‘Sempre que vejo ingressos, choro’, diz japonês que gastou US$ 40 mil com Jogos

Kazunori Takishima comprou 197 ingressos para participar do maior número possível de eventos nas Olimpíadas de 2020, mas plano foi frustrado pela pandemia

Kazunori Takishima em partida de hóquei nas Olimpíadas de 2012 em Londres
Kazunori Takishima em partida de hóquei nas Olimpíadas de 2012 em Londres Foto: Cortesia/Kazunori Takishima

Rebecca Wright e Will Ripley, da CNN

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Kazunori Takishima tem viajado pelo mundo para apoiar o Japão em todas as Olimpíadas nos últimos 15 anos, então era um sonho ver o evento em sua cidade natal, Tóquio. 

Mas quando a proibição de espectadores foi anunciada pelos organizadores em razão da pandemia de Covid-19, esse sonho acabou.

Ele gastou quase US$ 40.000 (R$ 205 mil) em 197 ingressos para ele e seus amigos participarem do maior número de eventos possível durante as Olimpíadas de 2020.

“Demorou uma quantidade inacreditável de tempo, esforço e paixão”, disse Takishima à CNN. “Mas eu estava tão apaixonado pelas Olimpíadas que, embora tenha sido muito difícil e desafiador, gostei do processo de compra dos ingressos.”

O empresário do ramo imobiliário de 45 anos percebeu que, se assistisse a todos os eventos que reservou, teria quebrado o Recorde Mundial do Guinness de participação em eventos olímpicos. Agora, ele receberá apenas o reembolso dos ingressos que comprou.

“Tudo o que tenho agora é tristeza, e toda vez que olho para os ingressos, eu choro”, disse Takishima. “Estou apenas triste.”

O amor de Takishima pelas Olimpíadas começou em 2005, quando ele viu uma competição de patinação artística pela primeira vez e imediatamente comprou ingressos para as Olimpíadas de Torino, em 2006, na Itália. Ali, ele foi fisgado. 

“Fui lá com poucas expectativas”, disse ele. “Mas quando vi Shizuka Arakawa ganhar a medalha de ouro, fiquei tão inspirado que tenho ido às Olimpíadas desde então.”

Ele disse que o ímpeto e a paixão de todos os atletas o fazem voltar.

“Quando vejo suas lágrimas de alegria ao ganhar a medalha, ou suas lágrimas de frustração por perder, isso me faz querer trabalhar mais”, disse ele. “Eu recebo esse tipo de coragem e emoção toda vez que vou.”

Para Takishima, são os atletas que mais sofrem com a falta de apoio nas arquibancadas.

“É uma grande perda quando sua família não pode ir”, disse o empresário. “Espero que pelo menos todos torçam por eles na frente da TV.”

Apesar da decepção, ele diz que a experiência não o impedirá de ser um superfã olímpico.

“Vou continuar a visitar e apoiar as Olimpíadas até o dia de minha morte”, disse Takishima. “Enquanto ainda posso me mover, pretendo ver todos os Jogos, da abertura ao encerramento. Eventualmente, posso bater o recorde.”

Tom Booth, Dan Hodgee Arthur Syin contribuíram para essa reportagem

(Texto traduzido; leia o original em inglês)

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