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    Olimpíadas 2020: Tóquio vê fim da supremacia de francês Teddy Riner no judô

    Atleta sofre primeira derrota olímpica desde Pequim-2008; brasileira sofre lesão no ligamento e fica fora dos Jogos

    Francês Teddy Riner acena após vencer a disputa pela medalha de bronze no judô nas Olimpíadas 2020
    Francês Teddy Riner acena após vencer a disputa pela medalha de bronze no judô nas Olimpíadas 2020 Foto: Vincent Thian - 30.jul.2021/AP

    Paulo Junior e Marcelo Tuvuca, colaboração para a CNN

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    O fim do judô individual nas Olimpíadas 2020 foi marcado pela queda de um dos grandes nomes da modalidade: o francês Teddy Riner, que chegou a Tóquio defendendo o bicampeonato olímpico e uma supremacia histórica na categoria pesado (acima de 100 kg). Nos Jogos de 2020, no entanto, Riner ficou apenas com o bronze, repetindo seu resultado de estreia em Olimpíadas, em Pequim-2008.

    Após o terceiro lugar na China, Riner engatou seu domínio: estabeleceu uma série de mais de 150 vitórias seguidas e, no meio do caminho, faturou o ouro em Londres-2012 e Rio-2016. Ele também colecionou dez medalhas de ouro em Mundiais entre 2007 e 2017.

    Mas o francês mostrou, em Tóquio, que a era da supremacia terminou. Depois de ser finalmente derrotado em fevereiro de 2020 pelo japonês Kokoro Kageura, que não está nos Jogos, Riner foi novamente batido por um rival e perdeu também a sua invencibilidade olímpica.

    A derrota ocorreu diante do russo Tamerlan Bashaev, nas quartas de final. No movimento decisivo, ele tentou um ataque, se desequilibrou e foi derrubado pelo rival, que conseguiu um ippon.

    Vitória sobre Baby e bronze garantido

    A trajetória de Riner em Tóquio seguiu com vitórias sobre o brasileiro Rafael Silva, o Baby, na repescagem, e o japonês Hisayoshi Harasawa. Nesta última, o francês foi mais combativo e, mesmo sem encaixar um golpe, contou com três punições sofridas pelo japonês para vencer no golden score.

    Antes, ele não deu chance a Baby, encaixando um waza-ari e, na sequência, um ippon, com menos de um minuto de luta. 

    O representante brasileiro tentava conquistar seu terceiro bronze consecutivo nas Olimpíadas. Na estreia, passou por Ushangi Kokauri, do Azerbaijão, mas depois não conseguiu encaixar sua luta e terminou eliminado contra Guram Tushishvili, da Geórgia, após sofrer três punições da arbitragem. Na repescagem, Teddy Riner logo de cara e não conseguiu avançar na briga pelo pódio.

    Brasileira sofre lesão e fica fora dos Jogos

    O último dia do judô individual teve uma cena impressionante vivida pela brasileira Maria Suelen Altheman, da categoria pesado (acima de 78 kg). Ela estreou vencendo Anamari Velensek, da Eslovênia, mas, nas quartas de final, perdeu para a francesa Romance Dicko e ainda sofreu uma lesão séria no ligamento do joelho esquerdo.

    Suelen foi carregada de maca e precisou abandonar a competição – ela ainda disputaria a repescagem para tentar o bronze. Seria uma medalha inédita para a brasileira, que ficou em quinto em Londres e nono no Rio de Janeiro.

    Pouco depois da luta, ainda na manhã desta sexta-feira (30), a Missão Brasileira em Tóquio informou que a brasileira precisará passar por cirurgia e também ficará de fora da disputa por equipes, na noite desta sexta.

     

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