 1992, com a seleção masculina. Ele repetiu o feito em 2008 e 2012, já no comando da equipe feminina, e está invicto em finais nos Jogos. Apesar disso, a vitória novamente não dará a Zé Roberto uma medalha de ouro para chamar de sua – nas Olimpíadas, os treinadores não recebem a premiação.

José Roberto Guimarães durante a vitória do Brasil sobre a Coreia do Sul
José Roberto Guimarães durante a vitória do Brasil sobre a Coreia do Sul no vôlei feminino das Olimpíadas 2020
Foto: Gaspar Nóbrega – 5.ago.2021/COB

Jogo duro na final

Se o Brasil não teve grande dificuldade para vencer a Coreia do Sul por 3 sets a 0 na semifinal, com uma atuação novamente inspirada de Fernanda Garay, a seleção norte-americana simplesmente amassou a Sérvia, atual campeã mundial.

As norte-americanas chegaram a abrir nove pontos no primeiro set, ganharam o segundo por diferença de dez e não chegaram a ficar atrás do placar no terceiro, apesar de uma tentativa de reação das europeias. 

Seleção feminina dos Estados Unidos venceu a Sérvia na semifinal do vôlei
Seleção feminina dos Estados Unidos venceu a Sérvia na semifinal do vôlei
Foto: Manu Fernandez/AP

As melhores imagens de Tóquio

Tandara testou positivo para anabolizante

Pouco depois da vitória do Brasil sobre a Coreia do Sul, a ABCD (Agência Brasileira de Controle de Dopagem) confirmou que a oposta Tandara foi excluída dos Jogos porque testou positivo para ostarina. A substância é classificada pela Agência Mundial Antidoping como um agente anabolizante da categoria SARM – um modulador seletivo de receptores androgênicos, na tradução da sigla para o português.

No esporte, a ostarina e os anabolizantes SARM estão na lista de substâncias proibidas para uso em qualquer momento – ou seja, o atleta não pode utilizar nem mesmo fora do período de competição.

Tandara foi suspensa por potencial violação de regra antidopagem
Tandara foi suspensa por potencial violação de regra antidopagem
Foto: Wander Roberto/COB/Divulgação

Brasileiro na semifinal nos saltos ornamentais

O brasileiro Kawan Pereira conseguiu nesta sexta-feira a classificação na plataforma de 10 metros dos saltos ornamentais nas Olimpíadas de 2020. Em sua primeira participação em Jogos, o brasileiro terminou a eliminatória na 17.ª posição, com 371,65 pontos, garantindo a penúltima vaga da prova.

Fiquei um pouco nervoso. Meu primeiro salto foi bom, mas teve alguns saltos da série que dava para ter acertado melhor. Mas passei, fiz minha parte e amanhã vou fazer melhor

Kawan Pereira, após se garantir na final em sua primeira Olimpíada
Nos saltos ornamentais, Kawan Pereira se classificou para semi do trampolim 10m
Nos saltos ornamentais, Kawan Pereira se classificou para semi do trampolim 10m
Foto: Wander Roberto – 6.ago.2021/COB

Cavalo refuga, mas Brasil está na final

Nessa sexta-feira (6), o Brasil iniciou a sua busca por sua terceira medalha olímpica na prova dos saltos por equipe do hipismo. Com uma equipe estrelada composta pelo campeão olímpico e duas vezes medalhista de bronze Rodrigo Pessoa, o atual 7º colocado no ranking mundial Marlon Zanotelli e o medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos Pedro Veniss, o país terminou entre as 10 melhores equipes e se classificou para a final da prova, marcada para amanhã (7), 7h, em Tóquio.

Pista estava bem delicada. Tive um pouco de azar na qualificativa na prova individual. Hoje meu cavalo saltou muito bem novamente. Conseguimos fazer um zero aí pro Brasil. Tomara que os meninos consigam um bom resultado

Marlon Zanotelli, após classificação da equipe brasileira à final
Marlon Zanotelli compete no classificatório do hipismo nas Olimpíadas 2020
Brasileiro Marlon Zanotelli compete no classificatório do salto por equipes do hipismo nas Olimpíadas 2020
Foto: Carolyn Kaster -6.ago.2021/AP

Papo de Daniel Alves com a CNN

No sábado (7), às 8h30, tem um jogaço valendo medalha de ouro no futebol masculino nas Olimpíadas de 2020: Brasil e Espanha. O veterano lateral, de 38 anos, falou sobre o jogo contra um país que conhece tão bem, por ter atuado 14 temporadas por lá. “O adversário tem qualidade muito especial e diferente, no qual eu pude comprovar de perto e pude também desfrutar dela”, afirmou, em entrevista.

É uma responsabilidade que eu gosto, que eu assumo, e eu espero que nos preparemos bem porque vai ser um grande dia de trabalho, especial, porque uma final, ainda mais olímpica, não se joga todo dia

Daniel Alves, em entrevista para CNN

O dia olímpico do Brasil

Itália bate recorde com cinco ouros no atletismo

A equipe do revezamento 4x100m italiana conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas 2020 e consolidou a melhor performance do país no atletismo dos Jogos. A Itália encerra sua participação em Tóquio com nada menos que cinco medalhas de ouro – o recorde, até então, era três títulos numa mesma edição.

