RJ: clubes se dividem sobre retorno; Botafogo e Flu querem impugnar arbitral

Marcello Crivella diz que a volta do Campeonato Carioca vai depender da curva de casos da doença no próximo mês

Jogadores do Botafogo entram em campo utilizando máscaras de proteção antes da interrupção do futebol no Rio de Janeiro
Jogadores do Botafogo entram em campo utilizando máscaras de proteção antes da interrupção do futebol no Rio de Janeiro Foto: Ricardo Moraes/ Reuters (15/03/2020)

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Os clubes cariocas seguem divididos quanto à volta do futebol. Seguindo diversos protocolos de segurança para evitar o novo coronavírus (Covid-19), Vasco e Flamengo defendem a volta dos jogos. Do outro lado, Botafogo e Fluminense se mantêm contrários e pedem agora o cancelamento do arbitral da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), que tinha o aval da Prefeitura do Rio de Janeiro para voltar aos treinos nesta semana e prevê o reinício do campeonato estadual em 14 de junho.

Em coletiva nesta segunda (25), o prefeito do Rio, Marcello Crivella explicou que o retorno da competição vai depender da curva de casos da doença no próximo mês: “Nós propusemos jogos em julho sem torcida, mas os clubes pediram para verificar a curva em meados de junho. Se será na segunda quinzena de junho a volta do Carioca, ainda não podemos prometer”.

Alvinegros e tricolores não estiveram presentes na reunião da Ferj com a Prefeitura e agora pedem o cancelamento das decisões tomadas pelo Arbitral. O documento, assinado pelos presidentes Nelson Mufarrej e Mário Bittencourt (Botafogo e Fluminense), traz 30 itens e considera precoce o retorno do futebol, indicando como desnecessário colocar em risco a saúde de atletas, funcionários e familiares deles neste momento.

Uma saída apontada pelo arbitral seria realizar jogos em locais menos afetados pela pandemia. Segundo o boletim divulgado na noite desta segunda pela Secretaria Estadual de Saúde, o Rio tem 39.298 casos e Covid-19 e 4105 óbitos. Deste número, 22.466 casos se concentram na capital, que registra 2.831 mortes.

* Com Agência Brasil

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