Piqué nega irregularidade em acordo que lhe rendeu 24 milhões de euros

Empresa do jogador faturou o valor como comissão pela transferência da Supercopa espanhola para a Arábia Saudita

Gerard Piqué durante aquecimento antes de uma partida do Campeonato Espanhol
Gerard Piqué durante aquecimento antes de uma partida do Campeonato Espanhol REUTERS/Pablo Morano

Fernando Kallasda Reuters

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O zagueiro do Barcelona ​​Gerard Piqué descartou qualquer irregularidade por seu envolvimento em ajudar a Federação Espanhola de Futebol a garantir um acordo para transferir a Supercopa da Espanha para a Arábia Saudita, algo que rendeu à sua empresa Kosmos 24 milhões de euros em comissão.

Na segunda-feira, o site El Confidencial publicou gravações de áudio vazadas de 2019 que revelaram detalhes sobre o contrato negociado pelo presidente da federação espanhola, Luis Rubiales, e Piqué com a Arábia Saudita.

A conversa inclui o recebimento pela Kosmos de 4 milhões de euros para cada uma das seis edições da Supercopa programadas para serem disputadas no país do Oriente Médio.

“Não tenho absolutamente nada a esconder, é tudo legal”, disse Piqué em uma coletiva de imprensa tarde da noite na segunda-feira (18) que foi transmitida em seu canal de mídia social.

“Podemos debater a moralidade disso, mas a única ilegalidade é o vazamento dos áudios. Também não vejo questões éticas ou conflito de interesses. É o contrário, sinto orgulho pelo trabalho espetacular que fizemos levando a Supercopa da Espanha para Arábia Saudita.”

Piqué disse que os 4 milhões de euros pagos por torneio à Kosmos representam 10% dos 40 milhões de euros que as autoridades sauditas concordaram em pagar anualmente à Federação Espanhola de Futebol para levar a Supercopa ao Estado do Golfo.

“Como comissão, está abaixo do valor de mercado. Esses tipos de acordos geralmente pagam de 15% a 20%”, declarou o zagueiro do Barcelona, ​​enquanto era repetidamente questionado por repórteres sobre um conflito de interesses na intermediação do negócio.

“Vamos tomar medidas legais contra a publicação dos áudios… Os áudios foram retirados do contexto. Eu estava apenas tentando ajudar o presidente (Rubiales) a ter uma fórmula que fosse financeiramente lógica para a federação e os clubes. As questões comerciais não têm nada a ver com as esportivas.”

A federação espanhola adotou uma postura semelhante.

“Não entendemos como uma operação tão clara, positiva e limpa se torna uma fonte de controvérsia. Todos sabemos que não há nada de ilegal aqui”, disse o chefe de comunicações da federação espanhola, Pablo Garcia Cuervo, à rádio espanhola Cadena Ser, nesta terça-feira.

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