Além do ouro marcante de Lamont Marcell Jacobs nos 100m rasos – ele é o novo homem mais rápido do mundo após a aposentadoria de Usain Bolt -, os italianos também já haviam conquistado a vitória nas provas masculina e feminina da marcha atlética 20 km, com Massimo Stano e Antonella Palmisano. O outro título foi no salto em altura masculino, na prova em que o italiano Gianmarco Tamberi e o catari Mutaz Essa Barshim dividiram a medalha de ouro, numa das imagens mais marcantes dos Jogos até agora.

, a Eurocopa e os cinco ouros [no atletismo]”]

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Equipe da Itália festeja medalha de ouro no revezamento 4x100m das Olimpíadas
Lamont Jacobs, Lorenzo Patta, Eseosa Desalu e Filippo Tortu: o time de ouro da Itália no revezamento 4x100m do atletismo
Foto: Charlie Riedel – 6.ago.2021/AP

A prova do revezamento, nesta sexta, consagrou a equipe formada por Lorenzo Patta, Lamont Marcell Jacobs, Eseosa Fostine Desalu e Filippo Torto. Ela também ficou registrada na história pela eliminação da tradicional equipe norte-americana no classificatório e pela ausência da Jamaica, agora sem Bolt, no pódio.

Punição tirou medalha brasileira na marcha atlética

A atleta disputava com destaque a marcha atlética 20 km e brigava pela prata na reta final da prova, concluída no início da manhã desta sexta-feira (6), quando foi notificada por uma infração que lhe rendeu uma punição de 2 minutos. A alegação é de que ela perdeu o contato com o solo pela terceira vez durante a competição.

A medalha de ouro foi para a italiana Antonella Palmisano, com a marca de 1h29min12s. A colombiana Sandra Lorena Arenas ficou com a prata, 0s25 atrás, e a chinesa Liu Hong foi bronze, a 0s45 da líder.

Queria muito esse resultado, a marcha atlética brasileira precisava muito disso e eu dei tudo de mim na competição

Erica Sena, ao Olimpíada Todo Dia
A brasileira Erica Sena (E) competiu na marcha atlética feminina 20km
A brasileira Erica Sena (E) competiu na marcha atlética feminina 20km
Foto: Lintao Zhang – 6.ago.2021/Getty Images

Isaquias sobra na canoagem

A noite de quinta-feira (5) foi de classificação para Isaquias Queiroz na canoagem. Depois de terminar no quarto lugar na disputa por duplas, ele estreou na competição individual dos 1000m e venceu bem sua bateria nas eliminatórias, passando direto para as semifinais. A disputa continua na noite desta sexta-feira (6), com as semis e a grande final.

Falei para o treinador que ia sair bem, depois baixar e deixar todo mundo vir. E no final mostrar quem sou eu, o atual campeão mundial e que vai brigar pelo ouro. Ou prata ou bronze, o que vier. Eu quis mostrar que estou vivo na competição

Isaquias Queiroz, após se classificar para a semifinal
Isaquias Queiroz nas eliminatórias da prova individual da canoagem nos Jogos Olí
Isaquias Queiroz nas eliminatórias da prova individual da canoagem nos Jogos Olímpicos
Foto: Kirsty Wigglesworth/AP

EUA é ouro no vôlei de praia feminino

A americana April Ross, aos 39 anos, finalmente tem seu ouro olímpico. Ela foi medalha de prata em Londres-2012, bronze no Rio de Janeiro e agora venceu a final feminina do vôlei de praia em Tóquio. A dupla dos Estados Unidos, com April e Alix Klineman, venceu a equipe australiana (Mariafe Artacho del Solar e Taliqua Clancy) por 2 sets a 0 na noite desta quinta-feira (6).

O bronze ficou com a dupla da Suíça, Joana Heidrich e Anouk Verge-Depre, que fez 2 a 0 contra o time da Letônia, com Anastasija Kravcenoka e Tina Graudina. Os Estados Unidos agora têm 11 medalhas na história do vôlei de praia olímpico, sendo sete de ouro — o Brasil tem mais no total, 13, mas apenas três títulos.

April Ross e Alix Klineman, campeãs do vôlei de praia nos Jogos Olímpicos
April Ross e Alix Klineman, campeãs do vôlei de praia nos Jogos Olímpicos
Foto: Felipe Dana/AP

COI manda treinadores para casa

O Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou que uma comissão foi formada para investigar o caso da velocista de Belarus Krystsina Tsimanouskaya e que os treinadores da equipe de atletismo do país tiveram o credenciamento removido e foram retirados da Vila Olímpica.

A atleta de 24 anos deveria competir nos 200 metros femininos nas Olimpíadas de Tóquio na segunda-feira (2), mas, em vez disso, disse que os dirigentes da equipe tentaram mandá-la de volta à força para Belarus contra sua vontade, depois que ela criticou as autoridades esportivas. 

A velocista de Belarus Krytsina Tsimanouskaya corre na raia olímpica
A velocista de Belarus Krystina Tsimanouskaya se recusou a embarcar em um voo em Tóquio após ser levada ao aeroporto contra sua vontade e coagida a voltar para casa
Foto: Associatd Press

EUA mantêm hegemonia no basquete feminino

O basquete feminino dos Estados Unidos chegou da melhor forma possível à final do torneio olímpico em Tóquio ao bater a Sérvia, atual campeã europeia, por 79 a 59 nas semifinais. 

O time, que não perde nas Olimpíadas desde a semifinal de 1992, tem 53 vitórias consecutivas nos jogos e buscará seu sétimo ouro consecutivo na competição. 

Seleção feminina de basquete dos Estados Unidos
Seleção feminina de basquete dos Estados Unidos
Foto: Charlie Neibergall/AP

 

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