Organizadores de Tóquio 2020 descartam R$ 234 mil em equipamentos médicos

Revelação foi constrangedora para os organizadores, que passaram muito tempo alardeando a edição dos Jogos como ‘sustentáveis’

Mulher passa pelos anéis olímpicos em Tóquio
Mulher passa pelos anéis olímpicos em Tóquio Issei Kato/Reuters

Kiyoshi Takenakada Reuters

em Tóquio

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Os organizadores da Olimpíada de Tóquio descartaram o equivalente a US$ 45.508 (cerca de R$ 234 mil) de máscaras cirúrgicas, jalecos e desinfetantes após o evento, que foi realizado praticamente sem torcedores em meio à pandemia e não utilizou a maior parte deste equipamento médico, noticiou a mídia nesta terça-feira.

O diário Asahi citou uma autoridade do comitê organizador segundo a qual 33 mil máscaras, 3.420 jalecos e 380 garrafas de desinfetante foram descartados quando as operações foram encerradas em alguns locais de competição usados na Olimpíada, que foi de 23 de julho a 8 de agosto.

A revelação foi constrangedora para os organizadores, que passaram muito tempo alardeando a Tóquio 2020 como Jogos sustentáveis. No mês passado, eles foram criticados por encomendar comida demais para seus funcionários durante a cerimônia de abertura, o que levou a um grande desperdício.

“Quando nós retiramos dos locais de competição, não havia lugar para armazenar consumíveis não-usados”, disse o diretor-executivo de operações da Tóquio 2020, Satoshi Yamashita, segundo uma citação do Asahi.

“Lamentamos por termos acabado descartando-os, embora soubéssemos que haveria excedente”.

Os organizadores da Tóquio 2020 disseram em um comunicado que parte dos consumíveis médicos deixados após o evento foram descartados, sem especificarem sua quantidade ou valor.

Com a Paralimpíada em andamento até domingo, os organizadores planejam manter os consumíveis não-usados de agora em diante para possíveis doações, disse o Asahi.

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