Olimpíadas dia #10: No futebol feminino, Brasil cai para o Canadá nos pênaltis

Já no boxe, Brasil vê candidata ao ouro Bia Ferreira avançar às quartas de final e Abner Teixeira garantir ao menos um bronze para a modalidade

Jogadoras do Canadá abraçam goleira Labbe e comemoram classificação para semifinal no futebol feminino
Jogadoras do Canadá abraçam goleira Labbe e comemoram classificação para semifinal no futebol feminino Foto: Andre Penner - 30.jul.2021/AP

Leandro Silveira, Marcelo Tuvuca e Paulo Junior, colaboração para a CNN; Daniel Fernandes e Wellington Ramalhoso, da CNN

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Em um jogo muito duro, o Brasil foi eliminado do torneio feminino de futebol nas Olimpíadas de 2020. Após 120 minutos de um disputado 0 a 0, a partida foi para os pênaltis. A série começou com Bárbara defendendo a primeira cobrança do Canadá, em Miyagi, na manhã desta sexta-feira (30). Mas a goleira canandense Stephanie Labbe defendeu duas cobranças, de Andressa Alves e Rafaelle, e garantiu a vitória para as canadenses.

Esta foi a sétima e última Olimpíada de Formiga, uma recordista que se despede dos Jogos. Essa possivelmente será a última chance também da rainha Marta conseguir o ouro. O Canadá, que tirou o bronze do Brasil em 2016, no Rio de Janeiro, foi novamente responsável por encerrar o sonho brasileiro.

Fratus avança à semi no 50 m livre

O nadador brasileiro Bruno Fratus fez o 4º melhor tempo nas eliminatórias do 50m livre, na manhã desta sexta-feira (30), e avançou para as semifinais da modalidade.

Fratus, que nadou na 8ª bateria eliminatória, fez o tempo de 21s67. A melhor marca do dia ficou com o norte-americano Caeleb Dressel, favorito ao ouro, que cravou 21s32 na décima e última bateria.

Bruno Fratus descansa após prova apenas com a cabeça para fora da água
Bruno Fratus fechou sua bateria em primeiro lugar e avançou às semifinais nos 50 m livre
Foto: AP Photo/David Goldman

 O francês Florent Manaudou (21s65) e o grego Kristian Gkolomeev (21s66) também nadaram abaixo do tempo de Fratus.

O brasileiro volta à piscina na noite desta sexta-feira (horário brasileiro). A primeira bateria da semifinal começa às 23h11 e a segunda às 23h16. Se avançar, ele disputará a medalha de ouro no domingo (1º), às 22h30.

Nessa prova, o brasileiro César Cielo é o detentor tanto do recorde olímpico (21s30) quanto do recorde mundial (20s91), com marcas registradas, respectivamente, em 2008 e 2009 – ainda durante a era dos supermaiôs na natação.

Vôlei masculino se reabilita com vitória sobre os EUA 

Duramente batida pelos russos em seu jogo anterior, a seleção masculina de vôlei conseguiu se recuperar. Perdeu o primeiro set, mas reagiu para derrotar os Estados Unidos por 3 a 1, com parciais  de 30/32, 25/23, 25/21 e 25/20. 

Foi a terceira vitória do Brasil em quatro jogos na fase de grupos. Com a mão na classificação, a equipe volta a jogar no sábado, quando vai encarar a França a partir das 23h05 (de Brasília).

Jogadores da seleção brasileira de vôlei comemoram um ponto
Jogadores da seleção de vôlei comemoram ponto durante vitória sobre os Estados Unidos
Foto: Manu Fernandez / AP

Vôlei feminino espera pela levantadora Macris

A Confederação Brasileira de Vôlei confirmou que a levantadora Macris sofreu uma entorse no tornozelo direito no jogo do Brasil contra o Japão na manhã de quinta-feira (29). Mas ela está respondendo bem ao tratamento de fisioterapia e seguirá sendo avaliada diariamente para tentar voltar às quadras na sequência das Olimpíadas.

Macris é titular da seleção e se machucou no terceiro set. Ela foi substituída por Roberta, peça importante na virada do Brasil para confirmar a vitória em 3 a 0.

Macris, da seleção brasileira de vôlei, se lesionou no jogo contra o Japão nas O
Macris, da seleção brasileira de vôlei, se lesionou no jogo contra o Japão nas Olimpíadas
Foto: Manu Fernandez/AP

Lenda do judô é só bronze

Entre os homens, na categoria acima de 100kg, Rafael Silva, o Baby, não viveu uma grande jornada. Duas vezes medalha de bronze, em Londres e no Rio, desta vez ele não disputou um lugar no pódio.

