Principais clubes da Europa perdem 4 bilhões de euros por Covid-19, diz estudo

A análise da Associação de Clubes Europeus também alertou que as maiores perdas serão sentidas na próxima temporada, mesmo que ela seja disputada na íntegra

Estádio Anfield com arquibancadas vazias durante aquecimento de jogadores do Liverpool
Estádio Anfield com arquibancadas vazias durante aquecimento de jogadores do Liverpool Foto: Shaun Botterill - 5.jul.2020/Pool via Reuters

Reuters

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A pandemia do novo coronavírus provavelmente custará aos principais times de futebol da Europa cerca de 4 bilhões de euros em perda de receita, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira pela entidade que os representa.

A análise da Associação de Clubes Europeus (ECA) também alertou que as maiores perdas serão sentidas na próxima temporada, mesmo que ela seja disputada na íntegra.

“O impacto financeiro da Covid-19 nos clubes europeus, pelo que podemos ver agora, já é um choque sísmico, mesmo com a maioria das competições já de volta”, disse o executivo-chefe da ECA, Charlie Marshall.

“O impacto financeiro não para quando o esporte recomeça. Em vez disso, ele continuará na próxima temporada, e precisamos adotar medidas para criar uma indústria de futebol mais sustentável no longo prazo”.

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O futebol europeu quase parou em março. Embora muitos campeonatos tenham voltado à ativa no mês passado, a maioria teve que fazê-lo sem torcedores — o que foi um golpe em especial nas ligas menores, cujos times dependem mais da bilheteria para sua renda.

Existem mais de 700 clubes de diferentes divisões nas 55 associações nacionais da Europa, mas um estudo recente da Uefa mostrou que os 30 mais importantes ficam com quase metade dos rendimentos.

O estudo da ECA sustentou que a renda dos clubes caiu de cerca de 22 bilhões de euros para 20,4 bilhões nesta temporada e de 23,1 bilhões de euros para 20,7 bilhões em 2020/21 — mas estes números não incluem a renda oriunda das transferências de jogadores.

Marshall disse que a próxima janela de transferências será uma indicação do estado de saúde do futebol, mas que clubes e ligas deveriam aproveitar a oportunidade para gerar mais sustentabilidade para o futuro.

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