Polícia de Paris admite possível erro sobre ingressos na final da Liga dos Campeões

Didier Lallement acrescentou durante audiência no Senado francês que a ação policial em torno da partida entre Liverpool e Real Madrid foi um "fracasso"

Torcedores do Liverpool diante de policiais nas catracas do Stade de France antes da final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid em Paris
Torcedores do Liverpool diante de policiais nas catracas do Stade de France antes da final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid em Paris 28/05/2022 REUTERS/Kai Pfaffenbach

Benoit Van OverstraetenTassilo Hummelda Reuters

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O chefe de polícia de Paris disse nesta quinta-feira (9) que pode ter errado quando disse que até 40 mil torcedores do Liverpool tentaram entrar na final da Liga dos Campeões com ingressos falsos e que não havia evidências para apoiar a afirmação.

Didier Lallement acrescentou durante audiência no Senado francês que a ação policial em torno da partida entre Liverpool e Real Madrid no Stade de France foi um “fracasso”, pois os torcedores foram prejudicados e a imagem da França acabou desgastada.

A final, que o Liverpool perdeu por 1 x 0, foi atrasada em mais de 30 minutos depois que policiais barraram à força pessoas que tentavam entrar no estádio. A polícia de choque jogou gás lacrimogêneo em torcedores, incluindo mulheres e crianças.

O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, disse que grande parte da culpa é dos torcedores do Liverpool e que 30 mil a 40 mil chegaram sem ingressos válidos, o que levou a uma multidão no estádio e pessoas tentando forçar a entrada.

Mais tarde, ele foi apoiado pelo presidente Emmanuel Macron.

A versão de Darmanin foi contestada pelos torcedores do Liverpool que compareceram e dizem que a grande maioria de seus torcedores se comportaram bem, mas foram tratados de maneira violenta pela polícia francesa.

“Talvez eu tenha errado no número de 30 mil a 40 mil (torcedores com ingressos falsos) que dei ao ministro (do Interior)”, disse Lallement.

“Do ponto de vista operacional, não muda nada se for cerca de 40 mil ou 30 mil ou 20 mil”, afirmou Lallement.

 

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