O brasileiro passou por Ushangi Kokauri, do Azerbaijão, mas depois não conseguiu encaixar sua luta e terminou eliminado contra Guram Tushishvili, da Geórgia, por sofrer três punições da arbitragem. Na repescagem, encontrou logo a lenda Teddy Riner, surpreendentemente fora das finais, e foi derrotado.

O judoca francês Teddy Riner se afasta do judoca brasileiro Rafael Silva, Baby
Teddy Riner, grande nome do judô mundial na categoria peso-pesado, derrota o brasileiro Rafael Silva, o Baby
Foto: AP Photo/Vincent Thian

Riner chegou em Tóquio para buscar o tricampeonato olímpico. Ele passou quase dez anos sem perder uma luta, estabeleceu uma série de mais de 150 vitórias seguidas, e nesse caminho levou o ouro em Londres e no Rio, depois de ser bronze em Pequim.

Mas o francês caiu um pouco de rendimento neste ciclo, e finalmente foi derrotado em 2020 pelo japonês Kokoro Kageura (não está nos Jogos). Distante daquele favoritismo de outros tempos, ele foi superado nas quartas de final pelo russo Tamerlan Bashaev e, depois da soberania em duas edições, o mundo viu o francês ser derrotado num tatame olímpico. No movimento decisivo, ele tentou um ataque, acabou se desequilibrando diante de um dos favoritos ao ouro e então foi derrubado pelo rival. No fim, venceu a repescagem, contra Baby, e a disputa pelo terceiro lugar.

Lesão em luta tira judoca brasileira 

O último dia do judô individual teve uma cena triste e impressionante vivida pela brasileira Maria Suelen Altheman. Ela estreou vencendo Anamari Velensek, da Eslovênia, mas nas quartas de final, não só perdeu para a francesa Romance Dicko, como acabou sofrendo uma lesão no joelho esquerdo que a fez ser retirada de maca do tatame.

Na categoria acima de 78kg do judô feminino, brasileira Maria Suelen Altheman
Na categoria acima de 78kg do judô feminino, brasileira Maria Suelen Altheman acabou eliminada pela francesa Romane Dicko (30/07/2021)
Foto: Vincent Thian/AP

Machucada, Suelen não teve condições de seguir na competição via repescagem e tentar uma medalha de bronze na categoria acima dos 78kg. Ela havia sido quinta colocada em Londres e nona no Rio de Janeiro.

Pouco depois da luta, ainda na madrugada desta sexta-feira (30), a equipe brasileira informou que a judoca passará por exames durante o dia para saber a gravidade da lesão e entender se haverá a possibilidade de lutar na disputa por equipes na noite desta sexta (no horário de Brasília).

Brasil já tem medalha garantida no boxe

Na manhã de hoje (30), Abner Teixeira derrotou Hussein Iashaish, da Jordânia, em mais uma luta muito equilibrada. Depois de perder o primeiro round por 3 a 2, o brasileiro se recuperou, venceu os dois rounds seguintes, avançou para a semifinal e já garantiu pelo menos um bronze para o Brasil na categoria peso pesado (até 91 kg).

Abner Teixeira (D) vai ao chão após garantir, no mínimo, bronze nas Olimpíadas
Abner Teixeira (D) vai ao chão após derrotar jordaniano e garantir, no mínimo, a medalha de bronze nas Olimpíadas
Foto: Ueslei Marcelino – 30.jul.2021/Pool/Getty Images

A sexta-feira também teve a estreia de Bia Ferreira, que venceu sua primeira luta e avançou às quartas de final – a brasileira, campeã mundial em 2019, é uma das favoritas ao ouro da categoria leve (até 60 kg). Ela foi soberana no combate contra a taiwanesa Wu Shih-Yi e venceu por decisão unânime dos árbitros.

Beatriz Ferreira golpeia a lutadora de Taiwan Wu Shih-Yi
Boxeadora brasileira Bia Ferreira vence Wu Shih-Yi, de Taiwan, na estreia e avança às quartas no boxe
Foto: AP Photo/Themba Hadebe

Estava pronta, confiante e conseguindo executar o que estudamos o tempo todo. Sou o alvo, então eles me estudam, tenho que estudar também. E sempre estudei. Tenho uma excelente equipe, que consegue facilitar o meu trabalho

Bia Ferreira, após a estreia nas Olimpíadas

Antes de Bia, quem entrou no ringue foi meio-pesado (até 81kg) Keno Marley,  eliminado na luta que garantiria uma medalha no boxe nas Olimpíadas. O brasileiro perdeu por pontos, nas quartas de final, para o britânico Benjamin Witthaker. Depois de três rounds, três juízes deram a vitória ao representante da Grã-Bretanha, enquanto dois apontaram triunfo do brasileiro.  

“Eu cometi alguns erros em alguns momentos da luta e isso gerou a minha derrota. Estou satisfeito com a minha performance aqui. Temos que analisar o resultado e não julgar os árbitros. Eu errei algumas coisas e isso acabou gerando o resultado”, disse o brasileiro. evitando reclamar dos juízes.

