Olimpíadas 2020 dia #19: Brasil pode coroar melhor olimpíada com mais dois ouros

Seleção feminina de vôlei e boxeadora Bia Ferreira disputam as últimas finais da delegação brasileira em Tóquio

Fernanda Garay e Carol Gattaz vibram com ponto brasileiro na semifinal do vôlei feminino
Fernanda Garay e Carol Gattaz vibram com ponto brasileiro na semifinal do vôlei feminino Foto: AP Photo/Manu Fernandez

Douglas Vieira, colaboração para CNN

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A delegação brasileira que competiu nas Olimpíadas de 2020 já está na história com a melhor campanha do Brasil nos Jogos, tanto no número de medalhas conquistadas, como na quantidade de ouros que já colocou no peito, 7: Ítalo Ferreira, no surfe, Rebeca Andrade, na prova de salto da ginástica artística, Martine e Kahena, na classe 49erFX da vela, Ana Marcela Cunha, na maratona aquática, Isaquias Queiroz, na canoagem, Herbert Conceição, no boxe, e, agora pela manhã, a seleção masculina de futebol conquistou o bicampeonato olímpico.

E na madrugada de domingo (8), último dia dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil ainda tem duas chances reais de aumentar para nove o número de vezes no lugar mais alto do pódio: com o vôlei feminino, que disputa, a partir da 1h30, a final contra a forte seleção dos EUA, e, às 2h, a pugilista Bia Ferreira entra como favorita ao ouro na final do peso leve contra a irlandesa Kellie Harrington.

Brasil X EUA na quadra

As brasileiras, sem Tandara, que foi suspensa, jogam para coroar uma campanha impecável até aqui, invictas e com um volume de jogo impressionante no ataque. Fernanda Garay é o destaque e maior pontuadora, mas a força é coletiva, com grande alternância de protagonistas dependendo de como o jogo está em cada momento. Muito desse desempenho também se deve à capacidade da levantadora Macris, um dos principais nomes da seleção. Se vencerem, será o quarto título olímpico do treinador José Roberto Guimarães.

Pela frente, as brasileiras terão a forte equipe dos EUA, que ganhou sem forçar a semifinal contra a Sérvia: 3 sets a 0, com parciais de 25-19, 25-15 e 25-23. As norte-americanas chegaram a abrir nove pontos no primeiro set, ganharam o segundo por diferença de dez e não chegaram a ficar atrás do placar no terceiro, apesar de uma tentativa de reação das europeias. 

Estamos jogando com muita agressividade, empurrando nosso saque o tempo inteiro. A gente sabe da qualidade das americanas de saque, recepção, volume de jogo. Vai ser um jogo de igual para igual e vai vencer quem estiver mais preparado emocionalmente e começar agredindo desde o começo

Gabi, ponteira da seleção feminina de vôlei, após a semifinal com a Coreia do Sul
Gabi na rede de vôlei ataca bola em jogo na Olimpíada de Tóquio
A ponteira Gabi chega à final como uma das principais jogadoras da seleção feminina de vôlei do Brasil
Foto: AP Photo/Manu Fernandez

Brasil X Irlanda no ringue

A pugilista baiana Bia Ferreira chegou à Tóquio como favorita ao ouro na categoria peso leve. Para chegar à final, ela derrotou de maneira unânime a finlandesa Mira Potkonen, de 40 anos, medalhista de bronze no Mundial de 2019, no qual a brasileira ficou com o título.

Independentemente do que acoontecer na luta, este já é o melhor resultado do boxe feminino do Brasil na história das Olimpíadas, superando o bronze em Londres-2012, de Adriana Araújo, de quem Bia já foi sparring. Mas ela não pensa em outro resultado que não o ouro.

Eu quero a dourada, vou brigar até o fim. Vamos adiante, vamos subir no pódio, ficar no lugar mais alto e ouvir o nosso hino. Vai ser difícil tirar ela de mim. Treinei o tempo todo pra isso

Bia Ferreira, ao SporTV, após a semifinal olímpica
A pugilista Bia Ferreira salta sozinha no meio do ringue socando o ar
Beatriz Ferreira luta no último dia dos Jogos de Tóquio para confirmar favoritismo ao ouro no boxe peso leve
Foto: ASSOCIATED PRESS

Maratona masculina

O Brasil não figura entre os favoritos, mas larga com três atletas na maratona: Daniel Chaves, Daniel Nascimento e Paulo Roberto de Paula. Uma das provas de maior simbolismo dentro da programação olímpica, ela fecha a agenda do atletismo. A corrida começa hoje (7), às 19h. Rotina na modalidade, um queniano desponta como favorito ao ouro: Eliud Kipchoge.

As últimas medalhas de Tóquio

19h – Atletismo: Maratona masculina

Sessão a partir das 23h – Ginástica rítmica por equipes

23h30 – Basquete feminino: Estados Unidos x Japão

0h – Ciclismo: Keirin masculino

0h05 – Ciclismo: Velocidade feminina

0h25 – Ciclismo: Omnium feminino

1h30 – Vôlei feminino: Brasil x Estados Unidos

2h – Boxe: Peso leve feminino – Beatriz Ferreira x Kellie Harrington

2h15 – Boxe: Peso leve masculino

2h45 – Boxe: Peso médio feminino

3h – Handebol feminino: Rússia / ROC x França

3h15 – Boxe: Peso pesado masculino

4h30 – Polo aquático masculino: Grécia x Sérvia

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