O bloqueio de Biles

Depois de deixar competições na ginástica, a norte-americana Simone Biles respondeu perguntas de fãs nas redes sociais e, numa série de stories no Instagram, afirmou ainda estar sofrendo com os “twisties” — uma espécie de bloqueio mental que pode fazer com que as ginastas percam o controle de seus corpos no ar.

Segundo a atleta, o bloqueio tem atrapalhado sua performance durante os treinos, e pode impactar seu futuro nas Olimpíadas. 

Simone Biles, dos EUA, teve dificuldade no salto durante final por equipe
Simone Biles, dos EUA, teve dificuldade no salto durante final por equipe da ginástica artística
Foto: Jamie Squire – 27.jul.2021/Getty Images

Brasileiro candidato a medalha começa bem no atletismo

Alison dos Santos, um dos melhores do mundo nos 400 m com barreiras, passou com tranquilidade pelas eliminatórias da prova na noite de quinta-feira (29), sem precisar forçar para avançar às semifinais. Candidato ao pódio, ele ocupa o top-3 no ranking atual e foi sétimo colocado no Mundial de 2019. Neste ano, vem quebrando marcas sul-americanas e chega com moral a Tóquio.

Brasileiro Alison dos Santos garantiu sua classificação para as semifinais
Brasileiro Alison dos Santos garantiu sua classificação para as semifinais dos 400 metros com barreiras (30/07/2021)
Foto: Morry Gash/AP

“Uma estreia muito boa. O objetivo era passar com tranquilidade, ser rápido com eficiência para poupar para os próximos tiros. É uma prova muito forte, todo mundo está bem, o nível técnico vai ser altíssimo”, comentou o brasileiro.

O primeiro dia do atletismo teve mais cinco atletas do país: Marcio Teles chegou em sexto na sua bateria dos 400m com barreiras e foi eliminado; Fernando Ferreira e Thiago Moura pararam na terceira marca das eliminatórias do salto em altura; Altobeli Silva, finalista no Rio-2016, não foi à final dos 3000m com obstáculos; e Rosângela Santos também não se classificou nos 100m rasos.

Ouro com recorde mundial na natação

Na natação, Tatjana Schoenmaker, da África do Sul, venceu a final dos 200 metros peito, com o tempo de 2min18s95, novo recorde mundial da prova. É a primeira medalha de ouro da delegação sul-africana nas Olimpíadas de 2020.

Tatjana Schoenmaker, da África do Sul estabeleceu novo recorde mundial
Tatjana Schoenmaker, da África do Sul estabeleceu novo recorde mundial e levou a medalha de ouro nos 200 metros peito (30/07/2021)
Foto: David Goldman/AP

Brasil bate Argentina e mantém chances no handebol masculino

A seleção brasileira masculina de handebol ganhou a primeira nas Olimpíadas de 2020. E foi diante da Argentina, por 25 a 23, pela quarta rodada da fase de grupos. O Brasil venceu o primeiro tempo 14 a 7, ampliou a vantagem no começo da etapa final, mas depois permitiu que os argentinos diminuíssem o placar.

No handebol masculino, Brasil venceu a primeira nas Olimpíadas
No handebol masculino, Brasil venceu a primeira nas Olimpíadas ao bater a Argentina por 25 a 23 (30/07/2021)
Foto: Miriam Jeske/COB/Divulgação

Apesar da reação argentina, os brasileiros confirmaram a vitória e mantiveram as chances de classificação. Para ficar com a quarta posição na chave e conquistar uma vaga nas quartas de final, será necessário bater a Alemanha, no domingo de manhã (horário de Brasília), pela última rodada da fase.

Só derrotas no rugby feminino

Durou apenas 24 horas o sonho da seleção feminina de rugby de superar, em Tóquio, o desempenho das Olimpíadas do Rio em 2016, quando ficou em nono lugar. No período de um dia, a seleção brasileira perdeu as três partidas da primeira fase e ficou em último lugar no grupo.

No rugby de 7 feminino, as brasileiras acabaram derrotadas por Fiji por 41 a 5
No rugby de 7 feminino, as brasileiras acabaram derrotadas por Fiji por 41 a 5 e deram adeus às chances de medalha (30/07/2021)
Foto: Shuji Kajiyama/AP

No jogo derradeiro, contra Fiji, a derrota foi por 41 a 5. Com isso, a equipe ficou fora da disputa pelas oito primeiras posições. No duelo inicial pela definição da nona posição, na madrugada desta sexta (no horário de Brasília), a equipe perdeu para o Canadá por 45 a 0. O time se despede das Olimpíadas em partida contra o Japão, às 21h desta sexta-feira (de Brasília). As vencedoras ficarão em 11º lugar na competição.

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